domingo, 11 de janeiro de 2009

MUDANÇA: DISCERNIMENTO BÍBLICO AGORA É SITE !



Tenho a satisfação de informar me mudei para um novo (e melhor) endereço:
As melhores postagens deste blog foram levadas para minha nova "residência".
Espero que seja mais um site que agregue edificação a todos!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

RECENTES ESCÂNDALOS PENTECOSTAIS (NOS EUA)

TRADUÇÃO DE "RECENT PENTECOSTAL SCANDALS"

Por David Cloud




Pelos anos 80, o evangelista pentecostal Peter Popoff tinha um ministério de 51 canais de televisão e 40 estações de rádio e uma renda anual de sete milhões de dólares. Ele também promovia cruzadas de cura em muitas cidades durante o qual exercia uma certa “palavra de conhecimento”, chamando pelos nomes, endereços e doenças as pessoas que iam a esses eventos de forma precisa. Em 1986 foi descoberto que essas incríveis “revelações” de Popoff eram na verdade transmitidas pela sua esposa (ela conversava com alguns membros da audiência antes de iniciar o evento). Ela transmitia essas informações por um sinal de rádio e Popoff podia ouvir através de um minúsculo receptor em seu ouvido. Um grupo de céticos descobriu a artimanha e captou a transmissão privada usando um receptor de ondas de rádio, registrando todas as “revelações” (Los Angeles Times, May 11, 1986). Quando questionado sobre o assunto por John Dart, escritor de assuntos religiosos do Los Angeles Times, Popoff respondeu que sua esposa somente provinha cerca de 50% da informação e o resto vinha de Deus! Popoff foi forçado a entrar com pedido de falência em 1987, mas em 1990 ele voltou aos “negócios” com um novo livro intitulado “Dreams”, o qual ele anunciou em uma página inteira da revista Charisma.

Em 1991, as fitas com pregações do “profeta de Kansas City”, Bob Jones, foram retiradas do catálogo de produtos da Vineyard Ministries International após ele admitir “uma falha moral” (Lee Grady, “Wimber Plots New Course for Vineyard,” Charisma, Feb. 1993, p. 64). Jones estava usando a sua alegada autoridade e “unção profética” para induzir mulheres a tirarem a roupa para ele.

Em 2002, Roberts Liardon, pastor da Embassy Christian Center, em Irvine, Califórnia, e um influente autor Pentecostal, admitiu que tinha um “relacionamento homossexual” (Charisma News, Jan. 31, 2002), entretanto, ele voltou a exercer o ministério algumas semanas depois.

Em 12 de setembro de 2004, uma matéria do Los Angeles Times trazia a informação de que Paul Crouch da Trinity Broadcasting Network – TBN, tinha pago U$425,000 dólares em 1998 a Enoch Lonnie Ford, um funcionário da TBN, para impedi-lo de levar a público sua denúncia de que ambos tiveram um relacionamento homossexual. Isto ocorreu depois que Ford ameaçou processar Crouch afim de que pagasse pelo menos meio milhão de dólares para que ele silenciasse. A TBN também pagou centenas de dólares em dívidas que Enoch tinha adquirido. Crouch negou as acusações e tentou difamar o caráter de seu acusador, o que não foi difícil fazer.
Ford já havia sido sentenciado por envolvimento com drogas, mas parece muito estranho que Crouch tenha pago uma grande quantia em dinheiro para um homem se a acusação deste não foi comprovada. Ford escreveu seu testemunho sobre este relacionamento homossexual, mas este foi selado pela justiça depois que Crouch implorou para que o material fosse silenciado.

