sábado, 29 de novembro de 2008

JOHN GILL: A VONTADE DE DEUS E A SUA SOBERANIA:PARTE 1

Tradução do capítulo 11 do livro A Body of Doctrinal Divinity:
1. Prova-se que há uma vontade em Deus; à razão de que em todos os seres inteligentes há uma vontade, como também uma compreensão; como em anjos e homens, assim é com Deus; como Ele tem uma compreensão do que é infinito e imperscrutável, assim ele tem uma vontade; fazer a vontade dEle é o mais apropriado. As influências de Sua compreensão guiam a sua vontade, e a Sua vontade determina todas as suas ações; e a Sua vontade sendo dirigida assim, sabiamente, é chamada de "o conselho da sua vontade" (Ef. 1:11). A vontade freqüentemente é atribuída à Deus na Bíblia; “Faça-se a vontade do Senhor.” (Atos 21:14). “Porquanto, quem tem resistido à sua vontade?” (Rm. 9:19). “Descobrindo-nos o mistério da sua vontade,” (Ef. 1:9) e em muitos outros lugares; a vontade de Deus não é de nenhum modo diferente de Sua própria propensão; é essencial a Ele; é a Sua natureza e essência; não é separada, ou considerada como distinta, ou como uma parte de um todo; o que seria contrário ao claro senso de Deus; ou para ser um simples espírito desapiedado que fora estabelecido. A vontade é atribuída a cada uma das pessoas divinas; para o Pai, (Jo 6:39, 40) para o Filho, como uma pessoa divina, (Jo 5:21, 17:24) e quem também, como homem, teve uma vontade distinta dessa, entretanto sujeitou-se, (Jo 6:38; Lc 22:42) e para o Espírito que é dito que restringe e não sofre algumas coisas que são feitas; quer dizer, não os permite; e não permitir é um ato da vontade, como também decidir, (Atos 16:6, 7) é dito que ele reparte os seus dons aos homens “como quer” (1 Cor. 12:11). E estes três, como eles são um Deus, concordam em um, em uma mente e vontade.

2. Mostrarei agora no que consiste a vontade de Deus: há apenas uma vontade em Deus; mas para nossa melhor compreensão, pode-se distinguir isso. Eu não aborrecerei o leitor com todas as distinções feitas pelos homens; algumas são falsas e outras vãs e inúteis; como absoluto e condicional, antecedente e conseqüente, eficaz e ineficaz, etc. A distinção de "secreta" e "revelada" vontade de Deus é obtida entre as perfeições divinas; a primeira é propriamente a vontade de Deus, a segunda somente a sua manifestação.
Qualquer que seja a resolução de Deus em Si mesmo, quer para Si ou para outros, ou permitir ocorrer, enquanto está em seu íntimo, não se faz saber por qualquer evento da providência, ou pela profecia, que é a Sua vontade secreta; assim são as profundezas de Deus, os pensamentos de Seu coração, os conselhos e determinações de Sua mente; que são impenetráveis a outros; mas quando se abrem pelos eventos da providência ou pela profecia então eles se tornam a revelada vontade de Deus. A secreta vontade de Deus torna-se revelada pelos eventos da providência, é considerada geral ou especial; a providência geral de Deus com respeito ao mundo e a Igreja não é outra coisa do que a sua execução, e assim a manifestação da Sua secreta vontade, com respeito a ambos: o mundo e suas obras, a origem das nações, o estabelecimento delas nas várias partes do mundo, o surgimento de estados e reinos e particularmente das quatro monarquias e a sua sucessão: para a Igreja, na linha de Sete, de Adão e na linha de Sem, de Noé e no povo de Israel, de Abraão, para a vinda de Cristo e o livro de Apocalipse é a manifestação da vontade secreta de Deus com respeito a ambos, da vinda de Cristo ao fim do mundo, grande parte do qual já foi cumprida e o restante será cumprido como a destruição do anticristo e do estado anticristão, a conversão dos judeus e a vinda da plenitude dos gentios e o reino espiritual e pessoal de Cristo. Essas são agora reveladas, ainda que o tempo em que elas tomarão lugar esteja na vontade secreta de Deus.
A providência de Deus pode ser considerada como especial com respeito a pessoas em particular; há um propósito ou secreta vontade de Deus com respeito a cada homem; e há um tempo fixado para todo propósito; um tempo para nascer e um tempo para morrer, e para tudo o que vier a acontecer ao homem entre o seu nascimento e morte: tudo o que em seu devido tempo se abriu, pela providência e que era secreto veio a ser revelado: dessa maneira sabemos para que nascemos, que nossos pais
no tempo e circunstâncias de nosso nascimento como relatado a nós, viemos a saber que acontece a nós, se em adverso ou próspero caminho; Deus tem executado o que foi determinado para nós, como Jó diz de si mesmo; mas então como ele observa: “muitas coisas como estas ainda tem consigo”, em Sua vontade secreta. Não sabemos o que sucederá conosco e embora saibamos que um dia iremos morrer, isso é revelado, mas quando e onde, de que maneira e circunstância, não sabemos, o que resta na secreta vontade de Deus. Algumas coisas que pertencem a secreta vontade de Deus vem a ser reveladas pelas profecias, assim foi feito saber a Abraão, que a sua semente de acordo com a secreta vontade de Deus, deveria ser em uma terra, não sua, quatrocentos anos e ser afligida e vir a se tornar uma grande nação; Deus não ocultou a Abraão o que Ele secretamente tinha em mente, em destruir Sodoma e Gomorra e de fato isso foi usual pelo Senhor para fazer nada mas do que a revelação para seus servos os profetas; particularmente todas as coisas relativas a Cristo, Sua encarnação, ofícios, obediência, sofrimentos, morte e a glória que deveria suceder, seria todo o significado anteriormente, para os profetas, pelo Espírito de Cristo neles.
A vontade de Deus, que Ele tem feito pelo homem, é revelada na lei, que é chamada “sua vontade” (Rm 2:18). Isto foi feito a saber a Adão, pela inscrição no seu coração, portanto, ele sabia o que era a obediência a Deus, para ser executada por ele, isto, ainda que fracamente obliterada pelo pecado, ainda aqui é alguma coisa restante nos gentios, que fez pela natureza as coisas contidas nela, que mostra a obra da lei escrita em seus corações: uma nova edição desta lei foi entregue para os Israelitas, escritas em tábuas de pedra, pelo dedo de Deus; em conformidade com o que eles a si mesmo procediam e tomar a possessão de Canaã e gozar os privilégios disto: e na regeneração a lei de Deus é posta no íntimo e escrita nos corações do povo de Deus; que sendo transformado pela renovação das mentes vem a saber qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2). Isto é em relação a obediência a ambos para Deus e o homem.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A HISTÓRIA DO HINO 354 DO CANTOR CRISTÃO"CADA MOMENTO"

Escrito por: Dan­i­el W. Whit­tle em 1893

(Música de: May Mood)
Enquanto eu estava à serviço da Feira Mundial em Chicago [Illinois], Henry Varley, um pregador leigo de Londres, disse ao Major Whittle: “Eu não gosto do hino ‘‘I need Thee ev­ery hour” [Necessitado, Cantor Cristão nº. 294], porque eu preciso dEle todos os momentos do dia. Logo depois Major Whittle escreveu este doce hino…[Ele] trouxe o hino a mim em manuscrito pouco depois, dizendo que me daria o direito autoral das palavras e da música se eu imprimisse para ele cento e cinqüenta cópias em papel de qualidade para distribuir entre os seus amigos. A sua filha, que mais tarde se tornou a esposa de Will R. Moody, compôs a música. Eu fiz como Sr. Whittle desejou; e enviei o hino a Inglaterra onde foi registrado no mesmo dia que foi em Washington.

Na Inglaterra o hino tornou-se muito popular. Caindo nas mãos do famoso reverendo Andrew Murray, da África do Sul, então visitando Londres, ele o adotou como seu hino favorito. Um ano depois o Sr. Murray visitou Northfield [Massachusetts], e enquanto mantinha um encontro para homens na igreja ele observou, “Se Sankey soubesse um hino que eu achei em Londres, e o cantasse, ele encontraria tudo o que envolve a minha crença.”

Eu estava mesmo ansioso para saber que hino era, e quando ele o recitou eu disse a ele: “Doutor, esse hino foi escrito a quinhentas jardas de donde nós estávamos.”

Durante anos Dr. Murray e a sua esposa cantaram este hino em todos seus cultos. Este hino tornou-se um grande favorito na África do Sul durante a guerra.

CC 354 Cada Momento


Sendo remido por Cristo na cruz,

Vivo gozando no reino da luz;

Cheio da graça que vem de Jesus,

Cada momento o Senhor me conduz.

Cada momento me guia o Senhor,

Cada momento dispensa favor,

Sua presença me outorga vigor,

Cada momento sou teu, ó Senhor!

Junto com Cristo na luta moral,

O erro combato, os pecados e o mal,

Ergo bem alto a bandeira real,

Cada momento mais firme e leal.

Salvo por Cristo da vil perdição,

Posso sentir que ele dá proteção;

Nunca os contritos o buscam em vão,

Cada momento concede perdão.

Nas minhas lutas me pode amparar,

E do maligno também me livrar;

Cada momento por onde eu andar,

Cristo, meu Mestre, me pode guardar.



