sábado, 30 de novembro de 2019


O JESUS ​​DE KANYE WEST NÃO VEIO PARA TORNAR OS HOMENS MAUS EM BONS
David Cloud

(Friday Church News Notes, November 29, 2019, www.wayoflife.org fbns@wayoflife.org, 866-295-4143) - O rapper Kanye West professou uma experiência de conversão cristã e agora está pregando Jesus. West era um terrível blasfemador. Ele apareceu como um Jesus coroado de espinhos na capa da Rolling Stone em 2006. Seu álbum de 2013 foi intitulado Yeezus, que é a junção do apelido de West de Yeezy e do nome Jesus. A capa mostrava West sendo coroado rei por anjos. Na música "I Am a God", ele diz: "Acabei de falar com Jesus e ele disse: 'E aí, Yeezus?" Esperamos que este homem realmente tenha nascido de novo, mas como um bebê espiritual, pelo menos, ele cometeu um grande erro, mantendo-se no sob os holofotes e realizando cultos na igreja. Quando ele pensou em desistir do hip hop porque "essa é a música do diabo", ele recebeu um péssimo conselho de seu pastor, Adam Tyson, que disse: "você pode fazer rap sobre Deus". Em um recente show com Kendrick Lamar, Kanye teve uma conversa com um homem vestido como Jesus. West disse: "Jesus, sinto muito. Eu tenho sido um homem muito ruim”. A pessoa vestida de Jesus responde: “Kanye, você não sabia que eu não vim aqui para tornar homens maus em bons? Eu vim aqui para dar vida a homens mortos”. Isso é meia-verdade, e meias-verdades são extremamente perigosas. Embora tornar homens maus em bons não seja o caminho da salvação de Cristo, fazer homens bons é definitivamente o objetivo da salvação. O caminho da salvação é receber o dom gratuito da graça de Deus sem as obras, mas a salvação gratuita assim recebida produz boas obras. Efésios 2:8-10 esclarece esse erro comum em linguagem simples, clara e precisa. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, CRIADOS EM CRISTO JESUS PARA AS BOAS OBRAS, AS QUAIS DEUS PREPAROU PARA QUE ANDÁSSEMOS NELAS”. A era atual é caracterizada por hordas de pregadores que confundem a graça de Deus com licenciosidade moral. É um cumprimento da profecia de 2 Timóteo 4: 3-4: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo coceira nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”. O apóstolo Paulo definiu a verdadeira graça de Deus da seguinte maneira: “Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo; O QUAL SE DEU A SI MESMO POR NÓS PARA NOS REMIR DE TODA A INIQUIDADE, E PURIFICAR PARA SI UM POVO SEU ESPECIAL, ZELOSO DE BOAS OBRAS” (Tito 2: 11-14). Kanye faria bem em atender aos ensinamentos divinamente inspirados de Paulo e rejeitar todas as vozes que falem contrárias a ele.

domingo, 10 de novembro de 2019


A Incrível Jornada do Códice de Alepo
The Amazing Journey of the Aleppo Codex
David Cloud 





O Códice de Alepo é uma Bíblia Hebraica escrita à mão, produzida por escritores massoréticos em Israel no século 10 d.C. É um códice, o que significa que é um livro encadernado, ao invés de um pergaminho.

Chamado “a Coroa” (Keter), o Códice de Alepo foi o ápice da obra dos escribas massoréticos que preservou as Escrituras Hebraicas após a dispersão dos judeus que seguiu a primeira e a segunda guerra romano-judaica (70 e 135 d.C) e particularmente após a devastação generalizada resultante da ascensão do Islã nos séculos 7 e 8 d.C.

Os massoretas trabalharam entre os séculos 6 e 10, em Tiberíades, às margens do mar da Galileia, bem como em Jerusalém e na Babilônia.

Os massoretas eram extremamente cuidadosos em preservar o texto, que consideravam ser a própria Palavra de Deus em todas as letras.

Eles primeiro determinaram o texto hebraico correto. É sabido pelos Manuscritos do Mar Morto que havia alguns textos hebraicos nos dois séculos anteriores a Cristo que não eram exatamente como o texto preservado pelos Massoretas. Mas estes são minoria nas cavernas do Mar Morto. A maioria dos Manuscritos do Mar Morto “é virtualmente idêntica ao Texto Massorético” (VanderKam and Flint, The Meaning of the Dead Sea Scrolls, 2004, p. 105).

Depois de determinar o que eles consideravam o texto hebraico correto, os massoretas então o preservaram em detalhes perfeitos. Eles contavam cada palavra e cada letra e eram ultra-meticulosos ao escrever os pergaminhos.

Eles também criaram um sistema de marcas de vocalização para preservar aspectos do texto hebraico que anteriormente haviam sido transmitidos oralmente. Os Massoretas produziram um sistema de vogais ou marcas de vocalização. (Os manuscritos hebraicos encontrados nas cavernas do Mar Morto, por exemplo, são principalmente consoantes.) Eles também produziram um sistema de marcas de cantilação que descrevem o acento das palavras e o estilo de melodia ou canto para leitura pública. Eles indicam quais palavras devem ser lidas em conjunto, onde colocar a ênfase principal e a ênfase secundária, quando elevar a voz ou abaixar e quando “permanecer por uma fração de segundo adicional para sílabas que correm o risco de serem engolidas” (M.H. Goshen-Gottstein, “The Aleppo Codex and the Rise of the Massoretic Bible Text,” The Biblical Archaeologist, Vol. 42, No. 3, Summer 1979).

O aparato massorético (chamado Masorah) consiste em milhares de anotações que descrevem a ortografia e o som de cada palavra na Bíblia Hebraica. Havia três sistemas de anotação massorética: tiberiano, palestino e babilônico, mas o tiberiano prevaleceu.

Foi o texto hebraico massorético impresso nos séculos 15 e 16 que se tornou o fundamento das Bíblias que foram até os confins da terra durante o grande movimento missionário. A Bíblia hebraica impressa mais importante foi a Ben Hayim ou a Bomberg. “[O] famoso estudioso massorético Ginsburg argumentou que era uma boa representação do texto de Ben Asher” (“The 1524 Second Rabbinic Bible: Mikraot Gedolot” Bible Manuscript Society).

“As primeiras edições impressas da Bíblia Hebraica derivam do último quarto do século 15 e do primeiro quarto do século 16. Os códices massoréticos mais antigos decorrem do final do século 9 e início do 10. Uma comparação dos dois mostra que nenhum desenvolvimento textual ocorreu nos 600 anos seguintes. Uma única recensão padronizada gozava de um monopólio absoluto e foi transmitida pelos escribas com incrível fidelidade. Nenhum dos manuscritos medievais hebraicos e nenhum dos milhares de fragmentos preservados no Geniza do Cairo (depósito da sinagoga) contém partidas de qualquer significado real do texto recebido” (“The Christian Canon”, Encyclopedia Britannica).

Uma razão pela qual os massoretas foram tão cuidadosos foi que eles acreditavam que não entendiam corretamente as Escrituras e precisavam transmitir meticulosamente o texto para que um dia pudessem recuperar o significado correto.

“O texto deve ser perfeito, porque um texto imperfeito perde informações vitais para a mensagem divina do livro. Não é apenas porque precisamos saber exatamente o que as palavras significam, conforme a tradição judaica nos diz, pois NÃO SABEMOS E NÃO PODEMOS SABER EXATAMENTE O QUE SIGNIFICAM; TALVEZ OUTRORA NÓS SOUBÉSSEMOS; E TALVEZ, NOVAMENTE, UM DIA, mas por enquanto as informações devem ser preservadas, mesmo que estejam além do nosso entendimento. Um pequeno sinal de vogal, que faz apenas uma diferença minuciosa na forma como uma palavra é pronunciada - prolongar a sílaba ah, por exemplo, para aah - pode estar abrigando informações preciosas e secretas” (Matti Friedman, The Aleppo Codex).

Essa é uma tocante admissão e é o cumprimento do terrível aviso do profeta Isaías.