Em outubro de 2004, Paul Cain, o mais proeminente profeta Pentecostal dos últimos anos, foi exposto como um homossexual e alcoólatra por Rick Joyner, Mike Bickle,e Jack Deere, eles afirmaram que Cain tinha recusado se submeter a disciplina (“Paul Cain, “Latter Rain Prophet of Renown Is Now Discredited,” The Plumbline, December 2004).
Consequentemente, Cain admitiu seu pecado, dizendo: “eu tenho lutado nessas duas áreas em particular, homossexualismo e alcoolismo, por um longo período de minha vida. Eu peço desculpas por negar publicamente esses assuntos, quando antes eu deveria admiti-los” (“A Letter of Confession,” February 2005,http://web.archive.org/web/20050225053035/http://www.paulcain.org/news.html)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

AINDA SOBRE O ECUMENISMO DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS - DESSA VEZ NO BRASIL


O Sr. José Wellington Bezerra da Costa (foto acima) presidente da CONAMAD e líder máximo da Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil pelo Ministério de Madureira foi condecorado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 15 de maio, depois de ser reeleito na 38º Assembléia Geral Ordinária das ADs brasileiras, pela 18ª vez. O chefão assembleiano e sua esposa Wanda Freire da Costa seguiram para Nova Iorque, onde foi homenageado em cerimônia realizada no auditório VIP da sede da ONU, nos Estados Unidos juntamente com Diplomatas, secretários de Estado e outras celebridades da Nova Ordem Mundial.


O presidente da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional, Deputado federal João Campos (foto acima), representou o Brasil na Conferência Internacional de Liderança. Essa conferência, que é parte integrante do Festival Global da Paz, aconteceu em Washington, EUA, de 8 a 11 de agosto de 2008 .


A Conferência Internacional de Liderança e o Festival Global da Paz — que contaram com a presença do Pastor e Deputado Federal João Campos, Apóstolo Doriel de Oliveira e Bispo Manoel Ferreira — estão sob a responsabilidade da Federação para a Paz Universal, que foi fundada pelo Rev. Moon, que se considera o Messias “Cristo encarnado” ou Maitréia da Nova Era. A conferência em Washington não é o primeiro evento de Moon que o Bispo Manoel Ferreira prestigia. No dia 24 de abril ele esteve na Conferência Internacional de Liderança promovida pela Federação para a Paz Universal (UPF) no Hotel Nacional, em Brasília. Durante a ocasião, ele teve uma importante conversa com o co-presidente da UPF internacional, Dr. Hyun Jin Moon. O BISPO MANOEL FERREIRA e o SR. JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA ambos “Assembléias de Deus” tem algo em comum: uma queda por prêmio Nobel da Paz.

sábado, 27 de dezembro de 2008

CUIDADO COM A IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR!


Por David J. Stewart (traduzido do site jesus is savior)

Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. (Tito 1:10-11)

Estamos vivendo em tempos de calamitosa apostasia, onde está se tornando cada vez mais difícil encontrar uma boa igreja. O movimento pentecostal/carismático de fato vem do poço do inferno.

A IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR ABRAÇA HERESIAS:
ADVANCE, a publicação oficial da igreja do evangelho quadrangular em sua seção chamada Famous People of Faith, tem uma surpreendente afirmação favorável a G.K. Chesterton:
“... posteriormente Chesterton tornou-se um católico e continuou sendo um campeão dos valores cristãos através de sua vida e escritos.”
Fonte: http://www.foursquarechurch.org/articles/448,1.html


Porque uma “denominação evangélica” como a igreja do evangelho quadrangular mencionaria favoravelmente alguém como um confuso católico como Chesterton? Para um bom entendedor, fica claro que a igreja quadrangular não é em nada diferente de outras do movimento carismático/pentecostal que estão se comprometendo com a igreja católica.
A igreja do evangelho quadrangular é realmente muito ecumênica, como são todas as igrejas apóstatas atuais. Elas são mais como um clube social do que uma Igreja do Novo Testamento.

O denominador comum de todas as “igrejas” do movimento carismático/pentecostal é que todas buscam e falam em línguas, o que a Bíblia em nenhuma parte ensina. O dom de línguas como registrado na Bíblia foi SEMPRE conhecido e estabelecido como linguagem terrena; e não como alguma baboseira que envolva latidos, risos, rolar no chão como um demente e envergonhando assim o nome do Senhor Jesus Cristo.

A Palavra de Deus claramente condena o que os carismáticos/pentecostais estão fazendo hoje; pessoas ficam vergonhosamente sem dinheiro por causa da ignorância e desejo por mundanismo na igreja... Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? (I Coríntios 14:23)
A primeira coisa que as pessoas dizem sobre os pentecostais e carismáticos é que eles são insanos e lunáticos por causa do modo que gritam, urram, grunhem, riem, pulam, rastejam no chão e agem como doentes mentais. Se você é um nascido de novo definitivamente deveria pensar que eles são um bando de loucos!