Traduzido de Cyber Himnal

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

JOHN OWEN A PESSOA DE CRISTO: O FUNDAMENTO DE TODO O CONSELHO DE DEUS - FINAL



Desse modo todas as coisas foram originalmente feitas e criadas por Ele, como Ele é a essencial sabedoria de Deus – assim todas as coisas são renovadas e regeneradas por Ele, como Ele é a provisional sabedoria de Deus, pela Sua encarnação.
Portanto, todas essas coisas são ajuntadas e comparadas em Sua glória. Ele é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.
E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. (Cl 1:15-18)
Duas coisas, como o fundamento atribuídas ao Senhor Jesus Cristo na exposição desse raciocínio, são declaradas: verso 15, que Ele é “a imagem do Deus invisível” e que Ele é “o primogênito de toda a criação”; coisas que parecem muito distantes de si mesmas, mas gloriosamente são unidas e centradas em Sua pessoa.
Ele é a “imagem do Deus invisível,” ou como é expressado em outras passagens, Ele é “em forma de Deus” – Sua forma essencial, não há nenhuma outra forma na divina natureza – e “ o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa”.
Ele é chamado aqui de o “Deus invisível”, não absolutamente em relação a Sua essência, ainda que seja verdade – a divina essência sendo absolutamente invisível e de tal modo equivalente, se considerar como no Pai ou no Filho – mas Ele é chamado assim em relação aos Seus conselhos, Sua vontade, Seu amor e Sua graça. Por essa razão ninguém jamais o viu em qualquer época; mas seu único primogênito, que está no seio do Pai, declara dEle: João 1:18
Como Ele é assim essencialmente, a eterna imagem do Deus invisível, Sua sabedoria e poder – a eficiência da primeira criação e esta existência consistente, é descrita nEle: ‘Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis.”
E por causa do grande conceito e compreensão que de certo modo então havia no mundo – especialmente entre os judeus, de quem o apóstolo tinha consideração nesta epístola – da grandeza e glória da parte invisível da criação no céu, ele menciona-os em particular, sob a glória máxima que qualquer posição poderia ter, ou de então, descreve-a – “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.” – a mesma expressão é empregada por Deus em Rm 11:36 e Ap 4:11.
Acrescentando até agora outros trechos para este propósito, João1:1-3, Hb 1:1-3 e esses que não estão sob a eficácia das obsessões espirituais, não podem mas ficam perplexos ante a capacidade do descrente, de sua ignorância e cegueira das mentes e a astúcia de Satanás, nos que negam a divina natureza de Jesus Cristo.
Pelo que o apóstolo plenamente afirma, essas obras da criação demonstram o eterno poder e divindade dEle por quem eles foram criados; (Rm 1;19-20) e não somente por esta razão, mas é indiscutivelmente evidente à luz da natureza: esta criação sendo diretamente, expressamente, freqüentemente afirmada que todas as coisas, absolutamente e em suas divisões nos céus e terra com as coisas contidas respectivamente nelas foram feitas e criadas por Cristo – é a suprema rebelião contra a luz e ensinos de Deus, não acreditar em Sua divina existência e poder.
Novamente é acrescido que Ele é “o primogênito de toda a criação”; que principalmente relaciona a nova criação como é declarada (vers. 18) “E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.”
Para nEle estar todos os conselhos de Deus depositados para a recuperação de todas as coisas em si mesmo – quando encarnou.
E o cumprimento desses conselhos de Deus por Ele, o apóstolo declara extensivamente em diversos versículos.
E essas coisas são ambas unidas e integradas neste ponto. Como Deus Pai nada fez primeiro na criação mas através do Filho – como Sua eterna sabedoria (John 1:3, Hb 1:2, Pv 8) assim Ele não intencionou nada na nova criação, ou restauração de todas as coisas em Sua glória, mas nEle – como Ele havia sido encarnado.
Para que em Sua pessoa fossem depositados todos os fundamentos dos conselhos de Deus para a santificação e salvação da Igreja.
Nisso Ele é glorificado e em um modo extraordinariamente inexprimível toda a glória que há nEle da primeira criação, tinha todas as coisas permanentes em sua primitiva constituição.
SUA PESSOA, POR ESSA RAZÃO, É O FUNDAMENTO DA IGREJA – O GRANDE MISTÉRIO DA DIVINDADE, OU A CRENÇA QUE PROFESSAMOS – A GENUÍNA VIDA E ALMA DE TODA VERDADE ESPIRITUAL – EM QUE OS CONSELHOS DE SABEDORIA, GRAÇA E BONDADE, PARA A REDENÇÃO, VOCAÇÃO, SANTIFICAÇÃO E SALVAÇÃO DA IGREJA SEJAM TODOS POSTOS NELE E POR ELE TUDO VENHA A SER CUMPRIDO.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Parte 2 de JOHN OWEN: A PESSOA DE CRISTO O FUNDAMENTO DE TODO O CONSELHO DE DEUS

(Segunda parte da tradução do capítulo 4 do livro Christologia de John Owen)


1. Deus se deleita nos Seus eternos conselhos em Cristo – como são os Seus atos de infinita sabedoria, ela é a superior instância em que Ele exerce Sua própria vontade. Consequentemente no cumprimento desses conselhos, de Cristo é enfaticamente dito ser a “sabedoria de Deus” (I Co 1:24), Ele é o conselho de quem Sua sabedoria é completada. E nEle a sabedoria de Deus se faz conhecida: Efésios 3:10. Essa infinita sabedoria sendo de tal modo parte de Sua divina natureza, pelo que todas estas ações são dispostas e reguladas, satisfaz a Sua própria glória em toda a Sua divina excelência. Mesmo entre os homens – de quem a sabedoria comparada com a de Deus é loucura – não obstante é nada nesse particular, em que Ele tem uma verdadeira e racional complacência, adequada aos princípios de Sua natureza, mas em tais ações dessa sabedoria que Ele tem está a relação do próprio objetivo de Sua obra. Como muito mais fez Deus deleitar-se em Si mesmo na infinita perfeição de Sua própria sabedoria e eterna realização para a representação de toda a excelente glória de Sua natureza!
Tais são os Seus conselhos concernentes a salvação da Igreja por Jesus Cristo e por estarem todos nEle e com Ele, por essa razão se diz dEle (Cristo) ser o Seu deleite “antes que o mundo existisse.” Isto é o proposto como o objeto de nossa admiração (Rm 11:33-36).
2. Eles são os atos de infinita bondade, sobre o qual a divina natureza está infinitamente deleitada nEle. Como a sabedoria é o princípio que dirige todas as ações divinas, assim a bondade é o princípio da comunicação que é efetuado nEle. Ele é bom, e tudo faz bem – sim, Ele fez tudo bom porque Ele é bom e por nenhuma outra razão – não da necessidade da natureza, mas pela intervenção de um livre ato de Sua vontade. Sua bondade é absolutamente infinita, essencialmente perfeita em si mesma; o qual não poderia ser se não fosse dEle, naturalmente e necessariamente, agir e comunicar de si mesmo a qualquer criatura sem Deus por si. A divina natureza é eternamente satisfeita com esta bondade; mas este princípio que é a fonte imediata de toda a comunicação do bem é pelo livre ato da vontade de Deus. Assim, quando Moisés desejou ver a glória de Deus, Ele lhe disse: “Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti, e proclamarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer.” (Ex 33:19).
Todas as operações divinas– nas graciosas comunicações de Deus – são provenientes de Sua bondade, pela intervenção de um livre ato de Sua vontade. E o grande exercício e emanação da bondade divina, estão nesses santos conselhos de Deus para a salvação da Igreja por Jesus Cristo. Ao passo que em outros atos de Sua bondade Ele concede de Sua própria conta, nesse assunto Ele concede de Si mesmo, tomando nossa natureza sobre Si. E por esta razão, como Ele expressou o motivo da queda do homem, repreendendo-o por sua insensatez e ingratidão, “Eis que o homem é como um de nós” (Gn 3:22), podemos com toda a humildade agradecer, expressando o sentido de nossa restauração, “Eis que Deus é como um de nós”, como o apóstolo Paulo declara em Filipenses 2:6-8. Esta é a natureza da sincera bondade – mesmo em um grau mais baixo – acima de todos as outras formas de vida ou princípios da natureza, conceder um deleite e complacência a mente no seu próprio exercício e na comunicação de suas ações. Um homem regenerado deleita-se em fazer o bem, e tem abundante recompensa pelo que faz e no que faz. E é o que devemos entender em relação a eterna, absoluta, infinita, perfeita, bondade genuína, que de si atua no mais elevado exemplo que se pode dar! Desse modo são os conselhos de Deus concernentes ao Seu Filho e a salvação da Igreja por meio dEle. Nenhum coração pode entender, nenhuma língua pode expressar a menor porção desse inefável deleite do santo Deus, nesses conselhos, em que Ele agiu e expressou a máxima essência de Sua própria bondade. Deveria então um homem de mente liberal maquinar coisas liberais, porque ele está correto em sua inclinação?
Deve um homem regenerado encontrar um secreto refrigério e satisfação no exercício do que é baixo, fraco, imperfeito, impuro, porque sua velha natureza ainda está embutida com ele?
E não deve Ele, de quem a bondade é sua essência – de quem é constituído, e em quem é o princípio imediato da Sua comunicação– estar infinitamente deleitado na suprema ação sobre o qual a divina sabedoria se fizera mostrar?
O efeito desse eterno conselho de Deus na glória futura é reservado para aqueles que crêem; e nisso será a manifestação da glória de Deus a eles, quando Ele “for glorificado em seus santos” e eternamente “admirado por todos os que crêem”.
Mas o deleite e satisfação de Deus, era, e é, nos seus próprios conselhos, como Ele age Sua infinita sabedoria e bondade.
Consequentemente, o Senhor Jesus é o Seu “deleite continuamente antes da fundação do mundo,” – pois nEle estavam depositados todos esses conselhos e através dEle tudo seria cumprido.
A constituição de Sua pessoa era o único meio por onde a divina sabedoria e bondade poderiam atuar e comunicar de si a humanidade – em tais atos estão o eterno deleite e complacência da divindade.
3. Amor e Graça têm a mesma influência nos conselhos de Deus, como sabedoria e bondade. E a noção das Escrituras sobre isso fortalece a bondade nesta consideração – que o seu objeto são os pecadores e indignos. Deus universalmente comunicou de Sua bondade a todas as Suas criaturas, porém de modo especial em relação àqueles que crêem.
Mas como Seu amor e graça, como são peculiares a Sua eleita – a Igreja escolhida em Cristo antes da fundação do mundo – assim Ele considera primeiramente como um perdido, arruinado pela condição do pecado. “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Rm5:8. Deus é amor, diz o apóstolo. Sua natureza é essencialmente assim. E a melhor concepção da nova natureza agindo nos santos, é o amor; e todos os atos disso são seu total deleite. Este é como o âmago de todos os eternos conselhos de Deus, que rende a Sua complacência inefavelmente nEle. Por esta razão Ele tão maravilhosamente expressa Seu deleite e complacência agindo Seu amor em relação a Igreja: “O SENHOR teu Deus, o poderoso, está no meio de ti, ele salvará; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo.” (Sf 3:17). A razão do porque na salvação da Igreja Ele se regozija com júbilo e com alegria – a suprema expressão da divina complacência – é porque Ele repousou em Seu amor, e assim está satisfeito no exercício destes atos.
Mas devemos voltar a particular manifestação de como todos esses conselhos de Deus foram depositados na pessoa de Cristo – para qual fim as seguintes coisas podem ser distintamente consideradas.
Deus fez todas as coisas, no início, boas, extraordinariamente boas. A totalidade de Suas obras foi disposta em perfeita harmonia, beleza e ordem, condizente com a manifestação de Sua própria glória que Ele intentou nela. E como todas as coisas têm sua própria existência individual e funcionamento apropriado, a sua existência é suscetível de um fim, um repouso, ou uma bem-aventurança, conforme a sua natureza e funcionamento – assim, nas várias relações que Ele tem em Seu mútuo apoio, assistência e cooperação, Ele visa a um resultado final – Sua glória eterna. Para desse modo em Sua existência ser o efeito do poder infinito – de maneira que Seu mútuo respeito e fim esteja disposto em infinita sabedoria. Nisso está o eterno poder e sabedoria de Deus glorificado nEle; único em Sua realização, de outra maneira em Sua disposição em Sua ordem e harmonia. O homem é uma criatura feita por Deus, que por Ele poderia receber a glória que Ele almejava e por toda a criação inanimada – tanto as da terra, que era para seu uso, como as de cima, que eram para sua contemplação. Este era o objetivo de nossa natureza em seu estado original. A fim de que sejamos novamente restaurados em Cristo: Judas 18, Rm 1:20.
Deus permitiu a entrada do pecado tanto no céu quanto na terra, por meio do qual toda a ordem e harmonia foram perturbadas. Ainda há características do poder divino, sabedoria e bondade restando nas obras da criação e são inseparáveis de sua constituição. Mas a glória primitiva que redundava em Deus – especialmente como em todas as coisas na terra – provinha da obediência do homem, que era quem estava sob sujeição. Seu bom estado dependia de sua subordinação a Deus de um modo natural, como fez Deus um modo de obediência moral, Gn 1:26-28, Sl 8:6-8. O homem como foi dito, é uma criatura feita por Deus, que por ele Deus pode receber a glória que almeja e em toda a criação inanimada. Este era o objetivo de nossa natureza em seu estado original. Para o qual somos novamente restaurados em Cristo: Tiago 1:18. Mas a entrada do pecado lançou toda esta ordem em confusão, e levou todas as coisas para a queda. Com isto ele foi privado de seu estado original em que era declarado excelentemente bom e foi lançado fora como algo sem valor – sob a carga de quem estava sobrecarregado e assim tem sido todos os dias de sua vida: Gn 3:17-18, Rm 8:20-21.
A divina natureza de nenhum modo se surpreendeu com esse desastre. Deus tinha, desde a eternidade passada, se provido de conselhos para a regeneração de todas as coisas em um melhor e mais seguro estado do que esse que se perdeu pelo pecado. Isto é, a revificação, a restituição de todas as coisas, Atos 3:19-21, ou ajuntando todas as coisas nos céus e terra em uma nova pessoa, Cristo Jesus, Ef 1:10. Apesar de que, isto pode ser mais curiosidade do que edificação em uma escrupulosa inquirição aos métodos ou ordens dos eternos decretos de Deus e a disposição deles em uma subserviência recíproca; porém isto é necessariamente da sabedoria infinita, presciência e imutabilidade de Deus – que Ele não se surpreende com nada, que Ele não lança nenhum novo conselho, por quaisquer eventos nas obras da criação.
Todas as coisas foram dispostas por Ele nesses modos e métodos – e desde a eternidade – o qual a conduz e certamente resulta nessa glória que é enfim intencionada.
A fim de sermos cuidadosos em declarar os eternos decretos de Deus e a atual operação de Sua providência, por esta razão como a liberdade da vontade do homem, como a causa seguinte as suas ações morais, não seja assim infringida – portanto, convém sermos cuidadosos para se referir a tal liberdade injuriosa a vontade de qualquer criatura, como que Deus deva ser surpreendido, na imposição, ou mudar por qualquer de suas ações. Para “fazer conhecidas todas as suas obras desde a fundação do mundo,” e em quem não há “variação nem sombra de mudança .”
Aqui estão, portanto os eternos conselhos de Deus, em que Ele dispôs todas as coisas em uma nova ordem, em Sua própria glória, na santificação da Igreja. E duas coisas podemos considerar: (1) Sua origem; (2) O desejo de seu cumprimento.
(1). Seu surgimento ou origem foi da divina vontade e sabedoria somente, sem qualquer relação com causas externas. Nenhuma razão pode ser dada, nenhuma causa poder ser apontada, desses conselhos, mas a vontade de Deus somente. Conseqüentemente Ele é chamado ou descrito como “o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo,” (Ef. 1. 9;) “o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade;” verso 11. “Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” Rm. 11. 34–36.
A encarnação de Cristo e Sua mediação, não foram a causa desse eterno conselho de Deus, mas os efeitos dela, como as Escrituras constantemente declaram. Mas, o desígnio de seu cumprimento estava na pessoa do Filho somente. Como Ele é a essência da sabedoria de Deus, todas as coisas foram primeiro criadas por Ele. Mas vendo a ruína de tudo por causa do pecado, Deus viria por Ele — como ele foi pré-ordenado para encarnar — restaurou todas as coisas.
Todo o conselho de Deus neste objetivo está centrado nEle somente. Consequentemente de seu fundamento é corretamente dito ser depositado nEle , e é declarado assim pelo apóstolo: Ef 1:4.
Para o surgimento da santificação e salvação da Igreja na eleição, o decreto de quem abrangeria os conselhos de Deus relativos a Ele.
Portanto, Deus ter “elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade;” (2 Ts. 2. 13;) que é o único objetivo que Ele designou, o outro, o seu sentido e modo.
Mas isso Ele fez em Cristo; “ele nos escolheu antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”; que é “para a salvação, em santificação do Espírito.”
E nELE não estávamos verdadeiramente, nem pela fé, antes da fundação do mundo; ainda estávamos então escolhidos nEle, como o único fundamento da execução de todos os conselhos em relação a nossa santificação e salvação.