“EIS que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir.
Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. Por isso o juízo está longe de nós, e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão. Apalpamos as paredes como cegos, e como os que não têm olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas trevas, e nos lugares escuros como mortos. Todos nós bramamos como ursos, e continuamente gememos como pombas; esperamos pelo juízo, e não o há; pela salvação, e está longe de nós. Porque as nossas transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós; porque as nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades; Como o prevaricar, e mentir contra o Senhor, e o desviarmo-nos do nosso Deus, o falar de opressão e rebelião, o conceber e proferir do coração palavras de falsidade”. (Isaías 59:1-2, 9-13).

O profeta Amós acrescentou: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do Senhor, mas não a acharão” (Amós 8:11-12).
O Códice de Alepo é chamado de “A Coroa” porque é considerado a edição mais perfeita do texto hebraico massorético. “É o único manuscrito de toda a Bíblia massorética em que a correspondência entre texto e notação massorética é praticamente perfeita” (M.H. Goshen-Gottstein).

O Códice foi escrito em letras, linhas e colunas requintadas por Shlomo Ben Boya'a, e a Masorah foi adicionada pelo mais famoso estudioso massorético, Aaron Ben Asher, filho de Moshe Ben Asher. Eles eram o ápice de uma família de estudiosos massoretas que trabalharam por cinco ou seis gerações. O Códice foi concluído em cerca de 930 d.C em Tiberíades. As informações a seguir são de uma inscrição que foi feita no Códice quando foi comprada um século depois pelos caraítas:

“Este é o códice completo dos vinte e quatro livros, escritos por nosso professor e rabino Shlomo, conhecido como Ben Boya'a, o escriba perspicaz, e o espírito do Senhor o guiou, e foi vocalizado e transmitido com grande meticulosidade pelo grande erudito e sábio instruído, o senhor dos escribas e o pai dos sábios, o chefe dos estudiosos, diligente em suas ações, cuja compreensão da obra era única em sua geração, mestre rabino Aharon, filho do mestre rabino Asher, que sua alma esteja ligada na vida aos profetas, piedosos e justos”.

Um judeu caraíta comprou o Códice por volta de 1050 e o transferiu para a comunidade caraíta em Jerusalém. Os caraítas aceitam apenas a autoridade da Bíblia hebraica e rejeitam a tradição talmúdica. O Códice foi retirado do local de armazenamento três vezes ao ano e exibido ao público. Também foi disponibilizado para exame por estudiosos que desejavam resolver questões relacionadas ao texto hebraico.

Em 1099, os cavaleiros católicos da Primeira Cruzada capturaram Jerusalém, mataram e escravizaram muitos judeus e roubaram escritos hebraicos em busca de resgate. O Códice Ben Asher foi resgatado por judeus ricos que viviam no Egito e mantido em uma sinagoga em Fustat, perto do Cairo. Foi emprestado pelo rabino Moshe Ben Maimon (Maimônides ou Rambam) (1138-1204) e proclamado por ele como sendo o texto mais preciso. Em seu Mishneh Torá, um famoso comentário rabínico, ele diz: “Nesses assuntos, contávamos com o códice, agora no Egito, que contém os vinte e quatro livros das Escrituras e que estava em Jerusalém há vários anos. Foi utilizado como texto padrão na correção de livros. Todos costumavam aceitá-lo como autoridade, pois Ben Asher examinou o assunto exatamente por muitos anos e o corrigiu várias vezes. Eu confiei nisso no livro da Torá que escrevi de acordo com a lei judaica.”

No século 14, o Códice foi transferido para Alepo, na Síria, provavelmente pelo rabino David Ben Yehoshu'a, um tataraneto de Maimônides. Foi mantido na Sinagoga Central, que existia desde o século 5, embora às vezes danificada por invasores muçulmanos. O Códice foi mantido em um baú de ferro em uma caverna que era tradicionalmente chamada de Caverna de Elias. Havia duas chaves no baú para que dois membros de confiança da sinagoga estivessem presentes para remover o Códice.

Com o passar do tempo, o Códice foi tratado mais como um talismã mágico. As pessoas oravam diante dele em busca de boa sorte. “Ao longo dos anos, passou a ser venerado menos como fonte de sabedoria e mais como um bem precioso de grande antiguidade e valor, como uma joia ou um ornamento. (…) Os judeus de Alepo prestavam juramentos à Coroa, acendiam velas em sua gruta e oravam pelo bem-estar dos doentes” (Friedman, The Aleppo Codex).

Eventualmente, a comunidade judaica de Alepo restringiu severamente o acesso ao Códice, mesmo com o objetivo de preparar Bíblias hebraicas. Deus deu as Escrituras a Israel para serem uma luz para as nações (Deuteronômio 4:5-6), mas eles apagaram a luz. Isso não começou com a sinagoga em Alepo. Quando Deus ordenou ao profeta Jonas que pregasse a Nínive no século 9 a.C, ele tentou fugir para Társis não querendo que os assírios tivessem a oportunidade de se arrepender. Jonas finalmente foi a Nínive depois que Deus chamou sua atenção por meio de um grande peixe, mas depois que os ninivitas se arrependeram, o profeta ficou com raiva de Deus por abençoá-los. Os judeus desprezavam tanto os vizinhos samaritanos que não tinham relações com eles. Como a mulher samaritana em Sicar, sob a sombra do Monte Gerizim disse a Jesus: “
Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos). (João 4:9).

Os rabinos de Alepo nem sequer permitiam que o Códice fosse fotografado, exceto por algumas páginas. Paul Kahle teve seu acesso ao Códice de Alepo recusado na década de 1930, então ele se voltou para o Códice de Leningrado, que é um texto inferior. Dessa forma, as edições subsequentes da Bíblia Hebraica de Kittel foram corrompidas e isso afastou as versões modernas da Bíblia do texto hebraico puro. “A história da desarmonia interna entre os manuscritos começou naquela época. Por várias razões, o texto consonantal do Códice de Leningrado - erroneamente proclamado até hoje como praticamente idêntico ao códice de Aaron ben Asher - demonstrou ser o mais distante dessa subtradição” (MH Goshen-Gottstein,“ The Aleppo Codex and The Rise of the Massoretic Bible Text,” The Biblical Archaeologist, Vol. 42, No. 3, Summer 1979).

Não foi graças aos rabinos de Alepo ou a qualquer outro rabino; o leão da Escritura Hebraica foi solto há muito tempo de sua jaula. Isso aconteceu no século 16, quando a Bíblia hebraica massorética foi impressa por impressoras gentias e publicada até os confins da terra por igrejas gentias.

Mesmo antes da vinda de Jesus, as Escrituras Hebraicas estavam sendo enterradas sob a tradição rabínica. Jesus cumpriu as Escrituras Messiânicas em todos os detalhes, mas foi rejeitado porque não se encaixava na tradição rabínica. Ele disse aos fariseus: “
Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? ... Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15: 3-9).

A lei de Moisés foi transformada em um sistema de obras religiosas, ao passo que Deus pretendia ser um professor para levar os pecadores a Cristo, mostrando-lhes sua condição perdida e apontando-os para Cristo por tipos e profecias.

“Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus.
Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:19-24).
“De maneira que a lei nos serviu de tutor, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de tutor. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:24-26).
Paulo, que foi treinado pelo grande rabino Gamaliel, descreveu o que havia acontecido. “Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; pois tropeçaram na pedra de tropeço; Como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; e todo aquele que crer nela não será confundido” (Romanos 9:31-33).
Com o passar do tempo, mais e mais tradições foram adicionadas por vários rabinos, e essa massa de tradição foi formulada no Talmude, que continua sendo a principal autoridade do judaísmo rabínico até hoje.

O judaísmo rabínico também é levedado pelo misticismo ocultista chamado Cabala. Considere o Guide of the Perplexed de Maimônides, o rabino mais reverenciado da antiguidade. Este livro muito popular e influente é uma obra insondável da filosofia que enterra as Escrituras sob montanhas de misticismo alegórico. Para Maimônides, Deus é incognoscível. Ele não pode ser descrito na linguagem. Ele não se revelou, não falou por meio de profetas. Para Maimônides, a Bíblia é um enigma que só pode ser entendido por aqueles que podem se aprofundar além de seu significado literal para explorar as profundezas dos segredos nela escondidos. O Deus de Maimônides é mais parecido com o brâmane hindu do que com o Deus das Escrituras. Isso é judaísmo rabínico, talmúdico e cabalístico.