A igreja do evangelho quadrangular foi fundada em 1923 por uma extravagante pastora duas vezes divorciada chamada Aimee Semple McPherson. (Em um sermão sobre o ministério de McPherson em 1990, Jack Hayford (nascido em 1934), uma das figuras mais proeminentes da igreja do evangelho quadrangular, a defendeu em razão de que “ela certamente não deveria ser vista como alguém que “pulou” de um casamento para outro,” e que em sua visão, seu ministério foi validado pelo fato de que “meio século depois, o diabo ainda a odeia suficientemente para borrifar mentiras venenosas em sua memória.”)
Na edição de 3/93 da revista carisma, há um artigo de Hayford, dizendo que a igreja do evangelho quadrangular foi “a primeira e única a abraçar totalmente o movimento carismático como sendo um legítimo movimento do Espírito”. Porém, a igreja quadrangular ensina cura física, “embriaguez do espírito”, batalha espiritual, libertação de demônios, falar em línguas, sinais e maravilhas, revelações extra-bíblicas, etc, etc, etc.
Por David J. Stewart (traduzido do site jesus is savior)

sábado, 20 de dezembro de 2008

PARTE FINAL DE "A VONTADE DE DEUS A SUA SOBERANIA"-JOHN GILL



4g. Sétimo, a vontade de Deus é livre e soberana;
4g1. Da criação do mundo e de todas as coisas, alguns tem defendido que o mundo é eterno; que foi feito assim e as Escrituras asseveram (Ap 4:11) como tempo e ordem, e as coisas que estão contidas nele, são devidas a soberania de Deus; além de ser atribuída a Sua soberania: que Ele não fez outros mundos além desse, e não poderia, se quisesse, ter feito outros milhares de mundos? Ou que Ele deveria ter feito este mundo nesse tempo e não antes, quando poderia ter feito milhões de anos atrás, embora não o fizesse? Ou que Ele fez o mundo em seis dias e todas as coisas nele, quando poderia ter feito tudo em um momento, embora isso o satisfizesse? Ou que Ele não fez este mundo mais extenso, e com mais tipos e espécies de criaturas do que tem e esses Ele não poderia fazer mais numerosos do que são? Nenhuma outra razão pode ser apontada, senão Sua soberana vontade e satisfação.

4g2. A vontade soberana de Deus aparece na providência e em seus vários eventos; como nos nascimentos e mortes dos homens, o qual nenhum deles ocorre pela vontade deles, mas pela vontade de Deus; e há para ambos um tempo fixado pela Sua vontade; e no qual Sua soberania pode ser vista; o que senão poderia ser atribuído a que tal e tal homem deva nascer e vir ao mundo em tal época e não antes? E que eles deveriam sair do mundo no tempo, modo e circunstâncias que lhes conviessem? E que deveria haver diferenças entre os homens, em seus estados, condições e circunstâncias de vida; que alguns deveriam ser ricos e outros pobres?
Riqueza e pobreza são ambas disposições de Deus, como as palavras de Agur demonstram (Pv 30); e Deus é quem faz a ambos, o rico e o pobre, não somente como homem, mas como um estado de rico e pobre homem: e para quem pode esta diferença ser atribuída, senão para a soberana vontade de Deus? Alguns tem surgido para grande honra e dignidade; outros vivem em muito precárias condições, em estado miserável;
Mas mudança de estado não vem nem do leste, nem do oeste, nem do sul; mas Deus derruba uns e levanta outros, como Ele quiser; e essas diferenças e mudanças podem ser observadas nas mesmas pessoas, como em Jó, que foi por muitos anos o homem mais rico da Terra, e de súbito, foi desprovido de todas as suas riquezas, honra e glória; e então, depois de um tempo, restaurou em dobro a saúde e riquezas que antes possuía.
Assim foi com Nabucodonosor, o grande monarca de sua época, quando em sua mais notável e elevada situação de poder foi destituído de sua dignidade, como homem e monarca, e levado a viver entre os animais, vivendo como um deles; e, depois de tudo, restaurado a sua razão, e ao seu trono e sua primeira grandeza; o que forçou dele tal reconhecimento da soberana vontade de Deus como em nenhuma outra parte talvez seja mais fortemente expressa: “E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?” (Dn 4:35)
Alguns são livres de enfermidades e doenças em todos os dias de sua vida; seu vigor é firme e não há moléstia nem na hora da morte, mas morre em seu vigor. Enquanto outros levam uma vida carregada de enfermidades e problemas até ao túmulo; e esta é a figura do homem: para quem pode ser imputado isso senão para a soberana vontade de Deus? E como de outra maneira pode ser considerado os muitos abortos, fracassos, nascimentos precoces, infantes que nunca viram a luz; e outros, que tão logo seus olhos se abriram a este mundo são fechados de novo; enquanto que outros não somente atravessam os estágios da infância, adolescência e juventude, mas alcançam a plenitude da existência e vão à cova como uma pilha de espigas de milho? E uma multidão de outras coisas podem ser observadas na providência; que embora Deus tenha sábios motivos para eles, são inexplicáveis para nós, mas somos obrigados a recorrer a Sua soberana vontade e satisfação, que não deu nenhuma consideração de seus empreendimentos para os filhos dos homens.