Em breve a terceira parte estará disponível.

domingo, 16 de novembro de 2008

JOHN OWEN: A PESSOA DE CRISTO O FUNDAMENTO DE TODO O CONSELHO DE DEUS

Estou cada vez mais avesso a artigos pessoais sobre cristianismo. Não que eu esteja me colocando em um patamar acima, muito pelo contrário. Não me considero sequer digno de escrever artigos e postar em sites ou em fóruns ou em boletins. O conteúdo de muitos desses artigos mesmo escritos por irmãos na fé são tão pobres de conteúdo e tão repetitivos em argumentações que dão até um desânimo ao ler. O que eu tenho a escrever de opiniões pessoais (e é muito pouco) prefiro reservar a este meu simplório blog. Portanto, a minha ênfase será nas traduções dos grandes teólogos e crentes do passado, quando o cristianismo ainda não havia enveredado pelos caminhos da apostasia. E um desses grandes teólogos em minha modesta opinião é John Owen.
Esta tradução por ser bem extensa, não será postada de todo. Haja vista que tempo é escasso nos dias atuais, considero mais adequado dividi-la em partes para a sua melhor compreensão.
Que Deus os abençoe e os edifique com esta tradução.


John Owen (1616-1683):

A PESSOA DE CRISTO: O FUNDAMENTO DE TODO O CONSELHO DE DEUS - Parte 1
The Person of Christ the Foundation of all the Counsels of God
(Tradução do capítulo 4 do livro Christologia)
A pessoa de Cristo é o fundamento de todos os conselhos de Deus, até mesmo de Sua própria glória eterna na vocação, santificação e salvação. Minha intenção é a mesma que o apóstolo Paulo expressou em Efésios 1:9-10: “Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra;”.
Os mistérios da Sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em Si mesmo – são os Seus conselhos relativos a Sua própria glória eterna, na santificação e salvação da Igreja aqui nessa terra, para ser unida com Ele nos céus. A absoluta originalidade disso está em Seu próprio beneplácito, ou a soberania agindo a partir de Sua sabedoria e vontade. Mas por ser tudo efetivado em Cristo – que o apóstolo repete duas vezes: ele deveria congregar todas as coisas em Cristo, em si mesmo – nEle somente.
Deste modo é dito dEle, com respeito a sua futura encarnação e obra de mediação, que o Senhor o possuiu no começo de seu caminho, antes de suas obras; que Ele foi estabelecido para a eternidade, desde o princípio, ou desde antes do começo da terra: Pv 8:21-23. A existência pessoal do Filho de Deus é admitida nessas expressões como eu tenho alhures provado. Sem isso, nenhuma dessas coisas pode ser afirmada sobre Ele. Mas aqui é considerada, ambas, sua futura encarnação e o cumprimento do conselho de Deus por meio delas. Em relação a essa parte “O SENHOR me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras”, Deus O possuiu eternamente com Sua sabedoria – como Ele era eterno, e é eterno, no seio do Pai, no mútuo e inefável amor do Pai pelo Filho, em eterno vínculo pelo Espírito Santo. Mas Ele evidentemente o possuiu “no princípio de seus caminhos” – como Sua sabedoria, agindo na produção de todo o caminho e obra que era publicamente dEle.
O “princípio dos caminhos de Deus”, antes de Suas obras, são Seus conselhos em relação à Ele (Cristo) –como nossos conselhos são os princípios de nossos caminhos, com respeito até as futuras obras. E Ele foi “ungido desde a eternidade”, como o fundamento de todos os conselhos de Sua vontade, e por meio de quem Ele executou e concluiu.
Assim é expresso nos versículos 30 e 31: “Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.” Assim é adicionado que desse modo estava antes da fundação do mundo, ou o mundo a ser formado – isto é, antes do mundo ser criado.
Não somente estava se alegrando perante o Pai, mas Seu deleite era no mundo habitável entre os filhos dos homens – antes da criação do mundo. O motivo, a eterna perspectiva da obra que Ele tinha para fazer para os filhos dos homens é intencionada aqui.
E com Ele, Deus estabeleceu o fundamento de todos os Seus conselhos em relação ao Seu amor pelos filhos dos homens. E duas coisas podem ser observadas aqui:
1. Que a pessoa do Filho “estava com Ele”, ou exaltada nesse lugar. “Eu estava com Ele”, disse Ele, “desde a eternidade”. Isto não pode ser falado absolutamente da pessoa do próprio Filho – a divina natureza sendo incapaz de ser assim estabelecida. Mas aqui estava uma peculiar glória e honra pertencendo a pessoa do Filho, como designada pelo Pai na execução de todo o conselho de Sua vontade. Conseqüentemente era essa Sua oração sobre a Sua obra: João 17:5, “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”
Supor que o Senhor Jesus orava, nessas palavras, para de tal modo ter uma real explanação das propriedades da natureza divina no homem como deveria submeter-se imensamente, oniscientemente e irrestritamente em qualquer espaço – é pensar que Ele orava para destruição e não para a exaltação. Para essa suposição deve ser necessário perder todas as Suas próprias propriedades essenciais e conseqüentemente a vida.
Ele não deu a impressão de orar somente para a manifestação de Sua natureza divina, que estava eclipsada em sua aparência na forma de um servo. Não necessitava expressar isto pela “glória que tinha com o Pai antes que o mundo existisse”. E isto não era outra mas aquela exaltação especial que Ele tinha com Deus-Pai quando disse “desde a eternidade”, como o fundamento dos conselhos de Deus, para a salvação da Igreja. Essa eternal operação que estava entre o Pai e o Filho com respeito a Sua encarnação e mediação – ou Sua incumbência em executar e completar o eterno conselho da sabedoria e graça do Pai – estava na glória especial que o Filho tinha consigo – a “glória que Ele tinha com o Pai antes da criação do mundo.” Para a manifestação aqui Ele agora orava para que a glória de Sua bondade, graça e amor – em Sua particular tarefa da execução do conselho de Deus – poder-se-ia tornar visível. E este é o principal propósito do Evangelho. Esta declaração, como a graça de Deus Pai, conforme o amor, graça, bondade e compaixão do Filho, na incumbência desde a eternidade de cumprir o conselho de Deus, na salvação da Igreja. E aqui expôs os pilares da terra, ou suportou sua criação inferior, o qual, de outra maneira, com seus habitantes, deveriam por causa de seus pecados serem dissolvidos. E esses de quem a eterna, divina pré-existência, na forma de Deus – antecedendo sua encarnação – fazem negação, o faz um mentiroso em despojar toda a Sua glória que Ele tinha com o Pai do mundo ser criado.
Assim temos nisso a totalidade de nosso desígnio. “...no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras” que é Seu conselho eterno em relação aos filhos dos homens, ou a santificação e salvação da Igreja – a possessão do Senhor, a alegria do Filho, como Sua sabedoria eterna – e com quem Ele estava e por quem Ele cumpriria, no que Seu deleite era com os filhos dos homens.