Tendo perdido o significado da Bíblia Hebraica por causa da cegueira voluntária, muitos judeus transformaram os pergaminhos bíblicos em objetos de veneração supersticiosa. A seguir, é apresentada uma descrição do uso dos pergaminhos hebraicos nas sinagogas: “No topo do pergaminho, muitas vezes há uma coroa de prata: os judeus vestem seu livro como um rei e se levantam com respeito quando são retirados da arca, como fariam se um dignitário entrasse na sala”. Não há nada errado em se posicionar com respeito à Palavra de Deus, mas o problema é que eles rejeitaram seu rei há 2000 anos atrás, quando “
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1:11). A própria Escritura não é rei; aponta para o rei.

Quando as Nações Unidas votaram a favor da divisão da Palestina nos estados judeu e palestino em dezembro de 1947, os muçulmanos se enfureceram e queimaram a sinagoga. Pelo menos parte do Códice foi resgatada pelos judeus e escondida. Foi contrabandeada da Síria para Israel em 1958, dez anos depois que Israel venceu a Guerra da Independência, e hoje está no Santuário do Livro no Museu de Israel em Jerusalém. O livro em exibição consiste em uma folha do original (se não um fac-símile de uma folha) anexada a um livro fictício. O original é mantido em um cofre em outro local do edifício. “O acesso requer três chaves diferentes, um cartão magnético e um código secreto” (Friedman).

Faltam cerca de um terço do Códice de Alepo (196 das 491 páginas originais). As partes ausentes incluem a maior parte do Pentateuco (exceto a última parte de Deuteronômio, começando com 28:16), três páginas de Reis (2 Reis 14:21 - 18:13), três páginas de Jeremias (29:9 - 31:34), três páginas dos Profetas Menores (Amós 8:13 a Miquéias 5:1, incluindo os livros de Obadias e Jonas), quatro páginas do final dos Profetas Menores (final de Sofonias a Zacarias 9:17, incluindo Ageu), duas páginas dos Salmos (15: 1 - 25: 1), 36 páginas de Cantares 3:11 - 6:14, e todos os livros de Eclesiastes, Lamentações, Ester, Daniel, Esdras e Neemias).

O Códice de Alepo nas mãos do moderno estado de Israel começa com Deuteronômio 28:16, com o aviso das maldições que viriam sobre Israel se ele se desviasse da Palavra de Deus.

“Maldito serás tu na cidade, e maldito serás no campo.
Maldito o teu cesto e a tua amassadeira. Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas, e o rebanho das tuas ovelhas. Maldito serás ao entrares, e maldito serás ao saíres. O Senhor mandará sobre ti a maldição; a confusão e a derrota em tudo em que puseres a mão para fazer; até que sejas destruído, e até que repentinamente pereças, por causa da maldade das tuas obras, pelas quais me deixaste. O Senhor fará pegar em ti a pestilência, até que te consuma da terra a que passas a possuir” (Deuteronômio 28:16-21).
É Deuteronômio 28 que dá toda a história de Israel desde o cativeiro babilônico.

“
E serás por pasmo, por ditado, e por fábula, entre todos os povos a que o Senhor te levará. E ficareis poucos em número, em lugar de haverem sido como as estrelas dos céus em multidão; porquanto não destes ouvidos à voz do Senhor teu Deus. E será que, assim como o Senhor se deleitava em vós, em fazer-vos bem e multiplicar-vos, assim o Senhor se deleitará em destruir-vos e consumir-vos; e desarraigados sereis da terra a qual passais a possuir. E o Senhor vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até à outra; e ali servireis a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; ao pau e à pedra. E nem ainda entre estas nações descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; porquanto o Senhor ali te dará coração agitado, e desfalecimento de olhos, e desmaio da alma. E a tua vida, como em suspenso, estará diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não crerás na tua própria vida” (De. 28:37, 62-66).
Deuteronômio 28 até descreve a desertificação da terra, que antigamente era um paraíso: “E os teus céus, que estão sobre a cabeça, serão de bronze; e a terra que está debaixo de ti, será de ferro. O Senhor dará por chuva sobre a tua terra, pó e poeira; dos céus descerá sobre ti, até que pereças” (De. 28:23-24).

O cumprimento desta incrível profecia é o motivo pelo qual Israel é hoje amplamente árida e semi-árida, ao passo que é descrita como um paraíso na época de Moisés. É por isso que o famoso autor americano Mark Twain pôde descrever a terra da seguinte maneira em 1867: “De todas as terras que existem para cenários tristes, acho que a Palestina deve ser a principal. As colinas são áridas, de cor opaca, de forma não pitoresca. Os vales são desertos desagradáveis, cercados por uma vegetação fraca que tem uma expressão de tristeza e desânimo. ... É uma terra sem esperança, triste e de causar pesar no coração. A Palestina parece estar de pano de saco e cinzas. Sobre ela opera o feitiço de uma maldição que secou seus campos e restringiu suas energias. ... A Palestina é desolada e desagradável” (The Innocents Abroad).

O fato de a coroa de Israel começar hoje com Deuteronômio 28, é fascinante e instrutivo. É como se Deus estivesse dizendo: “Israel violou e desprezou minha lei, e eu a removi de sua cópia mais reverenciada. Agora o livro reverenciado deles começa com minhas maldições sobre a nação e minhas promessas de restauração”. Deuteronômio 28 contém a profecia de Moisés sobre o que aconteceria a Israel se ele se afastasse da Palavra de Deus, mas Deuteronômio 30 profetiza o retorno e a conversão de Israel, na grande obra de misericórdia de Deus, que será cumprida em um futuro iminente.

“E SERÁ que, sobrevindo-te todas estas coisas, a bênção ou a maldição, que tenho posto diante de ti, e te recordares delas entre todas as nações, para onde te lançar o Senhor teu Deus,
E te converteres ao Senhor teu Deus, e deres ouvidos à sua voz, conforme a tudo o que eu te ordeno hoje, tu e teus filhos, com todo o teu coração, e com toda a tua alma, Então o Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o Senhor teu Deus. Ainda que os teus desterrados estejam na extremidade do céu, desde ali te ajuntará o Senhor teu Deus, e te tomará dali; E o Senhor teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais. E o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao Senhor teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas.” (De. 30:1-6).
Esta é uma profecia do presente retorno apenas em pequena parte. Somente a parte sobre o retorno “à terra que teus pais possuíram” é cumprida até agora. O foco principal da profecia é um grande evento que acontecerá no futuro, provavelmente no futuro próximo. É a conversão nacional de Israel e o estabelecimento da Nova Aliança (Jeremias 31). Isso indica o momento em que o coração do povo de Israel será circuncidado para amar a Deus e obedecer à sua voz. Isso não é verdade hoje, mas está chegando.

No The Aleppo Codex: In Pursuit of One of the World’s Most Coveted, Sacred, and Mysterious Books 2013, o jornalista Matti Friedman descreve seu esforço para encontrar a resposta para o mistério de como as páginas foram perdidas e onde estão. Fornece algumas evidências de que o Códice estava praticamente intacto após a queima da sinagoga. Isso significaria que as páginas não foram destruídas ou roubadas pelos muçulmanos. Isso significaria que os judeus estavam envolvidos. No momento, nenhuma conclusão definitiva pode ser feita.