4g3. A soberana vontade de Deus aparece nas coisas santas, espirituais e religiosas, com respeito tanto a anjos como homens. Que alguns dos anjos foram eleitos e confirmados pela graça de Cristo, no estado em que foram criados e preservados da apostasia, enquanto um grande número deles tornaram-se rebeldes contra Deus e caíram de seu estado original; pelo qual foram lançados fora do céu para o inferno e permanecem até hoje em cadeias nas trevas, aguardando o julgamento daquele grande dia, e não haverá misericórdia para qualquer um deles; como será com muitos da apóstata raça de Adão. Que outra razão poderíamos dar para tudo isso senão à soberana vontade de Deus? Entre os homens, alguns amam a Deus e muitos o odeiam; e isso antes de qualquer bem ou mal feitos por eles; alguns Ele escolhe para eterna bem-aventurança e outros Ele abandona e rejeita; Ele tem misericórdia de alguns e endurece a (muitos) outros; tal como Ele é assim é a Sua soberania, vontade e deleite: alguns são redimidos de entre os homens, por Cristo, mesmo sendo de toda família, língua, povo e nação, quem Ele quiser e decide salvar; enquanto outros são deixados a perecer em seus pecados. O qual não há outra causa a ser admitida do que a soberana vontade e satisfação de Deus. Em conformidade pelo qual também dispensa dons aos homens e esses de diferentes tipos; alguns próprios para serviço público, como para os ministros do evangelho e a outros Ele concede quando lhe apraz e destes, diferentes dons; para alguns grandes, para outros pequenos, para alguns um talento e para outros cinco, dividindo para todos individualmente como lhe apraz, de acordo com Sua soberana vontade: o expediente da graça, o ministério da Palavra e ordenanças, em todas as épocas, tendo se disposto a isto, tal como pareceu bom a Sua vista; por muitas centenas de anos, Deus deu Sua palavra a Jacó e Seus estatutos a Israel, e outras nações não o souberam; e eles foram espalhados entre os gentios, as vezes em um lugar, as vezes em outro; e como é notória a soberania de Deus em favor de nossas ilhas britânicas, essas ilhas foram longe com o evangelho e ordenanças, embora grande parte do mundo o recusou, estando coberto com as trevas do paganismo, catolicismo e islamismo. E ainda é mais manifesto o que isso representa para alguns, “cheiro de morte para morte”, mas para outros, “cheiro de vida para vida”. Os dons especiais da graça de Deus são entregues aos homens de acordo com a soberana vontade de Deus; de Sua própria vontade de regenerar alguns e não outros; chamando-os pela graça, quem Ele deseja, quando e por quais recursos, de acordo com Seu propósito; revelado no evangelho e nas grandes coisas que nele estão, para quem Ele o fez saber; e os ocultou dos sábios e entendidos; “Sim, ó Pai,”, disse Cristo, “porque assim te aprouve.”; nem deu Ele a qualquer outro a razão para tal conduta. A graça do Espírito de Deus é dada a alguns e não a outros; como por exemplo, arrependimento, o qual é uma concessão de Deus, um dom de Cristo, foi entregue a Pedro, que negou o seu Senhor; e negado a Judas, que O traiu. Fé, que é um dom de Deus, nem todo homem a tem; a alguns somente é dado, enquanto que outros tem um espírito de sono, olhos que não podem ver e ouvidos que não ouvem. Em resumo, vida eterna, que é um livre dom de Deus, através de Cristo, é dado somente por Ele, tanto como o Pai tem dado a Ele, e para estes semelhantemente; o dinheiro, que parece significar a felicidade eterna, na parábola, é dado para os que foram chamados para trabalhar na vinha na hora undécima a mesma quantia para os que ficaram no labor durante todo o dia: alguns devem servir a Cristo e outros muito pouco, e ainda todos recebem a mesma porção de glória. O que pode ser determinado disso senão a soberana vontade de Deus? Que diz: “Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?” (Mt 20:15). Mas ainda que a vontade de Deus seja soberana, sempre age sabiamente? Alguns soberanos pensam precipitada e tolamente; mas a vontade de Deus nunca é contrária a Sua perfeição de sabedoria, justiça, santidade, etc, e Sua vontade é portanto chamada de “conselho” e “conselho de Sua vontade” (Is. 25:1, 46:10; Ef. 1:11).