2. Havia inefável deleite entre o Pai e o Filho nesta Sua colocação ou exaltação. “Eu estava”, disse Ele, “cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;”. Isto não é absolutamente o mútuo, eterno deleite do Pai e do Filho – resultando da perfeição da mesma divina excelência em cada pessoa – que é intencionado. Mas claramente tinha consideração aos conselhos de Deus em relação a salvação do gênero humano por Ele que é Seu poder e sabedoria para este fim.
Este conselho de paz estava originalmente entre Jeová e seu Renovo (Zc 6:13) ou o Pai e o Filho – como Ele deveria encarnar. Por isso Ele era “conhecido, ainda antes da fundação do mundo”(I Pe 1:20), para ser um Salvador e libertador, por quem todos os conselhos de Deus foram executados; e pela Sua própria vontade e cooperação em deliberação com o Pai.
E dessa maneira um fundamento foi o depósito da salvação da Igreja nesses conselhos de Deus – como efetuado entre o Pai e o Filho – que é dito que “vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos;” (Tt 1:2). Apesar de que a primeira promessa formal foi dada depois da queda, ainda assim seria uma preparação da graça e vida eterna nesses conselhos de Deus, com Seu imutável propósito em nos comunicar que toda a fidelidade de Deus estava na pessoa de Cristo. “Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos;”
A vida eterna estava com o Pai – que em Seu conselho que está em Cristo e nEle posteriormente manifestou a nós: “Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada;”. E mostrar a firmeza deste propósito e conselho de Deus com a infalível conseqüência de Sua atual promessa e cumprimento eficaz, “graça” é dito “que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos;” (II Tm 1:9).
E esses conselhos são os deleites de Deus – ou a pessoa de Cristo, como Sua eterna sabedoria em Seu plano e como o significado de seu cumprimento em Sua futura encarnação. Consequentemente Ele assim testifica dEle: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios.” (Is 42:1) como Ele também proclama o mesmo deleite nEle, desde o céu, nos dias em que esteve aqui pela primeira vez:
E eis que uma voz dos céus dizia: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo." (Mt 3:17), "E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o."(Mt 17:5). Ele é o deleite de Deus, como em quem está todo o Seu conselho para Sua própria glória, na redenção e salvação da Igreja foi o instituidor e o fundador: “Tu és meu servo; és Israel, aquele por quem hei de ser glorificado.” (Is 49:3), que é, “para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” (versículo 6).
Não compreendemos corretamente os conselhos de Deus, quando refletimos nada mais além do que os seus efeitos e a glória que surgiu de seu cumprimento. Isto certamente é verdade, que tudo resultará em Sua glória e a demonstração disto deverá ser por toda a eternidade. A manifesta glória de Deus na eternidade consiste nos efeitos e cumprimento de Seus santos conselhos. O céu é o estado atual do cumprimento de todos os conselhos de Deus, na santificação e salvação da Igreja. Mas não é com Deus como é com o homem. Deixar os conselhos dos homens serem sábios deve necessariamente diminuir sua satisfação deles, por causa de suas conjecturas seus efeitos e eventos são completamente incertos. Mas todos os conselhos de Deus tendo seu completo cumprimento através de revoluções de modo desconcertante e insuperável em toda a criação conhecida, encerra nEle infalivelmente e imutavelmente a grande satisfação e deleite do divino ser nos Seus próprios conselhos.
Deus se deleita no atual cumprimento de Suas obras. Ele não fez este mundo, nem qualquer coisa nele, por seu próprio motivo. Muito menos fez Ele esta terra para ser um teatro para o homem agir sua concupiscência – o uso o qual é agora imputado e sob sofrimentos. Mas Ele “fez todas as coisas” (Pv 16:4, Ap 4:11), que é não somente por um ato de soberania, mas por Seu próprio deleite e satisfação. E um duplo testemunho Ele deu até agora em relação as obras da criação. Na aprovação que deu a tudo que viu: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom;” (Gn 1:31). Essa foi a impressão de Sua divina sabedoria, poder e bondade sobre tudo, como manifestou Sua glória; em que Ele estava profundamente satisfeito. Para imediatamente após isso todas as criaturas capazes de ter noção e compreender sua glória (Jó 38:6-7). Em que Ele descansou de Suas obras – mas um descanso da complacência e deleite do que Ele tinha feito – do que Deus fizera.
Mas o principal deleite e complacência de Deus estão em Seus eternos conselhos. Todo o Seu deleite está em Suas obras, nos efeitos dessas divinas propriedades de quem primitivamente e principalmente exercita a si próprio em Seus conselhos, de onde Ele emana. Especialmente é assim como nesses conselhos do Pai e do Filho, como para a redenção e salvação da Igreja, em que Ele se deleita, e mutuamente regozija reciprocamente na Sua importância. Eles são todos os eternos atos da sabedoria, bondade e amor eterno de Deus – um deleite e complacência em que não é pequena parte da divina bem-aventurança. Essas coisas são absolutamente inconcebíveis e inefáveis a nós; não podemos encontrar o todo-poderoso fora da perfeição. Porém, certamente é, das noções que temos da divindade e Sua excelência e da revelação que Ele faz de si mesmo, que há infinito deleite em Deus – no eterno ato de Sua sabedoria, bondade e amor – em que de acordo com nossa débil e opaca compreensão das coisas, podemos seguramente não ter uma pequena porção da divina bem-aventurança. Auto-existência do próprio imenso ser – por essa razão a auto-suficiência em Si mesmo em todas as coisas – e nessa auto-satisfação – é a principal noção que temos da divina bem-aventurança.
Aguardem a postagem da segunda parte...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Porque Sou Batista