A seguir, estão os links para três fac-símiles on-line do Codex Aleppo -

http://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Aleppo_Codex
http://aleppocodex.org/
http://www.tanachonline.org/manuscripts/

 Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira







sexta-feira, 18 de outubro de 2019


A CANONICIDADE DO TEXTO RECEBIDO ESTABELECIDO
DAS CONFISSÕES BATISTAS DA REFORMA E PÓS-REFORMA
Thomas D. Ross

A CANONICIDADE DO TEXTO RECEBIDO ESTABELECIDO
DAS CONFISSÕES BATISTAS DA REFORMA E PÓS-REFORMA



I. INTRODUÇÃO E PRESSUPOSIÇÕES

A Bíblia ensina a preservação verbal e plenária dos autógrafos inspirados (Salmos 12:6-7). Ademais, ela afirma a disponibilidade perpétua das palavras preservadas de Deus para todas as gerações de crentes (Isaías 59:21). Israel era o guardião das Escrituras na dispensação Mosaica (Atos 7:38, Romanos 3:2), enquanto que a Igreja tem esta responsabilidade no Novo Testamento (Mateus 28:18-20). A Igreja, como a depositária das Palavras de Deus (I Timóteo 3:15), guiada pelo Espírito Santo (João 16:13), reconheceu e recebeu (João 17:8) as palavras de Deus como elas foram dadas por Cristo seu Salvador. 
Crentes podem ter a confiança de que as palavras da Escritura, e, como uma necessária consequência, os livros da Escritura, e esses somente, constituem o depósito da infalível revelação que forma sua plena autoridade para a fé e a prática (2 Timóteo 3:15-17) e sobre a qual eles serão julgados (João 12:48), porque o Espírito guia a Igreja a aceitar essas palavras, e não outras, como a Palavra de Deus 1.
A Igreja de Cristo é uma assembleia autônoma de crentes batizados, organizados para executar a obra do Senhor 2. A única “igreja” universal na Bíblia é a meretriz da Babilônia, o sistema religioso que irá dominar o mundo no período da Tribulação (Apocalipse 17) – ainda que todos os crentes constituam a família universal de Deus (Gálatas 3:26), a Igreja de Cristo é local e visível, e a entrada nela é através do batismo (I Coríntios 12:13). Igrejas não são subordinadas a qualquer hierarquia, e os únicos oficiais são de forma congregacional eleitos pastores e diáconos 3. Consequentemente, todas as organizações religiosas que empregam modelos episcopais ou presbiterianos não são igrejas de Cristo. Aquelas que ensinam regeneração batismal, como o catolicismo e a maioria das denominações protestantes 4, também são anátemas (Gálatas 1:8-9), e não podem constituir a Igreja.
Como apenas crentes (Atos 2:38, 8:36-38, Marcos 16:16) são imergidos (Romanos 6:3-5, Colossenses 2:12) no batismo do Novo Testamento (NT), sociedades que praticam o “batismo” infantil não são congregações do Senhor. Além disso, desde que o Filho de Deus prometeu à Sua igreja sucessão ininterrupta desde a sua fundação (João 1:35 ss.) até o fim dos tempos (Mateus 16:18), e somente a igreja tem autoridade para batizar (Mateus 28:19) 5,  assembleias religiosas sem nenhuma afiliação histórica com a linha das igrejas de Cristo não são o corpo de Cristo. Essas estipulações eclesiásticas bíblicas requerem a conclusão de que somente entre as igrejas agora denominadas “batistas” é encontrada a congregação do Senhor 6, pois somente elas ensinam Sua doutrina e possuem uma sucessão desde a igreja de Jerusalém fundada pelo Salvador até o presente.
Como as igrejas batistas são as igrejas de Cristo, um exame do tipo de texto que elas historicamente tem aprovado resolverão, para aqueles que aceitam os pressupostos divinamente bibliológicos e eclesiológicos decretados, a atual controvérsia sobre a correta linguagem dos textos originais das Escrituras e suas respectivas traduções [para o inglês]. Como o Espírito Santo levou as igrejas de Cristo e os crentes a aceitar as genuínas palavras de Deus e rejeitar corrupções (João 17: 8, Apocalipse 22:18-19), a aceitação batista do Textus Receptus (TR) 7, o tipo de texto Hodges-Farstad (comumente denominado “Texto Majoritário” (MT), uma convenção que será seguida aqui, embora não seja estritamente precisa) 8, ou o tipo de texto crítico moderno (TC) 9, juntamente com traduções baseadas nessas fontes das línguas originais, dirão ao crente onde ele pode encontrar a Bíblia perfeita que Deus lhe prometeu.
Embora um exame de grupos batistas pré-reforma como os valdenses também seja pertinente a este estudo 10 um foco mais restrito na reforma e pós-reforma dos batistas serão mantidos aqui. Se os batistas universalmente 11 usaram um dos três tipos de texto mencionados acima desde o início da era protestante e por séculos subsequentes, esse texto deve constituir a Palavra de Deus preservada. O Senhor prometeu para a Sua igreja a disponibilidade perpétua dos oráculos inspirados e o Espírito Santo tendo garantido sua aceitação perpétua pelos santos, a igreja não pode ter negligenciado o verdadeiro texto da Bíblia por centenas de anos.

Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira

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1. Como este trabalho é um estudo histórico, a demonstração dos postulados mencionados neste parágrafo não será aprofundada. Ver Thou Shalt Keep Them, ed. Kent Brandenburg (El Sobrante, Califórnia: Pilar e Ground Publishing, 2003) para uma justificativa para o livro.
2. Para uma exposição detalhada da eclesiologia desenvolvida neste parágrafo, consulte Landmarks of Baptist Doctrine, vol. 4, Robert J. Sargent, Oak Harbor, WA: Bible Baptist Church Publications, 1990, pgs. 481-596. Essa posição doutrinária é tradicionalmente conhecida por Landmarkismo.
3. Cada igreja tem poder supremo sobre seus membros e outras decisões (Mateus 18: 15-18, 1 Coríntios 5). Apenas dois oficiais da igreja aparecem nas Escrituras (Filipenses 1:1,1 Timóteo 3). “Pastor” (poimen), “ancião” (presbuteros) e “bispo” ou “superintendente” (episcopos) se referem ao mesmo ofício; em 1 Pedro 5:1-2, os anciãos (presbuteros) devem “alimentar” (poimanate) o rebanho (poimnion), tendo a “supervisão” (episkopountes). Em Atos 20:17,28, Paulo discursa aos “presbíteros” da igreja em Éfeso e exorta-os a prestar atenção ao "rebanho" (poimnio) sobre o qual o Espírito Santo os fez “superintendentes” (episkopous). Em Tito 1:5-7, cada um dos “presbíteros” é um “bispo” (episkopon).
4. O catolicismo afirma que “Pelo batismo todos os pecados são perdoados: o pecado original e todos os pecados pessoais, bem como todas as penas devidas ao pecado” (seção 1263, pág. 321, Catechism of the Catholic Church, Paulist Press: Mahwah, NJ: 1994. Ênfase no original.) E que “O próprio Senhor afirma que o batismo é necessário para a salvação” (seção 1257, pág. 320, Catholic Catechism). Martinho Lutero chamou o batismo de “um novo nascimento pelo qual somos. . . libertos do pecado, da morte e do inferno, e se tornam filhos da vida, herdeiros de todos os dons de Deus, filhos de Deus e irmãos de Cristo” (Luther, Works, 53:103). Martinho Lutero compôs o Catecismo Menor Luterano, que afirma que o batismo “opera a remissão dos pecados, livra da morte e do diabo e dá a salvação eterna a todos quantos creem, conforme dizem as palavras e promessas de Deus”. (IV) A confissão de fé anglicana e episcopal, os 39 Articles of Religion, declara no artigo 27 que “o batismo não só é sinal de profissão e marca de diferença com que se distinguem os cristãos dos que o não são, mas é também sinal de regeneração, ou novo nascimento, em que este sinal, como por instrumento, os que recebem devidamente o batismo são enxertados na Igreja; as promessas da remissão de pecados e da nossa adoção de filhos de Deus pelo Espírito Santo, são visivelmente anunciadas”. Se o batismo é um “selo” do perdão dos pecados, é assim que os pecados são perdoados. Posto que “batizados e nascidos de novo” (artigo 15). Além disso, o Livro Anglicano de Oração Comum (Nova York, NY: Church Pension Fund, 1945, págs. 270, 280) ordena ao sacerdote que ore, imediatamente antes do batismo, “Dê teu Espírito Santo a esta criança, para que ela nasça de novo e se torne herdeira da salvação eterna”, e depois de administrar a água, agradecer a Deus que se agradou “em regenerar esta criança com o teu Espírito Santo, para recebê-la como teu próprio filho e incorporá-lo na tua santa Igreja”. João Wesley, o fundador do Metodismo, era um sacerdote anglicano e os 39 artigos anglicanos que ensinavam salvação pelo batismo, foram endossados ​​por ele e sua denominação. Comentando João 3:5, Wesley afirmou: “A menos que se um homem nascer da água e do Espírito, a menos que ele experimente essa grande mudança interior pelo Espírito, e seja batizado (onde quer que o batismo possa ser realizado) como o sinal externo e meios dele [ele não pode entrar no reino de Deus]”. Ele declara aqui que o batismo é o meio para o novo nascimento. Ele também declarou: “É certo que nossa Igreja presume que todos os que são batizados na infância são ao mesmo tempo nascidos de novo; e é permitido que todo o ofício para o batismo de crianças prossiga com essa pressuposição” (pág. 128, The Theology of John Wesley, William R. Cannon, Nova York, NY: Abingdon- Cokesbury Press, 1946). Seu irmão, o escritor metodista de hinos Charles Wesley, escreveu contra os Batistas, “Partidários de uma seita tacanha / Confessam sua crueldade / Em rejeitar desumanamente / A quem Jesus abraçaria / Ao impedir seus pequeninos / Mas deixem que venham para o derramar da água batismal  /  Que venham a Cristo para serem salvos /  E juntar-se à Igreja de Deus” (Charles Wesley's Journal, 18 de outubro de 1756, 2: 128). João Calvino, essencialmente o fundador das igrejas presbiterianas e reformadas, diz que “Deus, nos regenerando no batismo, nos introduz na comunhão de sua Igreja e nos torna seus por adoção” (Institutes, 4:17:1), e A Segunda Confissão Helvética Reformada declara que “ser batizado em nome de Cristo é estar inscrito, incorporado e recebido na aliança e na família, e assim na herança dos filhos de Deus. . . ser purificado também da imundície dos pecados. . . Deus . . . nos adota para sermos filhos dele, e por uma aliança santa se une a nós para si mesmo. . . todas essas coisas são asseguradas pelo batismo. . . . Condenamos os anabatistas, que negam que os recém-nascidos dos fiéis sejam batizados” (artigo 20).
5. Deus deu a João o Batista autoridade celestial direta para imergir (Mateus 21: 23-27). João batizou aqueles que receberam o evangelho sob seu ministério, incluindo os apóstolos e outros crentes dos quais Cristo organizou Sua igreja. Em Mateus 28:17-20, o Senhor Jesus deu a Grande Comissão, incluindo a autoridade para batizar até o fim dos tempos, à igreja. Ele nunca deu esse comando a nenhum outro indivíduo ou instituição; portanto, ninguém pode administrar o batismo genuíno, além da autoridade de uma congregação já constituída.
6. Certamente, isso não representa uma sucessão do nome “Batista”, apenas das assembleias assim denominadas hoje - elas receberam nomes diferentes historicamente, de “Cristãos” no primeiro século a “Anabatistas”, “Cátaros” e “Valdenses” e outros. Isso também não significa que toda assembleia que assume o rótulo de “Batista” é uma igreja verdadeira (2 Coríntios 11:14).
7. A referência ao tipo de texto conhecido hoje como Textus Receptus ou Texto Recebido é aqui utilizada. O fato, muitas vezes mencionado pelos opositores do TR, de que a frase não existia até o século XVII é irrelevante. Poder-se-ia afirmar também que não havia seres humanos na Inglaterra até os últimos séculos porque, até o estágio necessário de desenvolvimento da língua inglesa, o homo sapiens era chamado de outra coisa.
8. A frase “Texto Majoritário” é imprecisa, porque nunca foi feita nenhuma compilação real de todos os manuscritos gregos (MSS). Embora existam mais de 5.000 MSS do Novo Testamento, o texto de Hodges-Farstad e o texto de Robinson-Pierpont são baseados no aparato de von Soden, que foi um agrupamento de apenas algumas centenas de MSS. Além disso, o agrupamento de von Soden é de precisão muito questionável. Como afirma Wilbur Pickering, em defesa do “Texto Majoritário”, “uma vez fui levado a acreditar que o trabalho de von Soden era minimamente confiável. Isso foi importante porque seu trabalho é subjacente às edições Hodges-Farstad e Robinson-Pierpont do Texto Majoritário. No entanto, os agrupamentos Text und Textwert demonstram objetivamente que, com pouca frequência, Soden está seriamente incorreto. As compilações de Maurice Robinson sobre o Pericope Adulterae demonstram objetivamente que Soden está seriamente errado lá. Com referência ao tratamento de Soden do códice 223. . . Um erro de 27% é demais e o que é verdade no MS 223 também pode ser verdade em outros MSS. . . . Por mim mesmo, devo reconsiderar as evidências de todo o Novo Testamento” (Hebraious: Introduction to the book of Hebrews in a new collation, Wilbur Pickering). Mais tarde, na introdução de seu novo agrupamento, Pickering também declara: “Se um agrupamento completo estiver disponível. . . [Eu estimo a seguinte] margem de erro. . . no meu [novo] aparato”. O Texto Majoritário