domingo, 14 de dezembro de 2008

AS ASSEMBLÉIAS DE DEUS E ROMA



AS ASSEMBLÉIAS DE DEUS E ROMA

Por David Cloud

As "Assembléias de Deus" foram fundadas em 1914, surgida da primeira onda do movimento pentecostal que explodiu no começo do século passado. Elas tiveram um crescimento fenomenal, de 300 membros por ocasião de sua fundação para uma membresia de aproximadamente 12 milhões espalhadas pelo mundo em mais de 10.500 congregações hoje.

Embora resistentes ao ecumenismo nos seus primeiros anos, as Assembléias de Deus tem sido ativas de forma até radical em favor desse movimento durante as últimas décadas.

De fato, Ray Bullard, o líder carismático responsável pela primeira experiência com os católicos, é um membro de uma Assembléia de Deus em South Bend, Indiana.


Recentemente, Thomas Zimmerman, que deixou a superintendência geral das Assembléias de Deus, deu as mãos com clérigos católicos. Ele foi um homem chave envolvido na conferência de Kansas City de 1977, e esteve na mesma plataforma com o cardeal católico Joseph Suenens, desse modo fingindo a todos que este lobo em pele de cordeiro fosse um genuíno homem de Deus.

Estima-se que 22,500 católicos tenham participado desse encontro em Kansas City.


Zimmerman juntou-se com católicos em muitos outros encontros e projetos ecumênicos, incluindo o "Key 73", o festival americano de evangelismo, e o "Washington for Jesus". Zimmerman esteve entre os 28 líderes cristãos que se encontraram com o Papa João Paulo II por ocasião de sua visita aos EUA em 1987.


A dramática mudança nas Assembléias de Deus em suas relações ecumênicas é vista em seu tratamento por David du Plessis, o "Senhor Pentoscoste". Du Plessis, foi um dos que mais estiveram na vanguarda do desenvolvimento de relações entre os pentecostais e o vaticano.
Ele foi o único pentecostal convidado para participar do concílio vaticano II nos anos 60.



Por causa dessas atividades ecumênicas radicais, du Plessis perdeu suas credencias de ministro
das Assembléias de Deus em 1962. Porém em 1980 suas credenciais foram restabelecidas após ele comparecer diante de um comitê montado por Zimmerman e o corpo executivo de presbíteros das Assembléias de Deus. Roma não mudou nessas últimas décadas, mas os pentecostais de primeira linha certamente sim.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