Porque Sou Batista

Pastor Calvin Gardner



Texto: Ml. 3.1; Ef. 3.14-21
Introdução – Que fique esclarecido já no inicio deste estudo que não estamos tratando diretamente sobre a salvação nesse estudo. Igreja nenhuma salva, nem mantém qualquer salvo nessa condição. Também, não existe nenhuma igreja que tem exclusividade de ter todos os salvos no mundo como membro dela. Nenhuma denominação qualquer é dona da verdade ou tem a chave do céu ou do inferno. Cristo é A Verdade, portanto, Ele é o Dono da Verdade (Jo. 14.6). A chave do céu e o inferno pertence a Jesus (Ap. 1.18; 3.7).
Devo deixar claro também que nenhuma igreja é a coleção de todos os salvos no mundo. A Bíblia usa a palavra “igreja” para referir-se a uma reunião de pessoas que tem fins especificos. Por exemplo, em Atos 19.39, a palavra grega que é traduzida “igreja” (#1577, Strong’s) na sua maioria das vezes no Novo Testamento, é traduzida neste caso “assembléia” para referir-se à assembléia jurídica. Pessoas ajuntadas para tratar assuntos jurídicos biblicamente são uma ‘ecclesia’, congregação, reunião, ou igreja. A Bíblia não usa o termo ‘igreja’ para falar de todos os salvos na terra e no céu, mas de grupos dos salvos separados para obedecer as Escrituras. A Bíblia usa “família de Deus” (Ef. 3.15) ou “Reino de Deus” (Jo. 3.3-5) para falar da totalidade dos salvos. Quando há um grupo de pessoas reunidas conforme o padrão neotestamentário, ai é uma igreja. Quando há mais de um destes grupos de pessoas reunidas conforme o padrão neotestamentário, a Bíblia usa o termo “igrejas” (Gl. 1.2; Ap. 1.20). Portanto não há nenhuma “igreja” no mundo hoje que reúne todos os salvos.
Mesmo que nenhuma igreja salva, e nenhuma igreja tem exclusividade de ter os salvos na sua organização, pode perguntar qual importância há de ser membro de uma igreja qualquer? A mensagem correta da salvação só pode ser declarada corretamente pelos que a conhecem. Se a Bíblia não é manuseada de forma correta, uma igreja pode deturpar o Evangelho. Assim se vê a importância da igreja. Também, a obediência do salvo é importante a Deus (Jo. 4.24-25). Pela obediência correta do salvo Ele é glorificado. Portanto, se percebe a importância de uma igreja que ensina cabalmente a Verdade.
A Palavra “Batista” - O profeta Malaquias proferiu uma profecia dizendo que Deus enviará diante dele o Seu mensageiro, “que preparará o caminho diante de Mim” (Ml. 3.1; Is 40.3; Lc. 1.76). Quatrocentos anos depois se cumpriu essa profecia. Jesus, referindo-se a este homem, destacou-o como sendo “muito mais do que profeta” (Mt. 11.9). Jesus ainda diz deste: “que entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior”. Pela inspiração do Espírito Santo, Deus deu um nome distinguido a este homem chamando-o “João o Batista” (Mt. 11.11). Nada ruim ser chamado Batista se Deus assim o aprovou. A palavra grega aqui traduzida ‘Batista’ significa: aquele que batiza (#910, baptistes, Strong’s). O titulo “o Batista” era dado a João por ele imergir os que atenderam a sua mensagem de arrependimento dos pecados e criam pela fé no Senhor Jesus como Salvador (Mt. 3.1-8). Não é de primeira importância o seu batismo, mas arrependeu-se dos seus pecados e creu no Senhor Jesus Cristo. Por João batizar os salvos ele foi chamado “o Batista”. O nome de “Batista” então veio da prática deste destacado homem enviado por Deus (Jo. 1.6; Lc. 1.76-80).
Existe uma igreja hoje que recebeu o seu nome pela sua prática de batizar biblicamente os que vieram a ela desejando ser membro dela. Como João o Batista pediu que produzissem frutos dignos de arrependimento (Mt. 3.1-8; Lc. 3.8; veja também At. 26.20), essa igreja batiza somente os que comprovadamente são salvos. Como existem grupos que não se identificam com a doutrina e prática neotestamentária, os salvos que venham de tais igrejas necessitam receber o batismo neotestamentário para serem membros. Por causa dessa prática bíblica (At. 19.1-7) os inimigos dela deram o nome de Anabatistas, e depois foram chamados simplesmente por Batistas. Eu sou um destes, um Batista.
Infelizmente é evidente uma confusão hoje sobre o que é um Batista. Muitos pensam que os Batistas são Protestantes e saíram da igreja católica. Outros pensam por ter o nome Batista, os Batistas começaram no século XVI quando o nome Batista veio ser popular. Outros pensam que os Batistas são iguais às muitas igrejas que imergem os adeptos delas. São errôneas todas estas idéias que muitos têm sobre os Batistas. Para esclarecer estes erros trago esse estudo com as razoes bíblicas porque sou Batista. Eu creio que se você é salvo e deseja servir o Salvador Jesus Cristo corretamente, você também deve ser um Batista.
I. O Seu Começo é Bíblico
Aquela Igreja neotestamentária que veio a ser chamada “Batista” tem um começo bíblico pois começou com Jesus Cristo. Jesus interpretou a profecia de Malaquias que nos diz: “O meu mensageiro, que preparará o caminho diante de Mim” como sendo João o Batista. (Mt. 11.9-13; Ml. 3.1). João o Batista de fato veio antes de Jesus (Lc. 1.15-17, 36, 76). Ele não veio para começar uma obra mas para preparar o material para que Jesus começasse a Sua igreja (Jo. 1.29-34). João veio batizando discípulos (Mt. 3.1-8) e destes que João batizou, Jesus escolheu doze para O seguir durante Seu ministério antes da Sua crucificação (Lc. 6.12-13).
Segunda a profecia de Malaquias (Ml. 3.1) e de Isaías (Is 40.3), aquele que devia vir depois de João seria o Senhor Jesus. De forma alguma seria Pedro ou qualquer outro homem em qualquer época. A confissão de Pedro que Jesus é o Cristo o Filho do Deus vivo é o alicerce sobre qual Jesus edificou a Sua Igreja e não sobre a pessoa de Pedro (Mt. 16.13-19). Por isso Jesus chamou esta “ekklesia” (ajuntamento, reunião, congregação, igreja) a “minha Igreja”.
Aquela igreja conhecida hoje pelo nome “Batista” é Bíblica pois começou no lugar certo. A Igreja neotestamentária começou na Palestina. Foi somente nessa terra que Jesus ministrava. Foi tão impossível para a Igreja que Cristo instituiu a não ser na Palestina quanto foi impossível para Jesus não nascer, crescer e ministrar na Palestina. A igreja neotestamentária que foi organizada na Palestina é aquela Igreja que em tempo oportuno na história veio a ser conhecida pelo nome Batista. Muitas outras igrejas de tipos diferentes foram organizadas na Europa, na América do Norte, na América do Sul. Difícil seria para qualquer destas comprovar um histórico apoiada pela profecia do Velho Testamento, pelo cumprimento desta profecia no Novo Testamento, e pela história secular acerca do lugar do seu começo como têm os Batistas.
A Igreja Batista tem um começo Bíblico pois foi constituída no tempo certo. A Igreja neotestamentária começou durante o ministério publico de Jesus. Até o tempo da ascensão de Jesus essa Igreja tinha o seu começo, uma membresia, a suas duas ordenanças, um tesoureiro, o seu pastor, ela praticou a disciplina e tinha as suas doutrinas e comissão. Tudo isso antes do dia de Pentecostes. No dia de Pentecostes essa Igreja foi autenticada do céu publicamente. Os que foram salvos e batizados no dia de Pentecostes foram agregados aquela instituição já existente e que contava com no mínimo 120 membros (At. 1.15; 2.41). A Igreja Batista pode dizer que é neotestamentária pois foi instituída corretamente, ou seja, durante o ministério pessoal do Senhor Jesus Cristo.
O começo da Igreja Batista é Bíblico pois começou com a membresia correta, ou seja, com os que João o Batista batizou. Jesus, o fundador, e todos os primeiros membros desta igreja foram batizados por João o Batista. Em I Co. 12.28, Paulo nos ensina que Deus pôs na Igreja primeiramente os apóstolos. Para ser um apóstolo, era necessário, entre outras qualificações, conhecer o batismo de João (At. 1.21-22). Somente aquela igreja que tem Cristo como Fundador e foi instituída na Palestina durante o Seu ministério público pode ter a membresia inicial correta e assim ter o começo Bíblico.
Desde então a membresia deve ser somente de salvos. Somente pessoas convertidas com a salvação assegurada pela graça em Jesus Cristo devem ser membros. No Novo Testamento a mensagem é: o sangue antes da água. João o Batista pregou o arrependimento e a fé para ser salvo (Mt. 3.1-2). Os que ele batizou no rio Jordão foram os que confessaram os seus pecados (Mt. 3.6). A necessidade da fé antes do batismo é enfatizada por Marcos quando registra “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc. 16.16). No dia de Pentecostes quem devia ser batizado em nome de Jesus Cristo foi os que arrependeram-se dos seus pecados. Só estes poderiam ser batizados “para”, ou, ‘em referencia ao’ perdão dos pecados (At. 2.37-38). Enfatizando essa instrução de Pedro foi a prática que logo seguia, ou seja, os que de bom grado receberam a Palavra foram batizados (At. 2.41). O diácono Felipe instruiu o Eunuco que nada lhe impedia que fosse batizado se de antemão de todo coração cresse. Depois da sua confissão de fé, Felipe o batizou (At. 8.35-39).
Para ser Bíblica não pode ser como a Igreja Católica ou as igrejas da Reforma (Presbiteriana, Luterana, Anglicana). Essas permitem ter entre os seus membros os que não se arrependeram ou confessaram uma fé pessoal em Cristo. Também permitem outros abusos de doutrina tais como o batismo infantil, o batismo pela aspersão, a transubstanciação, e a consubstanciação. Por isso sou Batista. Também sou Batista por que:
II. A Sua Mensagem é O Evangelho Eterno
A Igreja neotestamentária tem o evangelho correto. O evangelho é a mensagem de Jesus Cristo. Essa mensagem inclui a Sua primeira vinda segundo a profecia, a Sua vida imaculada conforme as Escrituras, a Sua morte em substituição para todos aqueles que se arrependem e crêem nEle. Também inclui o Seu sepultamento por três dias, a Sua ressurreição no terceiro dia e a Sua ascensão à destra do Pai conforme as Escrituras (I Co. 15.1-8). A promessa da Sua segunda vinda segue logo nessa mensagem. Este evangelho começou a ser aberto e publicamente ministrado pelo ministério de João o Batista (Mc. 1.1-8; Mt. 11.13; Lc. 16.16). Mesmo que o Velho Testamento, na Lei e na Profecia, por simbologia, figuras e tipos pregou o Evangelho eterno, tudo qual foi cumprido em Jesus Cristo, temos no Novo Testamento o próprio Cristo presente. Este Evangelho não foi apenas pregado por João mas também por Jesus (Mc. 1.14-15) e pelos Apóstolos (At. 8.25; 20.21). Jesus também enfatizou que este mesmo evangelho do reino “será pregado em todo mundo, em testemunho a todas as nações” (Mt. 24.14). Quer dizer, aquilo estabelecido por João no principio do Evangelho não terá mudança. Não há um evangelho diferente para os Judeus antes do dia de Pentecostes e para os Gentios que seriam salvos depois deste evento (At. 15.9; Rm. 1.16). Se você necessita descanso para a sua alma, arrependa-se dos seus pecados e creia já em Jesus Cristo.
Cristo consumou a obra da salvação na cruz e o Seu Pai ressuscitando-O deu certeza a todos que Ele aceitou a obra consumada do Seu Filho (At. 17.30-31). Na Bíblia, a observação de uma ordenança eclesiástica nunca é posta entre a fé em Cristo e a salvação. Foi Cristo quem morreu e quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à destra de Deus onde intercede pelos Seus. Não existe uma condição de observar uma ordenança da igreja para ser salvo (Rm. 8.34). Quem confia neste evangelho de Jesus Cristo tem a vida eterna agora (Jo. 3.36; 5.24) e para sempre (Jo. 10.27-28). Este foi o Evangelho que o próprio Filho de Deus pregou aqui na terra (Mt. 4.17, 23). Quando Cristo foi para o céu Ele legou este mesmo Evangelho aos Seus discípulos pregar.
O que é necessário para ser salvo é o arrependimento dos pecados e a fé em Cristo Jesus (At. 16.30-31). Já está em Cristo? O batismo declara publicamente o que já aconteceu literal e espiritualmente no coração. Não há batismo que sela, confirma, completa, apóia, ou de outra forma ajuda aquela obra que Jesus veio a fazer, ou seja, buscar e salvar aquilo que se havia perdido (Lc. 19.10). Se o batismo segurasse, completasse ou de outra forma auxiliasse a salvação, tanto os do Velho Testamento quanto ao malfeitor salvo na cruz faltariam algo para serem salvos perfeitamente. Isso por que não foram batizados com o batismo neotestamentário. Enfatizando que o batismo não segura, completa, ou de outra forma auxilia a salvação, temos a Palavra de Jesus prometendo ao malfeitor salvo na cruz mas sem o batismo: “Hoje estarás comigo no Paraíso”. Todos do Velho Testamento que também creram em Cristo são salvos eternamente sem o batismo pois Jesus, “Com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados”. Todos em Cristo têm a promessa que Deus jamais se lembrará de seus pecados e de suas iniqüidades. Se Cristo não basta não há mais oblação para o pecado (Hb. 10.10-18; Gl. 3.3). O batismo não ajuda ninguém a entrar na fé como também não segura os que já estão na fé. Não é neotestamentária a doutrina pentecostal que ensina que por um tipo de batismo o Cristão melhora a sua salvação. A Bíblia ensina que o pecador injusto é trazido ao Justo somente pelo padecimento de Cristo, algo que o batismo apenas figura (I Pe. 3.18-22).
Enquanto as igrejas Protestantes misturam o Evangelho com as ordenanças, e muitas das igrejas Pentecostais misturam a manutenção da salvação com a obediência pessoal, os Batistas se limitam ao Evangelho eterno como tudo necessário para o pecador ser salvo eternamente. Por ser a sua mensagem o Evangelho Eterno, eu sou Batista.
Também sou Batista por que:
III. A Sua Missão é Única
Quando Jesus deu as chaves àquela instituição que Ele iniciou na Palestina durante o Seu ministério público, Ele deu a ela a distinção de ser a instituição pela qual Deus trabalha na terra (Mt. 16.19; Ef. 3.21). Cristo autorizou e comissionou um grupo de pessoas somente a evangelizar o mundo todo, a fazer discípulos em todas as nações, a batizar estes discípulos e a ensinar estes salvos tudo que Jesus mandou.
Se Jesus comissionou aquele grupo que tem o começo Bíblico, outro grupo qualquer não tem a mesma comissão. Se Jesus comissionou este primeiro grupo de pessoas ajuntadas conforme a Sua vontade, e não há evidência de Ele incluir outros, somente este grupo com as características deste primeiro grupo de pessoas que Jesus ajuntou tem a comissão.
O Espírito Santo por Mateus relata que este grupo recebeu a ordem de ir, fazer discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que Ele mesmo os mandou (Mt. 28.18-20, v. 18, “e falou-lhes”).
O Espírito Santo por Marcos relata que exclusivamente este tipo de igreja em particular foi mandado a ir por todo o mundo, pregando o evangelho a toda criatura (Mc. 16.15, “disse-lhes”).
O Espírito Santo por Lucas relata que somente este tipo de congregação deve pregar em Seu nome a remissão dos pecados, em todas as nações, começando em Jerusalém (Lc. 24.46-47, v. 46 “E disse-lhes”).
O Espírito Santo pelo apóstolo João descreve como o Pai enviou a Jesus para fazer uma obra específica, Jesus também enviou este tipo de igreja em particular (Jo. 20.21, “Disse-lhes, pois, Jesus”).
O Espírito Santo destaca que esse tipo de ajuntamento tinha o seu início antes do dia de Pentecostes, mas no dia de Pentecostes receberia a virtude do Espírito Santo. Este tipo de ajuntamento seriam as testemunhas dEle tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra (At. 1.4-8, v. 7, “E disse-lhes”).
Dou graças a Deus que existem pessoas salvas em outros ajuntamentos não neotestamentários, pois a Palavra de Deus é o poder de Deus para a salvação e não o ajuntamento. Damos graças a Deus que a Palavra de Deus é a semente incorruptível pela qual Seu povo nasce de novo (Rm. 1.16; I Pe. 1.23-25).
Porém, por Cristo entregar a esse tipo de ajuntamento bíblico essa comissão, somente esse tipo de ajuntamento neotestamentário tem a Sua autoridade de pregar, batizar e ensinar a Sua palavra. A autoridade de administrar as ordenanças é com este tipo de igreja neotestamentária somente.
Conclusão – Mesmo que nenhuma igreja tenha o poder de salvar ou mantém alguém nessa condição, e mesmo que nenhuma igreja tem exclusividade de ser a única que tem os salvos como membros, existe um tipo de igreja que é bíblica e verdadeira. Essa igreja verdadeira é neotestamentária. Essa igreja verdadeira tem Jesus Cristo como Fundador; foi instituída na Palestina durante o ministério público de Cristo e foi constituída no seu princípio por pessoas batizadas por João o Batista. Essa igreja prega o Evangelho eterno como suficiente para a salvação eterna e somente ela tem a autoridade de administrar as ordenanças dadas a igreja, ou seja, batizar e administrar a Ceia do Senhor. Essa igreja geralmente é chamada “Batista”.
Desde que é pela igreja correta que Deus recebe glória por Jesus Cristo (Ef. 3.21) eu sou Batista. Desde que os membros dessa igreja são levados a serem batizados e organizados juntos pela operação do Espírito Santo eu sou Batista (Ef. 1.23; I Co. 12.13). Desde que a salvação não está na igreja mas a obediência bíblica é, eu sou Batista. Creio que você deve ser batista também pelas mesmas razões.
Os que querem servir o seu Salvador com obediência neotestamentária fazem tal obediência melhor numa Igreja com os traços históricos dos Batistas.