real não existe, e as diferentes edições impressas que seguem o título discordam entre si. Além disso, há lugares em que o “Texto Majoritário” impresso segue uma minoria do MSS grego. Pickering, em suas traduções em http://walkinhiscommandments.com, documenta que em 2 Timóteo 3:7, o Textus Receptus, o Hodges-Farstad, o Robinson-Pierpont e os textos críticos modernos, todos leem Mwusei com 30% dos MSS gregos, enquanto Mwush tem 60% dos MSS gregos (e Mwsei tem 10%). Aqui, uma variante majoritária não é encontrada em nenhum texto impresso. Pickering também documenta que em Efésios 5:21 o Textus Receptus segue cerca de 70% dos MSS com a leitura en fobw qeou enquanto o TC/UBS e as duas edições do texto impresso “Majoritário”, Hodges/Farstad e Robinson/Pierpont, contêm en fobw Cristou, que possui cerca de 30% de suporte (enquanto duas outras leituras têm suporte muito limitado ao MSS). Pickering também comenta o livro de Apocalipse: “Muito cedo (provavelmente no século II), três principais linhas independentes de transmissão se desenvolveram e, então, uma variedade de alterações nesses fluxos. Portanto, existem cerca de 150 conjuntos de variantes em que nenhuma leitura recebe até 50% de atestado e outros 250 conjuntos em que o atestado numérico mais forte fica abaixo de 60%. Nesses 400 lugares para falar de um texto de 'maioria' não é convincente [.]” Pickering estabelece seus próprios critérios preferenciais e depois conclui que ele “não está ciente de uma única tradução baseada em [o que Pickering acha que é o melhor/mais próximo do texto “Maioria/Original” do Apocalipse]”. O Textus Receptus tende a seguir a maior dessas três divisões em Apocalipse, mas esse agrupamento nem sempre representa a maioria real dos MSS. Hoskier declarou, a respeito do texto do TR de Apocalipse: “Posso afirmar que, se Erasmus tivesse se esforçado para encontrar um texto sobre o maior número de MSS [manuscritos] existentes no mundo de um tipo, ele não poderia ter tido mais sucesso” (citado em pág. 16, J.A Moorman, When the KJV Departs from the “Majority” Text, 2ª edição, Collingswoord, NJ: Bible For Today, 1988). Moorman conclui: “Aqui está um exemplo poderoso da providência orientadora de Deus na preservação do texto de Apocalipse” (ibid, pág. 26). No entanto, em Apocalipse, o Textus Receptus está em uma variedade de lugares, seguindo o que é menos de 50% do MSS grego. Assim, quem segue um “Texto Majoritário” impresso em vez do Textus Receptus está seguindo um texto que não representa a maioria real dos MSS gregos, que ainda não foram catalogados, e que não foi traduzido para os idiomas do mundo. O “Texto Majoritário”, em cerca de 1% dos lugares onde difere do Textus Receptus, não se encaixa no modelo das Escrituras para a preservação do texto. (cf. também o artigo “Errors in the King James Version? A Response to William W. Combs, de Detroit Baptist Seminary”, Jeffrey Khoo. The Burning Bush (15:2, julho de 2009) 101-127 para um exame dos “melhores” exemplos de lugares onde o TR ou a KJV contém alegados erros de texto ou tradução).
9. É digno de nota que o texto crítico às vezes segue leituras que não são encontradas em nenhum MS grego conhecido na face da terra, de modo que não apenas rejeita o pressuposto bíblico da disponibilidade das Escrituras (Mateus 4:4; Isaías 59:21 ; Apocalipse 22:18-19), mas mesmo o fato fundamental da própria preservação verbal e plenária (Salmo 12: 6-7; Mateus 24:35). Em Lucas 3:33, o Textus Receptus, com 99% + de evidências de MS, lê-se tou Aram. Se alguém rejeitar mais de 99% da evidência dos MSS, existem MSS únicos que fornecem 6 leituras alternativas. O TC reúne a primeira parte da leitura de Aleph e a primeira parte da leitura de B para criar algo em nenhum MSS grego em nenhum lugar, tou Admin tou Arni. Então, rejeita a leitura de 99% + como corrompida. Também cria uma nova pessoa (quem no mundo é "Arni"?). Assim, a posição do TC nem é consistente com a visão biblicamente insuficiente de que todas as palavras de Deus são preservadas em algum lugar em pelo menos um manuscrito grego.
10. Os batistas pré-reforma usavam o Textus Receptus. Ver Rome and the Bible: Tracing the History of the Roman Catholic Church and its Persecution  of the bible and of Bible Believers, David Cloud, Oak Harbor, WA: Way of Life Literature, 1997, 2ª ed., Págs. 29-30, Crownded With Glory and Honor, Thomas Holland, capítulo 3, “Testimony Through Time”; Our Authorized Bible Vindicated, Benjamin Wilkinson, capítulo 2, “The Bible Adopted by Constantine  and the Pure Bible of the Waldenses”, Answers to Objections to our Authorized Bible Vindicated, Benjamin Wilkinson, capítulo 3, “The Itala and the Bible of the Waldenses”, Robert L. Webb, The Waldenses and the Bible, Carthage, IL: Primitive Baptist Library, n.d. (disponível em http://members.aol.com/dwibclc/waldbib.htm). Os valdenses, por exemplo, acreditavam que “João, 1a Epístola 5:7, [escreveu]: ...três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um” (“Exposition on the Creed, Confirming the Articles Thereof by Express Passages of the Scripture”, History of the Old Albigenses Anterior to the Reformation, Jean Paul Perrin, livro 3, capítulo 3, pág. 331. elec. acc. In the série AGES Christian Library Series, Vol. 20, Biblical and Church History Collection. Rio, WI: 2006). O documento Pauliciano The Key of Truth cita Atos 8:37 (p. 77, Fred C. Conybeare, ed. and trans., The Key of Truth (Oxford: At the Clarendon Press, 1898), citado na pág. 77, I Will Build My Church: The Doctrine and History of Baptists, Thomas M. Strouse, 3.ª ed. Newington, CT: Emmanuel Baptist Theological Press, 2001). Os valdenses empregaram o Textus Receptus, como evidenciado pelo Codex Teplensis (págs. 78-79, I Will Build My Church, Thomas Strouse). Os Albigenses usaram o tipo de texto em latim antigo europeu, que é uma tradução ampla do TR (e não, tanto quanto o latim antigo africano, parte da supostamente existente família “ocidental”), em vez da Vulgata católica latina na Idade Média, como evidenciado pelo antigo códice latino C do século XIII (cf. “Latin Version, the Old”, T. Nicol, na International Standard Bible Encyclopedia (gen. ed. James Orr. Orig. pub. Eerdmans, 1939; elec. acc. Online Bible for Mac software, Ken Hamel). Embora a validação seja impossível no século XXI, é digno de nota que certos anabatistas do século XVI afirmaram que possuíam os autógrafos de alguns livros do Novo Testamento: “[Nós] temos informação, que até hoje existem irmãos e cristãos em Tessalônica, que concordam com os [anabatistas] em todos os artigos de religião, também no batismo, dois dos quais ainda estavam no tempo de nossos pais, com os irmãos na Morávia, e depois também na Holanda, e tiveram comunhão com os irmãos, que declararam expressamente que ainda preservavam em boas condições, em Tessalônica, os originais das duas epístolas de Paulo aos tessalonicenses. Da mesma forma, muitos de seus irmãos ainda estavam vivos, espalhados aqui e ali na Etiópia, Grécia e outros países orientais, bem como outros cristãos, que, como eles, foram preservados por Deus e permaneceram na mesma doutrina e na verdadeira prática do batismo, constantemente desde o início dos apóstolos até hoje. . . . Afirmaram ainda que a igreja de Deus em Tessalônica permaneceu inalterada na fé desde o tempo dos apóstolos e que ainda preservavam em boas condições as cartas que o apóstolo Paulo lhes escreveu com suas próprias mãos” (pág. 366, The Bloody Theater or Martyr's Mirror. Thieleman J. Van Braght, trad. Joseph F. Sohm. 2º. Eng. ed. Scottdale, PA: Herald Press, 1999).
11. O uso “universal” de um tipo de texto, conforme empregado neste artigo, não significa que todo batista, desde o menor bebê até o santo mais experiente, em todas as partes do globo, tenha exatamente a mesma visão textual. Refere-se ao uso textual geral, abrangente ou onipresente. O sentido da palavra é semelhante àquele em que se pode falar em aceitação “universal” dos princípios da gravidade ou de uma terra redonda; essas opiniões são geralmente aceitas pela humanidade, apesar da possibilidade de que certos selvagens em ilhas remotas não os conheçam.