PARTE 3 DE: A VONTADE DE DEUS E A SUA SOBERANIA POR JOHN GILL

Segue a terceira parte da tradução do capítulo 11 do livro A Body of Doctrinal Divinity de John Gill:
4. A natureza e propriedades da vontade de Deus.
4a. Primeiro, é natural e essencial a Ele; é a Sua verdadeira natureza e essência; Sua vontade é a Sua própria inclinação; e por essa razão pode haver apenas uma vontade em Deus; visto que há um único Deus, de quem a natureza e essência é um; ainda que haja três pessoas na trindade, há apenas uma natureza não dividida, comum a todos os três, e a mesma vontade única: Ele é um, e concorda em um; Deus é um em mente, ou vontade, ainda que possa haver distinções de Sua vontade, e diferentes propósitos dela, e diversos meios no qual Ele concorda, não obstante, é por um único ato eterno da vontade que Ele determina todas as coisas. Conseqüentemente também Sua vontade é incomunicável para uma criatura; a vontade de Deus não pode ser diferente em uma criatura, mas afim de que ela a confirme, concorde e se submeta a ela, foi incomunicável até mesmo para a natureza humana de Cristo, ainda que tendo união com a pessoa do Filho de Deus; porém Sua vontade divina e humana são distintas uma da outra, ainda que uma seja sujeita a outra (Jo 6:38; Lc 22:42).

4b. Segundo, a vontade de Deus é “eterna”, como podemos concluir do atributo de “eternidade”; para Deus ser eterno, como certamente é, mesmo de eternidade a eternidade, então Sua vontade deve ser eterna, desde sua natureza e essência e de Sua “imutabilidade”; que não muda, e em que não há sombra de mudança; mas se qualquer nova vontade surge em Deus, o que não foi na eternidade, haveria uma mudança nEle; Ele não seria o mesmo que foi na eternidade; considerando que Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre e da Sua “presciência”, o qual é eterna; “Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras.”, ou desde a eternidade (Atos 15:18) e como a presciência de Deus surge de Sua vontade, Ele sabe de antemão o que deseja, como tem sido observado, em razão de Ele ter determinado, em Sua vontade o que deveria de ser; assim, se o Seu conhecimento é eterno, Sua vontade deve ser eterna. Do mesmo modo, isto pode ser ilustrado pelo decreto da “eleição”; que foi, certamente, antes do homem ter feito tanto o bem quanto o mal; foi desde o princípio, ou desde a eternidade, mesmo até antes da fundação do mundo (Ef. 1:4) e como o decreto e determinação da vontade de Deus foi assim, o mesmo pode ser concluído de tudo o mais; adicionado a tudo que a vontade de Deus é participante, em “todas as coisas” que tem sido “desde o princípio” do mundo, agora é, ou deve ser para o fim disto; e, portanto, deve ser antes da existência do mundo e se é antes dele, então é antes do tempo; e se é antes do tempo, deve ser eterna; porque nada sabemos antes do tempo, mas o que é eterno.

4c. Terceiro, a vontade de Deus é “imutável”: imutabilidade é expressamente atribuída ao conselho de Deus; que é para a vontade e propósito de Deus (Hb. 6:17) e pode ser estabelecida a partir do atributo de “imutabilidade”; se Deus é imutavelmente o mesmo, e como Ele é, então Sua vontade deve ser a mesma, desde a Sua natureza e essência se uma mudança é feita na vontade de uma criatura, ou por começar a querer o que antes não queria, ou pela interrupção do que tinha propensão agora causa o começo de uma nova vontade; ou desejando o que não queria, supõe prévia ignorância do que agora começou a querer; nem conhecendo a sua aptidão e propriedades, sendo ignorante de sua natureza, excelência e utilidade; por desconhecer algo que não pode desejar e concordar: mas tal como uma mudança de vontade nunca pode ter lugar em Deus, como um fundamento; desde que isso não somente é contrário a Sua eternidade e imutabilidade, mas ao Seu conhecimento, cujo entendimento é infinito: ou uma criatura muda a sua vontade, quando esse querer cessa; o qual é tampouco por escolha, ou por obrigação; de escolher, quando alguma coisa imprevista acontece, qualquer causa pode mudar esta vontade e tomar outro curso. Mas nada deste tipo pode suceder a Deus, antes, em quem todas as coisas estão uma vez juntas, expostas e abertas; mesmo antes da eternidade ou senão pela força, sendo compelida, porque não pode executar esta vontade, e, portanto, a renuncia e toma outro curso: “Mas quem tem resistido a Sua vontade?”, a vontade de Deus, assim como Ele causa a cessação e a interrupção? Se Deus muda Sua vontade, deve ser tampouco para melhor ou para pior; e de qualquer modo isto mostraria imperfeições nEle e carência de sabedoria; Deus pode aparentemente mudar Seus desígnios das coisas, mas Ele nunca muda Sua vontade: arrependimento atribuído a Ele não é prova disto, “Ele é um em mente e quem pode voltar-se para Ele? Sua vontade não pode ser alterada nem mudada, nem pelas orações de Seu povo.