Bibliografia:
Biblia Sagrada, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, São Paulo, 1995.
PENDLETON, J. M., Why I am a Baptist, Stacy Printing Company, Buffalo, 1989.
STRONG, JAMES LL.D., S.T.D. Abindgon’s Strong’s Exhaustive Concordance of the Bible. Nashville, Abingdon, 1980
TAYLOR, H. Boyce, Why Be a Baptist? Ashland Avenue Baptist Church, Lexington, 1932.

Pastor Calvin G Gardner – http://www.PalavraPrudente.com.br – pmailto:–pastorcalvin@palavraprudente.com.br

domingo, 9 de novembro de 2008

EMBRIAGADO NO ESPÍRITO?


DRUNK IN THE SPIRIT?
Embriagado no Espírito?
Por David Cloud

July 13, 1997 (David W. Cloud, Fundamental Baptist Information Service, P.O. Box 610368, Port Huron, MI 48061-0368, fbns@wayoflife.org)

O alegado reavivamento que está ocorrendo em vários círculos carismáticos/pentecostais atualmente é caracterizado por estranhos fenômenos não bíblicos tais como risos incontroláveis, cair no espírito, gritos, movimentos descontrolados e EMBRIAGUEZ ESPIRITUAL. Um dos pais desse movimento, Rodney Howard-Browne, chama a si mesmo de o “garçom do Espírito Santo”.

Um dos atuais centros desse “reavivamento” é a Assembléia de Deus em Pensacola, Flórida. John Kilpatrick é o seu pastor. Falando em um encontro do distrito das Assembléias de Deus da Península da Flórida em novembro de 1996, Kilpatrick declarou que estava tão “embriagado no espírito” que corria em seu carro para se encontrar com o seu pastor da mocidade e que acabou se chocando com muitas latas de lixo que estavam no meio fio da estrada. “Ele disse que sua esposa estava tão embriagada que ela não podia nem cozinhar. Ele estava tão profundamente embriagado em seu estupor que teve que ser levado do serviço em uma cadeira de rodas.” (The Inkhorn, January 1997). Kilpatrick afirma que sente como se tivesse 10.000 libras sobre si quando a “glória de Deus” vem a ele. Declarou ainda que: “minha nora teve que despir minha esposa e meu filho despiu a mim e nos puseram na cama. Nós não nos mexemos durante toda a noite. Era como se nós nem mesmo tivéssemos ido ao banheiro.” (The Plumbline, April-May 1997).

Amigos, isso não é o Espírito Santo, isso é o espírito do engano.

Os chamados "embriagados no espírito" não são encontrados em nenhuma parte das Escrituras. Esses que promovem o reavivamento do riso abusam de forma grosseira do capítulo 2 de Atos intencionando provar que os Apóstolos estavam embriagados no Espírito no dia de Pentecostes. Isto é um absurdo. Os que disseram que os discípulos estavam “cheios de mosto” eram zombadores que estavam tentando ridicularizar o milagre de línguas que estava acontecendo (Atos 2:13). Esses não disseram que os discípulos estavam embriagados porque eles estavam cambaleantes, caindo ao chão e falando desarticuladamente, mas sim por causa dos muitos idiomas que estavam sendo usados para pregar o Evangelho nesse dia por causa que eles procuravam difamar os apóstolos. Em sua resposta a esses caluniadores, PEDRO DISSE CLARAMENTE QUE ELES NÃO ESTAVAM EMBRIAGADOS (Atos 2:15). Em Efésios 5:18 Paulo CONTRASTA embriaguez com o ser cheio do Espírito. O bêbado não se controla mas está sob o poder de uma substância estranha. Em contraste, o cristão que é cheio do Espírito totalmente controla a si sob a direção do Espírito Santo. Absolutamente não há nenhum caso no Novo Testamento do Senhor Jesus Cristo ou dos Apóstolos ou dos cristãos primitivos cambaleando e caindo em um estupor de embriaguez, incapaz totalmente de obedecer as suas obrigações necessárias, como esses do reavivamento do riso estão experimentando.
O CRISTÃO É ORDENADO A SER SÓBRIO EM TODO O TEMPO (1 Ts. 5:6,8; 1 Tim. 3:2,11; Tt 1:8; 2:2,4,6; 1 Pe. 1:13; 4:7; 5:8).
Se por outra razão eu rejeitaria esse reavivamento só por essa base: "Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;” (I Pe 5:8)

David Cloud

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

CAIO FÁBIO ACREDITA QUE UM MAÇON POSSA IR PARA O CÉU


“COM RELAÇÃO À MAÇONARIA, EU DIGO, SEM MEDO:SE ATÉ EVANGÉLICOS PODEM IR PARA O CÉU, E SE ATÉ MUITOS DOS MAIS ENGANADOS PREGADORES DA TERRA PODEM IR PARA O CÉU, POR QUE, ENTÃO, UM MAÇOM NÃO PODE?” (Caio Fábio)

Aproveitando o ensejo da campanha de Billy Graham no Brasil (nos dias 6,7 e 8 de novembro) , me vem a mente a figura de Caio Fábio.
Existe na internet uma troca de e-mails pública sobre o assunto envolvendo Billy Graham e a maçonaria, tendo como pano de fundo um artigo do site espada. http://www.espada.eti.br/n1355.asp
O conteúdo dos mesmos ainda se encontra disponível a quem quiser conferir em: http://www.mail-archive.com/debate_biblico@yahoogrupos.com.br/msg08096.html

Caio Fábio, ou “Caído” Fábio, como alguns o chamam, ao que parece além de quebrar a cara na sua queda, teve também afetado o seu cérebro.
Na desastrada tentativa de refutação do artigo que expõe a verdade sobre Billy Graham, Caio Fábio acaba fazendo com que suas palavras se tornem sua principal acusação.