A CANONICIDADE DO TEXTO RECEBIDO ESTABELECIDO
DAS CONFISSÕES BATISTAS DA REFORMA E PÓS-REFORMA



II. CONFISSÕES BATISTAS EMPREGAM O TEXTUS RECEPTUS

Os documentos confessionais indicam, de uma maneira única, as crenças universalmente sustentadas daqueles que as adotam ou empregam. Como os batistas aceitam as Escrituras como o único fundamento legítimo da fé e da prática, as afirmações dogmáticas de suas confissões são frequentemente conjugadas com textos de prova. Essas referências, juntamente com as alusões textuais encontradas nas próprias declarações confessionais, iluminam a posição textual das igrejas confessantes 12. Como os versos empregados nas citações de provas foram considerados os melhores para substanciar o dogma então confessado, citações do TR, TM ou variantes do TC, ou alusões a leituras textuais distintas dentro do corpo da confissão, indicam aceitação eclesiástica da canonicidade do tipo de texto empregado. Se um versículo ou passagem em particular não fosse universalmente aceito, ele não apareceria na literatura confessional - versículos indiscutíveis poderiam ser facilmente substituídos. Veremos que as confissões batistas 13 das eras da Reforma e pós-Reforma empregam apenas o Textus Receptus, em vez do TC ou TM, indicando a aceitação universal desse texto nesta era da história da igreja.
As primeiras igrejas anabatistas continentais empregavam o Textus Receptus. A amplamente aceita Confissão de Schleitheim de 1527, a base para várias confissões anabatistas posteriores, emprega o final “longo” de Marcos (16:9-20) como um texto de prova contra o batismo infantil 14 e faz referência ao pericope adulterae (João 7:53; 8:11)15. Um livro anabatista contemporâneo sobre a ordem da igreja também apoia o longo final de Marcos 16. A Confissão Waterland de 1580, feita por menonitas imersionistas, cita 1 João 5:7 como um dos únicos dois versículos listados no artigo dois sobre trinitarianismo, demonstrando uma forte suposição de sua autenticidade, e cita o versículo novamente no próximo artigo 17. Refere o final longo de Marcos oito vezes 18, cita Atos 8:37 19, e apoia, no texto da confissão, tanto o TR lendo “o Filho do Deus vivo” (o TC diz: “Santo de Deus”) em João 6:69 20 e o TR “da sua carne, e dos seus ossos” (omitida no TC) em Efésios 5:30 21. O texto recebido era a Bíblia da era da Reforma do anabatismo continental.
Os primeiros batistas ingleses também empregavam o Textus Receptus. Thomas Helwys, o primeiro batista geral inglês, compôs o que é frequentemente “julgado a primeira Confissão de Fé Batista Inglesa” 22, a Declaração de Fé de 1611 dos Ingleses que Permaneceram em Amsterdã, na Holanda. A primeira sentença do primeiro artigo faz referência a 1 João 5:7 23; o trinitarianismo derivado desse versículo exclusivo do TR é a fonte da qual flui o restante da confissão. Também cita o longo final de Marcos duas vezes 24, e emprega o versículo exclusivo do TR, Atos 8:37, como o único apoio ao batismo em uma confissão de fé 25. Alguns dos associados de John Smyth compuseram Propositions and Conclusions concerning True Christian Religion em 1612, uma obra ainda referenciada pelos batistas gerais ingleses em 1651, que também chegou à América 26. Esse credo faz referência a 1 João 5:7 e duas vezes escreve o versículo no texto da confissão 27, e cita apenas Marcos 16:9 para apoiar a ascensão de Cristo à destra de Deus após Sua ressurreição, demonstrando absoluta confiança no longo final de Marcos 28. Foi dito que “talvez nenhuma Confissão de Fé tenha tido uma influência tão formativa na vida batista” 29 como a Confissão de Fé Batista Particular de 1644. Cita Atos 8:37 30 e o final longo de Marcos 31. Ele apoia a leitura do TR que valida a divindade de Cristo em Atos 20:28, “a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” 32. Ele apoia a declaração do Texto Recebido de que Cristo “lavou [o TC diz: “nos libertou”] de nossos pecados” em Apocalipse 1:5 33 e a leitura do TR “acrescentava o Senhor à igreja [o TC diz: “lhes acrescentava”]” em Atos 2:47 34. A Confissão da Associação Batista Geral de 1651, The Faith and Practice of Thirty Congregations, Gathered According to the Primitive Pattern, emprega 1 João 5:7 35, e constroem um ponto doutrinário exclusivamente no TR com Atos 8:37 36. A confissão batista de 1654 The True Gospel-Faith Declared According to the Scriptures faz referência o longo final de Marcos 37. A Confissão Batista da Midland Association de 1655 cita 1 João 5:7 em seu texto - é o primeiro versículo mencionado na Confissão e o único listado em apoio ao trinitarianismo 38. A Confissão de Somerset de 1656 39 cita Marcos 9:44 40. As primeiras confissões batistas inglesas empregam uniformemente o Texto Recebido.
As confissões batistas inglesas subsequentes também apoiam unanimemente o Textus Receptus. A Confissão Batista Geral Standard 41 escrita em 1660 e aceita pela denominação por muitos anos subsequentemente, cita apenas Marcos 16:15 42 para apoiar a pregação universal do evangelho, escreve 1 João 5:7 em seu texto 43, e apoia com Lucas 24:51 44 a doutrina (não explicitamente declarada na narrativa do TC , com Marcos 16:19 e Lucas 24:51 eliminados, uma tremenda mudança doutrinária) da ascensão de Cristo ao céu após Seus quarenta dias de aparições pós-ressurreição. A Segunda Confissão de Fé Batista Particular de Londres, originalmente impressa em 1677 e muitas vezes reeditada desde então até a era moderna, a “confissão mais influente entre os Batistas Particulares, Calvinistas ou Reformados desde aquela época. . . a Confissão mantida pela maioria das igrejas batistas reformadas hoje” 45, emprega a linguagem e faz referência a 1 João 5:7 para provar o trinitarianismo 46, ​​faz referência ao longo final de Marcos três vezes 47, apoia a leitura do TR “filho unigênito [o TC diz: “Deus unigênito]” em João 1:18 48, apoia a  doutrina cristológica da communicatio idiomatum 49 usando apenas as leituras do TR “igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” e “filho do homem, que está no céu” em Atos 20:28 e João 3:13, e apoia a necessidade de uma profissão de conversão antes do batismo, usando apenas os versículos do TR Marcos 16:16 e Atos 8:37 50. Essa declaração impressionante do Texto Recebido é composta pela afirmação na introdução de que foi tomado o cuidado de “afixar textos das escrituras na margem, para confirmação de cada artigo em nossa Confissão; em cuja obra nos esforçamos cuidadosamente para selecionar as que são mais claras e pertinentes para provar o que é afirmado por nós” 51. Sem dúvida, tudo o que foi sentido sobre leituras peculiares do TR - eles poderiam ser os versículos “mais claros e pertinentes” para doutrina. De fato, desde a “Sagrada Escritura. . . nada em qualquer momento deve ser adicionado” 52, as igrejas que emitiram a confissão teriam rejeitado o desvio de 7% no TC e 1% no TM como erro grave; tais alterações certamente não teriam sido um “não problema” ou “preferência” que não merecem ser discutidas. O Credo Ortodoxo Batista Geral de 1679 escreve 1 João 5:7 no o texto e o referencia cinco vezes 53, mais do que qualquer outro versículo mencionado. Refere o TR “Deus [o TC diz: “aquele”] se manifestou na carne” em 1 Timóteo 3:16 54. Usa a frase “o amor. . . ele deu a sua vida” em 1 João 3:16, encontrado na KJV baseado no TR Scrivener 55, para provar a communicatio idiomatum, juntamente com as leituras do TR de Atos 20:28 e João 3:13 56. Atos 20:28 também é citado em dois outros lugares da confissão 57. Marcos 16:9-20 é referenciado cinco vezes 58, Marcos 9:46 (sem também referenciação v. 48, encontrada tanto no TC como no TR; a leitura exclusiva do texto recebido foi considerada suficiente) 59, e Atos 8:37 são empregados duas vezes 60. As confissões batistas empregavam o Texto Recebido das Escrituras.
Os batistas na América dependiam do material confessional batista inglês, que apoiava o Texto Recebido. Os primeiros batistas gerais americanos parecem ter reconhecido a Standard Confession de 1660 61, enquanto a Associação Calvinista da Filadélfia empregou a Segunda Confissão de Londres de 1677 62, que “influenciou os batistas em geral e foi talvez a mais influente de todas as confissões. Os convênios da igreja local ainda refletem sua perspectiva e resumem suas doutrinas. . . . era [frequentemente] referido na América como “a confissão batista””63. O único americano possível concorrente confessional da Segunda Confissão de Londres, impressa pela Associação de Filadélfia e outras posteriormente, é a Confissão de Fé de New Hampshire de 1833, que recebeu uma ampla circulação através da sua inclusão nos manuais da igreja de Edward Hiscox e J.M. Pendleton, e foi adotada, com pequenas mudanças, por grupos como a Associação Geral Fundamentalista 64 das Igrejas Batistas Regulares 65 e a Associação Batista Americana do movimento Landmark 66. A Convenção Batista do Sul também se baseou nela em sua influente declaração de fé de 1925.
A Nova Confissão de New Hampshire 67 cita Atos 8:37,68 referencia o final longo de Marcos 69, aceita a versão de Texto Recebido de Lucas 22:19-20 70, refere-se ao TR “justificados pela fé, temos paz (o TC diz: “tenhamos paz”) com Deus” em Romanos 5:1 71, e o “me livrou (o TC diz: “te livrou”) da lei do pecado e da morte” em Romanos 8:2 72. Outros materiais confessionários batistas americanos originais, como os Artigos de Fé fundamentalista de 1923 da Baptist Bible Union of America, também emprega leituras do Texto Recebido, como o longo final de Marcos e Lucas 24:51 73. As confissões batistas americanas continuam a prática batista inglesa de empregar o Textus Receptus. Para os batistas continentais, ingleses e americanos 74, o Texto Recebido era a Bíblia. As igrejas que confessaram a fé desses documentos afirmaram isso através de seus textos de prova e citações de leituras distintas do TR. Nenhuma sugestão de controvérsia sobre essa referência aparece e o TC e o TM são inteiramente ausentes. Este testemunho confessional unânime evidencia uma aceitação batista universal do TR por centenas de anos desde a era da Reforma até os tempos modernos.

Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira

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12. Às vezes, as confissões citam versículos em que são encontradas variantes entre TR, TC e TM, mas nada contextualmente indica qual dos três é empregado. Referências deste tipo não foram apresentadas como evidência neste estudo. No entanto, uma vez que a base textual para uma confissão tenha sido estabelecida, supõe-se legitimamente que essas referências empreguem o tipo de texto bíblico em outro lugar citado.
13. Naturalmente, a menção de uma confissão nesta composição não indica sua absoluta harmonia doutrinária com a posição do autor deste artigo. Atualmente, apenas baixo criticismo estão disponíveis.
14. Article #1, cited from pg. 25, Baptist Confessions of Faith, William J. Lumpkin, Valley Forge, PA: Judson Press, 1969 (rev. ed.).
15. Article #6, pg. 28, ibid.
16. Discipline of the church, how a Christian ought to live (Ordnung der Gemein, wei ein Christ leben soll), 1527, article #9, pg. 34, ibid.
17. pgs. 44-45, ibid.
18. Article VII, XVI, XXV, XXIX, XXX, XXXI pg. 48, 52, 58, 59, 60, ibid.
19. Article XXXI, pg. 60, ibid.
20. Article VIII, pg. 49, ibid.
21. Article XXIV, pg. 58, ibid.
22. pg. 115, ibid.
23. pg. 117, ibid.
24. Article 5, pg. 118, ibid.
25. Article 10, pg. 119, ibid.
26. pg. 123-124, ibid.
27. Article 43, 61, pg. 131, 135, ibid.
28. Article 46, pg. 132, ibid.
29. pg. 152, ibid.
30. Article 39, pg. 167, ibid.
31. ibid.
32. Article 18, pg. 161 ibid.
33. Article 40, pg. 167, ibid.
34. Article 52, pg. 168, ibid. O ponto doutrinário apresentado na confissão só é claro se a leitura do TR for seguida.
35. Article 20, pg. 178, ibid.
36. Article 35, pg. 180, ibid.
37. Article 29, pg. 195, ibid.
38. Article 2, pg. 198, ibid.
39. A página de rosto representava o documento como “Uma Confissão da Fé de Várias Igrejas de Cristo no Condado de Somerset e de algumas Igrejas nos Condados mais próximos”. Pg. 203, ibid.
40. Article 42, pg. 214, ibid.
41. A confissão foi originalmente intitulada Uma Breve Confissão ou Declaração de Fé, apresentada por muitos de nós, que são (falsamente) chamados Ana-Batistas, para informar todos os Homens (nestes dias de escândalo e censura) de nossa inocente Crença e Prática; pelo qual não apenas estamos decididos a sofrer perseguição, a perda de nossos bens, mas também a própria vida, em vez de recusar o mesmo.
42. Article 4, pg. 225, Baptist Confessions of Faith, Lumpkin.
43.  Article 7, pg. 227, ibid.
44. Artigo 22, pág. 231, ibid. Desde que o TC apenas deixa Atos 1:9 incontestado, que não afirma explicitamente que Cristo subiu ao céu, qualquer confissão que declare a doutrina da ascensão de Cristo quarenta dias após Sua ressurreição está ensinando uma doutrina de Texto Recebido peculiarmente.
45. Citado na introdução à confissão, pág. 669, no The Trinity Hymnal, Baptist Edition (Grand Rapids, MI: Igreja Batista Reformada de Grand Rapids, 2004). Este hinário e, portanto, a confissão a ele associada, é muito utilizado hoje.
46. Chapter 2:3, pg. 253, Baptist Confessions of Faith, Lumpkin.
47. Chapter 7:2, 8:4, 19:2, pg. 253, 262, 291, ibid.
48. Capítulo 2:3, pág. 253, ibid; a Confissão declara “o Filho é eternamente unigênito do Pai”, e prova isso em João 1:14,18.
49. A doutrina da communicatio idiomatum é “por causa da Unidade da Pessoa de [Cristo], aquela que é apropriada a uma natureza, às vezes nas Escrituras é atribuída à Pessoa denominada por outra natureza” (Segunda Confissão de Londres, 8:7, pág. 262, ibid, itálico e maiúsculas reproduzidas do original). A doutrina é amplamente ilustrada nos versículos do Texto Recebido, citados pela Confissão para provar isso, Atos 20:28 e João 3:13.
50. Chapter 29:2, pg. 291, ibid.
51. pg. 246, ibid.
52. Article 1, pg. 250, ibid.
53. Article 3, 5, 24, pgs. 299, 300, 315, ibid
54. Article 6, pág. 300-301, ibid. O versículo não prova o argumento apresentado no sexto artigo sem a leitura “Deus”.
55. O grego tou Theou está ausente no TM e no TC. Não está em itálico na KJV de 1611, mas aparece em itálico na revisão de 1769, quase universalmente em uso hoje. Ele aparece no Textus Receptus, editado por Scrivener e em conformidade com a Versão Autorizada.
56. Article 7, pg. 301, ibid.
57. Article 6, 9, pg. 300, 303, ibid.
58. Article 9, 17, 18, 28, 31, pg. 303, 309, 310, 317, 321, ibid.
59. Article 10, pg. 304, ibid.
60. Article 23, 28, pg. 314, 317, ibid.
61. pg. 347, ibid.
62. pgs. 348-353, ibid.
63. pgs. 352-353, ibid.
64. A palavra "fundamentalista" é empregada aqui para aqueles que a aceitariam como uma auto-designação. É empregado descritivamente, não como elogio ou algo pejorativo.
65. pág. 382, ibid. A Associação Batista Conservadora em 1947 também declarou que sua “breve e simples confissão. . . é apenas uma reafirmação da substância das históricas Confissões de fé de Filadélfia e New Hampshire” (p. 383, ibid.)
66. “Este órgão reafirma sua aceitação da confissão de fé de New Hampshire; mantidos por tanto tempo por nosso povo batista americano” (“Declaração Doutrinária da Associação Batista Americana”, aparecendo pela primeira vez em seu livro de 1944, citado na p. 378, Lumpkin, Baptist Confessions of Faith).
67. A edição empregada encontra-se nas páginas 543-563 de Principles and Practices for Baptist Churches, Edward T. Hiscox, Grand Rapids, MI: Kregel, n.d. (anteriormente denominado Novo Diretório). Embora esta seja uma impressão muito influente da confissão, não se pode presumir que toda impressão da confissão inclui essas referências de versículos (a versão reimpressa nas Baptist Confessions of Faith de Lumpkin, págs. 361,367 não inclui nenhuma). No entanto, informações úteis sobre as visões batistas americanas ainda são fornecidas. A história da confissão, incluindo a inclusão geral e antecipada de textos de prova, é discutida nas páginas. 538-542 de Principles and Practices de Hiscox.
68. Article 15, pg. 557, Hiscox, Principles and Practices.
69. Article 15, pg. 557, ibid.
70. Article 16, pg. 558, ibid.
71. Article 9, pg. 552, ibid.
72. Article 13, pg. 556, ibid.
73. Article 18, pg. 389, Lumpkin, Baptist Confessions of Faith.
74. O exame detalhado das confissões batistas de outros lugares não será realizado neste estudo. Eles geralmente demonstram dependência de material anterior em inglês ou americano e, consequentemente, favorecem o Texto Recebido; por exemplo, os “batistas brasileiros, um dos maiores e mais vigorosos dos grupos batistas mais jovens, há muito reconhecem a Confissão de Fé de New Hampshire” (pág. 421, ibid.), uma confissão do TR. O material confessional composto de forma independente também emprega o Texto Recebido; por exemplo, as igrejas russas associadas a Ivan Prokhanov que ingressaram na União Batista na década de 1940 empregaram uma confissão que cita repetidamente o longo final de Marcos (págs. 423, 426, 429, ibid.), apoia a leitura do TR “igreja de Deus” em Atos 20:28 (pág. 428, ibid), e emprega exclusivamente o Texto Recebido em Atos 8:37 como o único suporte para uma importante afirmação doutrinária sobre o batismo (pág. 426, ibid.).

A VISÃO DE EZEQUIEL DA GLÓRIA DE DEUS E OS QUERUBINS

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