4d. Quarto, a vontade de Deus é sempre eficaz; não há desejos imaginários ou graus ineficazes de volição em Deus; Sua vontade é sempre efetuada, nunca pode ser anulada ou cancelada; Ele faz tudo o que lhe agrada, ou quer, Seu conselho permanece para sempre e Ele sempre faz o que for de Seu interesse, de outro modo Ele não seria onipotente, como Ele é: ela deve ser pela necessidade de Seu poder, se Sua vontade não é cumprida, o que não pode ser dito; como Ele é onipotente, assim é Sua vontade; Austin [3] assim a chama de máxima onipotente vontade: se não foi este o caso, seria até certo grau, ou algo “superior” a Ele; ao passo que Ele é Deus sobre tudo, o Altíssimo, e nunca pode ser contradito por quem quer que seja: e se Sua vontade foi ineficiente Ele seria “frustrado” e desapontado em Seu propósito: mas como nada vai além do que o homem diz, e do que o Senhor não ordena; assim, tudo o que o Senhor diz, quer e ordena deve certamente vir a ocorrer; “O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará.”; “Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?” (Is. 14:24, 27). Além disso, se Sua vontade não foi eficiente, ou falhou no seu cumprimento, Ele não seria feliz: quando a vontade de um homem é ineficiente e não pode ser cumprir algo, isso causa inquietação, o faz infeliz; mas isso nunca pode ser dito de Deus, que é bem-aventurado, o bem-aventurado Deus, bem-aventurado para todo o sempre.

4e. Quinto, a vontade de Deus não tem causa fora de si mesma; por conseguinte seria anterior a Ele e maior e mais excelente do que Ele; como toda causa é antes de seu efeito e mais excelente que essa; e Sua vontade estaria dependente de outra, e assim ela não seria independente: nem poderia ter qualquer impulso ou causa a mover Sua vontade; em razão que nEle não há poder passivo para atuar sobre ela; é puramente um ato, como puro, ativo espírito: se Ele consiste de ato e poder, Ele não seria simples e desapiedado espírito; para ser impulsionado ou movido por qualquer causa, seria contrário a Sua simplicidade, anteriormente estabelecida, Ele pode de fato dizer uma coisa por outra; mas neste caso o que Ele quer para outros não é a causa que move a Sua vontade; essa pode ter a natureza da causa e efeito entre eles mesmos; mas nenhum deles são a causa da vontade de Deus; nem há nisso qualquer causa final do que ele quer e faz, mas a Sua própria glória; e seria loucura buscar uma causa para Sua vontade: e desta propriedade da vontade de Deus, pode ser discernido claramente, que prevendo fé, santidade, e boas obras, não pode ser a causa da vontade Deus na eleição de alguns para vida eterna; e assim o contrário, nenhuma causa de Sua vontade na rejeição de outros.

4f. Sexto, A vontade de Deus, por esta mesma razão, não é condicional; para estar dependente de uma condição a ser executada; e não a vontade de Deus, mas o desempenho da condição é quem seria o princípio e chefe na realização de determinado fim. E, para não dizer mais, se, por exemplo, Deus tivesse o desejo de salvar todos os homens condicionalmente; quer dizer, na condição de fé e arrependimento; e os condenar se estas condições fossem insuficientes; quem não vê que esta vontade condicional, salvar e destruir, são iguais? Destruição é igualmente volitiva como salvação; e onde está o assim tão falado amor geral de Deus ao homem? Não há nada disso indistintamente para todo e qualquer homem.
[3] De Civitate Dei, l. 13. c. 18