Caio Fábio é uma figura insólita. Ao mesmo tempo em que esbraveja o surradíssimo discurso do “não julgueis” contra seus desafetos, ele parece esquecer, e acreditar que todos esqueceram de seu passado. Mas ao contrário do que a maioria pensa, nem todos se esquecem.

Creio que na sua queda uma das áreas atingidas de seu cérebro foi a da memória. Haja vista tamanha volúpia em sua defesa de Graham, só posso concluir que ele não se lembra de seu passado, de seu adultério, de seus ensinos mirabolantes.

Não vou colocar aqui todo o “discurso” de Caio Fábio. Suas sandices são tão bizarras que coloca-las na íntegra seria um atentado ao bom senso.
Vou me limitar a citar alguns trechos do outrora “papa dos evangélicos”, para que todos saibam o quão baixo alguém pode chegar depois de apostatar da fé e ainda se intitular “pastor”.

Caio Fábio chama o autor do artigo do site espada de “Pitbull doutrinário”, “fundamentalistazinho invejoso e perverso” e “fundamentalista binladeneano”.
Ora, para quem no mesmo artigo condena o julgar, isso é no mínimo uma grande incoerência, uma falta total de caráter até. Fazer ataques nesse nível tão baixo só comprova o testemunho das Escrituras acerca de falsos mestres como ele:
“Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (II Tm 3:5)

Caio Fábio também envereda pelo triste caminho da exaltação dos homens. Para isso faz até uma propaganda de um Billy Graham correto e obediente a Deus:
“O reverendo Billy Graham passou a vida pregando a Cruz e o Sangue e a justificação pela fé”
Seria interessante perguntar a Caio Fábio se ele sabe contar. Se Billy Graham “passou a vida” pregando a cruz e o sangue e a justificação pela fé, os fatos dizem outra coisa completamente diferente.
A contínua apostasia de Graham comprova que ele não passou toda a vida pregando a verdade. Ou seja, faz muitos anos que Graham deixou de pregar a “cruz e o Sangue e a justificação pela fé”. Talvez Caio Fábio tenha sido afetado também na área do cérebro responsável pelos cálculos.

“COM RELAÇÃO À MAÇONARIA, EU DIGO, SEM MEDO:SE ATÉ EVANGÉLICOS PODEM IR PARA O CÉU, E SE ATÉ MUITOS DOS MAIS ENGANADOS PREGADORES DA TERRA PODEM IR PARA O CÉU, POR QUE, ENTÃO, UM MAÇOM NÃO PODE?”

A frase acima é a síntese da pessoa de Caio Fábio. A palavra que cai como uma luva nessa situação é confusão.
Confusão em relação a exclusividade dos cristãos serem os “eleitos segundo a presciência de Deus Pai” (I Pe 1:2).
Logo, é impossível que um hindu, um budista, um católico, um mórmom, um TJ vá para o céu. Somente os que estão em Cristo,os cristãos é que irão.
Se Caio Fábio está dizendo que “até evangélicos” vão para o céu, logo, quem mais irá?

Um maçon não pode ir para o céu?
Aqui a confusão é ainda maior.
Se Caio Fábio quis dizer que disse, fica claro que ele é adepto do universalismo, ou seja, todos vão para o céu.
A Bíblia, por outro lado, é clara: os que estão na carne não podem agradar a Deus. (Rm 8:8)
Ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6:24).
“...qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade.” (II Tm 2:19).

É impossível que um maçon vá para o céu por esses e milhares de outros versículos que de forma conclusiva põem por terra as insanidades de Caio Fábio.
A maçonaria é satânica. Há abundantes estudos e artigos na internet que comprovam isso. Falar mais sobre isso é “chover no molhado”.
A menos que o maçon, se for Graham, ou qualquer outro, venham ao arrependimento genuíno e ao novo nascimento, nenhum irá para o céu.

Ainda fica registrado por mim o meu pesar em relação as pessoas que vão a falsos mestres como ele. Comprovam a sua incapacidade de discernir e total ingenuidade.

“COM RELAÇÃO À MAÇONARIA, EU DIGO, SEM MEDO:SE ATÉ EVANGÉLICOS PODEM IR PARA O CÉU, E SE ATÉ MUITOS DOS MAIS ENGANADOS PREGADORES DA TERRA PODEM IR PARA O CÉU, POR QUE, ENTÃO, UM MAÇOM NÃO PODE?”

domingo, 2 de novembro de 2008

BENNY HINN: UM CATÓLICO MÍSTICO

Este artigo foi por mim traduzido do site Jesus is Savior, é de autoria de Joseph Chambers da Paw Creek Ministries. Título original: Benny Hinn - Catholic Mystic

O mundo de Benny Hinn é um estranho e confuso mundo. Ele se ajusta perfeitamente na categoria de um sacerdote católico carismático distribuindo obediência e superstição mística.
O ministro da “Personal Freedom Outreach” descreve Benny Hinn em três horas de vídeo apresentando-o como um “santo dos santos” dos tempos atuais, um “ponto de contato” para o poder da unção de Deus, tanto como um padre católico era apresentado assim durante a era das trevas.” (The Confusing World of Benny Hinn, Fisher and Goedelman, p. 79). Ele também sugere que ele está se tornando um tipo de “papa carismático”.
Há uma série de graves problemas do mundo de Benny Hinn, mas nada é mais perigoso do que seu estilo e teologia católicas. Katrhyn Kuhlman foi claramente a primeira carismática a unir idéias católicas com o suporte de práticas pentecostais. Benny Hinn considera a si mesmo um benfeitor e seguidor do misticismo de Kuhlman. Oral Roberts disse nas três horas do vídeo de Hinn: “Eu via Katrhyn Kuhlman como incomparável, implicando que Hinn é tão grande quanto ela.” Roberts então falou de si mesmo como tendo o poder de Deus: “...na sua mão direita. De Hinn: sua unção “enche o lugar... com um nível mais elevado que ele tem obtido.”

Benny Hinn e a confusão católica
Não há organização na face da Terra mais demoníaca do que a ICAR com sua religião de mistérios de ensinos pagãos e doutrinas de demônios. Porém, Hinn orgulhosamente declara:
“Minha formação, é claro, era católica, pois freqüentava uma escola católica em Haifa,Israel. E assim, minha mentalidade basicamente é uma mentalidade católica. Quando eu nasci de novo, eu era católico em meu proceder. Eu era muito católico em minhas idéias, em minha obediência.” (Christianity Today, Sept. 3, 1991.)

De fato, o misticismo tem acompanhado seu ministério e de acordo com as suas obras, tem feito assim desde a primeira vez em que ele pregou publicamente, no mesmo estilo de um místico medieval.
Benny Hinn disse pessoalmente a dois repórteres do Toronto Globe and Mail em um artigo datado de 25 de dezembro de 1976 sobre seu primeiro pronunciamento público. Isto ocorreu supostamente em 7 de dezembro de 1974, na Trinity Pentecostal Church em Oshawa.
Suas palavras foram:
“Eu levantei minhas mãos para orar e as 100 pessoas que estavam presentes caíram ao chão. Foi quando me dei de conta de meu tremendo poder.”
Esse tipo de fenômeno acontece frequentemente em religiões místicas, cerimônias ocultistas e com gurus orientais, mas são totalmente ausentes nas Escrituras. As únicas vezes na Bíblia em que pessoas caem ao chão era quando Deus se manifestava ou um anjo aparecia a alguém pessoalmente.
Considerar uma pessoa tendo poder para derrubar outras no chão tem que se levar em consideração o fundamento e a ordem bíblica. Por que Deus daria poder a um homem ou mulher para isso? Se ele está a manifestar tal demonstração de Sua presença em Seus profetas ou profetizas, Ele vai fazer algo significativo, não uma bobagem. É algo perturbador pensar que minha alma seja usada por Deus para atingir pessoas aos milhares e então curar alguns punhados. O Deus das Santas Escrituras não faz coisas tolas e sem sentido. Este é o estilo do diabo, não do Pai dos céus.

Benny Hinn e a missa
A missa como uma celebração católica é um evento blasfemo. Ela propõe a constante morte do Senhor Jesus, como uma prática fetichista que o reduz a um Deus-refeição a ser comido em um ritual canibalesco. A idéia toda é subumana e representa uma religião que desce para superstição sanguinolenta. Não é de admirar que as doutrinas de Maria sejam necessárias para ajudar a constante morte do Redentor como sua co-redentora. Se o corpo e o sangue de Jesus devem ser oferecidos como uma morte constante, então Sua ressurreição é reduzida ao abandono e a ascensão de Maria torna-se a ponte para o seu futuro incerto. Mesmo o purgatório é necessário por causa do fraco Messias que ainda está sendo batizado em Sua morte diária. Esta é uma confusa e não bíblica imagem dEle.
Aparentemente, Benny Hinn ama essa confusão. Deixe-me citar um fato que foi recentemente mostrado no programa de TV de Paul Crouch (TBN):
“Em rede nacional de televisão, Hinn recentemente tomou parte numa experiência que deve levantar uma bandeira vermelha nas mentes de todos os cristãos. Enquanto descrevia uma comunhão católica em Amarillo no qual ele tomou parte, ele declarou que repentinamente se sentiu entorpecido, então sentiu alguém caminhar em direção a ele. A sensação tornou-se tão real que ele então a alcançou e tocou num manto que tinha “uma textura sedosa, uma beleza terna para um manto. ... A próxima coisa que eu tinha sentido era verdadeiramente a forma de um corpo, a forma de um corpo. E meu corpo... estava totalmente dormente... e Deus realmente tinha me dado uma revelação naquela noite, que então participamos da comunhão, isto não é somente comunhão. Estávamos compartilhando o próprio Jesus. Ele não disse, “tome, coma, isto representa o meu corpo.” Ele disse: “Isto é o meu corpo, partido por você ...” Quando você participa da comunhão você está compartilhando Cristo e sarando seu corpo. Quando você compartilha Jesus como você pode ficar fraco?...doente? ... E assim, naquela noite, compartilhamos da comunhão não compartilhamos um pão. Compartilhamos o que Ele disse que deveríamos compartilhar: “Este é o meu corpo”. (The Confusing World Of Benny Hinn, G. Richard Fisher and M. Kurt Goedelman, pp. 132-133, quoting Praise The Lord Show, Trinity Broadcasting network, December 27, 1994.)

Benny Hinn é claramente um católico místico invadindo igrejas carismáticas e evangélicas com doutrinas de demônios. A obra da cruz foi completamente finalizada. A fé verdadeira dos crentes da Bíblia não faz e não admite experiências religiosas místicas.
“..o justo viverá da fé.” (Gl 3:11). O apóstolo Paulo escreveu aos gálatas desse perigo. Ele chamou isso de “fascínio”, engano promovido pelo espírito de encantamento, quando tentamos adicionar nossa fé com o cerimonialismo carnal e o ritualismo.
"Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi evidenciado, crucificado, entre vós? Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão."

Benny Hinn é um católico místico
A fé em nosso Senhor Jesus Cristo está sendo severamente testada nessas horas finais. Pessoas tem tido coceiras nos ouvidos e desejado ouvir mensagens suaves. É incrível o desejo por experiências esotéricas e por personalidades religiosas. Mais e mais pessoas não estão ficando satisfeitas com uma simples igreja que esteja centrada na Bíblia onde eles aprendem a verdade e se alimentam da Palavra de Deus. Ninguém é mais culpado por este estado de coisas do que os ministros. As igrejas verdadeiras não podem sobreviver sem a liderança do Espírito Santo. Alguns pensam que a igreja precisa de um reavivamento. Nessa atmosfera, um místico como Benny Hinn os pode suprir com uma falsa religião superior e apelar para o desejo do homem para que Deus possa ser conhecido. Hinn fala repetidas vezes de suas revelações que está obtendo de seu “deus”. Enquanto sua teologia está sempre mudando, suas falsas revelações são constantes. A maior parte das pessoas nem mesmo ouvem a implicação das suas doutrinas contanto que se sintam afetadas pelo impacto da experiência e derramem suas lágrimas.
O misticismo de Benny Hinn somente pode ser descrito como demoníaco. Sua habilidade em atacar aqueles que o expõem é tão rápida quanto suas revelações recebidas de Deus o que acaba confundindo a todos, para dizer o mínimo.
Ele tem confessado suas falsas doutrinas e prometido limpar sua teologia várias vezes, mas continua na mesma situação. Seus seguidores lidam com esses desvios do mesmo modo que os antigos babilônios lidavam com seu cruel deus que tinha que ser satisfeito pelos seus constantes sacrifícios e adoração. Seu poder sobre as multidões que vão a sua igreja, em suas grandes cruzadas e que o assistem pela televisão é assustador. Isto dá uma idéia de como será o controle do anticristo sobre as massas.
Parece que sua insanidade mística misturada com sua proclamada divindade tem o elevado a um nível de um mini-deus. Ele não pode ser descrito por qualquer termo mais adequado do que um religioso místico. Ele habilmente mistura sua herança oriental, seu pano de fundo católico e sua personalidade carismática com sua doutrina da prosperidade o apresentando como um intrigante showman de sucesso. Ele é claramente cativante para as massas.

As declarações de Benny Hinn: ele mente conscientemente?
Em um recente artigo publicado pelo reverendo Larry Thomas (The Inkhorn) há esse trecho:
“... o tele evangelista de cura pela fé tem bem documentada sua reputação por invenções, mascaramento, verdades torcidas, exageros e declarações errôneas. Acompanhando suas histórias normalmente elas conduzem a uma série de exageros que de nenhuma maneira podem estar na luz da verdade. Hinn falseou tudo de suas três histórias de conversões para a carreira política de seu pai, sua gagueira na juventude e um acidente de avião no qual ele disse que escapara sem um arranhão. (The Inkhom, August 1995, p. 13).

Benny Hinn aparentemente tem sérios problemas com sua credibilidade. Em seu livro “Bem Vindo Espírito Santo”, ele conta uma história de que foi convidado por um hospital católico enquanto pregava um reavivamento em Ontário, Canadá. Ele foi convidado para esta cruzada pelo pastor Ted Spring da Elim Pentecostal Tabernacle. Hinn declarou em seu livro:

“Eu recebi um convite especial da mãe do reverendo para ir a um hospital católico daquela área. Ela precisava conduzir-me ao serviço para pacientes – junto com outros três pastores pentecostais e sete padres católicos. A capela daquele grande hospital tinha aproximadamente 150 pessoas sentadas.” (Welcome Holy Spirit, Benny Hinn, p. 23 1.)

Hinn então conta uma história intrigante deste evento. Ele disse que a capela estava cheia de pessoas doentes, camas e pacientes em cadeiras de rodas e médicos e enfermeiras observando. Ele disse que tomou o controle e começou a ungir os ministros e padres com óleo e também ungir e orar pelos doentes. Ele disse que um padre do nada começou a “tontear” (significando o Espírito Santo) depois que ele (Hinn) o havia ungido. Ele disse que o hospital parecia que tinha passado por um terremoto e que todos estavam sob o poder do Espírito. (ibid. p.234). Ele citou a mãe do reverendo (nos seus termos) dizendo:
“Depois do serviço na capela, a mãe do reverendo perguntou, ‘Oh isto é maravilhoso. Você poderia vir agora e pôr as mãos em todos os pacientes nos quartos?’... Mais de cinqüenta médicos, enfermeiras, pastores pentecostais, padres e freiras juntaram-se neste time de ‘invasão milagrosa’ que encabeçamos nesse hospital.” (ibid.)
Hinn ainda declarou:
“...entramos no saguão... um por um, eles caíam sob o poder. De fato, quando começamos a orar por um senhor que estava fumando, ele caiu sob o poder com um cigarro aceso ainda na sua boca.” (ibid. p. 235).
Que história fascinante! O único problema é que a história parece ser uma total armação. O mesmo hospital fez uma declaração pública negando que a história de Hinn tenha ocorrido em suas dependências. Eles mesmos declararam.

“Nenhum evento como esse ocorreu no Hospital Geral. Sua afirmação tampouco pode ser encontrada através dos registros médicos nem pelo hospital. A alegada afirmação do senhor Hinn é grotesca e irresponsável.” (Quarterly Journal, Personal Freedom Outreach, July-Sept, 1995).

Está claro que Benny Hinn é um católico carismático do mesmo tipo da idade média. Nosso maior interesse deve ser alertar as pessoas sobre o engano desses tempos finais e ensinar a absoluta necessidade de cuidadosa fidelidade as Escrituras. O fenômeno Hinn não resiste em um ambiente centrado na Bíblia. Ele deve ser exposto!

Benny Hinn promove a senhora de Fátima
Hinn apareceu no famoso programa de TV de Larry King, o Larry King Live. King o desafiou a ir aos hospitais de leito em leito com seu poder de cura. Hinn disse que visita hospitais e quando ora pelas pessoas algumas são curadas e outras não. Ele então ofereceu a King esta explanação misturada com seus resultados: “Mas, veja você, o dom (de curar) não opera quando você precisa da ação dele. A unção deve ser lá (no hospital).”
A força motriz de seu ministério veio então o iluminar como ele disse a King: “Em uma cruzada – em um encontro quando eu estou ministrando, a unção de Deus vem a mim e é então que essas coisas acontecem.” Ainda uma pergunta se faz necessária: porque o Espírito Santo se limita a operar somente em reuniões carregadas de emoção? Hinn tenta nos provar que a unção vem e vai mas principalmente em arenas e centros de convenção. O conceito que Hinn tem é tomado de passagens como I João 2:24 (E a unção que vós recebestes dele, fica em vós).
Hinn então endossa o poder de cura divina dos relicários de Maria em Lurdes e Fátima. Ele disse a Larry King e a audiência: “Olhe, Deus nos deu, Larry, muitas fontes de cura. Olhe para Lurdes. Pessoas tem sido curadas indo a Lurdes e Fátima. Havia um poço, na Bíblia, o poço de Betesda, onde onde os anjos agitavam a água – pessoas eram também curadas. Assim Deus tem nos dado muitas vias de cura. Ele quer que sejamos curados.”

É perturbador ver Hinn pôr esses dois exemplos na mesma categoria dos eventos bíblicos. Deve ser também notado que na passagem em João 5, o homem foi curado por Jesus (Jo 5:12-13) e Betesda nunca é mencionada de novo depois desse capítulo. (é uma ruína arqueológica atual). Ademais, não há orientação perpétua para voltar lá para ter ajuda ou ser curado. Em Atos 3 o homem não é orientado a ir ao poço (que estava perto) mas a Cristo (At 3:6). Se a temporária misericórdia de Deus foi mostrada em Betesda foi finalizada na pessoa de Cristo. Mas o ponto é que há um universo de distância entre o que Lurdes e Fátima estão promovendo e o poço judeu de João 5. No poço de Bestesda ninguém estava sendo encorajado a tomar ensinos contrários a Palavra de Deus.

Traduzido de Jesus is Savior: http://www.jesus-is-savior.com/Wolves/benny_hinn-catholic.htm