sábado, 27 de dezembro de 2008

CUIDADO COM A IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR!


Por David J. Stewart (traduzido do site jesus is savior)

Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. (Tito 1:10-11)

Estamos vivendo em tempos de calamitosa apostasia, onde está se tornando cada vez mais difícil encontrar uma boa igreja. O movimento pentecostal/carismático de fato vem do poço do inferno.

A IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR ABRAÇA HERESIAS:
ADVANCE, a publicação oficial da igreja do evangelho quadrangular em sua seção chamada Famous People of Faith, tem uma surpreendente afirmação favorável a G.K. Chesterton:
“... posteriormente Chesterton tornou-se um católico e continuou sendo um campeão dos valores cristãos através de sua vida e escritos.”
Fonte: http://www.foursquarechurch.org/articles/448,1.html


Porque uma “denominação evangélica” como a igreja do evangelho quadrangular mencionaria favoravelmente alguém como um confuso católico como Chesterton? Para um bom entendedor, fica claro que a igreja quadrangular não é em nada diferente de outras do movimento carismático/pentecostal que estão se comprometendo com a igreja católica.
A igreja do evangelho quadrangular é realmente muito ecumênica, como são todas as igrejas apóstatas atuais. Elas são mais como um clube social do que uma Igreja do Novo Testamento.

O denominador comum de todas as “igrejas” do movimento carismático/pentecostal é que todas buscam e falam em línguas, o que a Bíblia em nenhuma parte ensina. O dom de línguas como registrado na Bíblia foi SEMPRE conhecido e estabelecido como linguagem terrena; e não como alguma baboseira que envolva latidos, risos, rolar no chão como um demente e envergonhando assim o nome do Senhor Jesus Cristo.

A Palavra de Deus claramente condena o que os carismáticos/pentecostais estão fazendo hoje; pessoas ficam vergonhosamente sem dinheiro por causa da ignorância e desejo por mundanismo na igreja... Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? (I Coríntios 14:23)
A primeira coisa que as pessoas dizem sobre os pentecostais e carismáticos é que eles são insanos e lunáticos por causa do modo que gritam, urram, grunhem, riem, pulam, rastejam no chão e agem como doentes mentais. Se você é um nascido de novo definitivamente deveria pensar que eles são um bando de loucos!

A igreja do evangelho quadrangular foi fundada em 1923 por uma extravagante pastora duas vezes divorciada chamada Aimee Semple McPherson. (Em um sermão sobre o ministério de McPherson em 1990, Jack Hayford (nascido em 1934), uma das figuras mais proeminentes da igreja do evangelho quadrangular, a defendeu em razão de que “ela certamente não deveria ser vista como alguém que “pulou” de um casamento para outro,” e que em sua visão, seu ministério foi validado pelo fato de que “meio século depois, o diabo ainda a odeia suficientemente para borrifar mentiras venenosas em sua memória.”)
Na edição de 3/93 da revista carisma, há um artigo de Hayford, dizendo que a igreja do evangelho quadrangular foi “a primeira e única a abraçar totalmente o movimento carismático como sendo um legítimo movimento do Espírito”. Porém, a igreja quadrangular ensina cura física, “embriaguez do espírito”, batalha espiritual, libertação de demônios, falar em línguas, sinais e maravilhas, revelações extra-bíblicas, etc, etc, etc.
Por David J. Stewart (traduzido do site jesus is savior)

sábado, 20 de dezembro de 2008

PARTE FINAL DE "A VONTADE DE DEUS A SUA SOBERANIA"-JOHN GILL



4g. Sétimo, a vontade de Deus é livre e soberana;
4g1. Da criação do mundo e de todas as coisas, alguns tem defendido que o mundo é eterno; que foi feito assim e as Escrituras asseveram (Ap 4:11) como tempo e ordem, e as coisas que estão contidas nele, são devidas a soberania de Deus; além de ser atribuída a Sua soberania: que Ele não fez outros mundos além desse, e não poderia, se quisesse, ter feito outros milhares de mundos? Ou que Ele deveria ter feito este mundo nesse tempo e não antes, quando poderia ter feito milhões de anos atrás, embora não o fizesse? Ou que Ele fez o mundo em seis dias e todas as coisas nele, quando poderia ter feito tudo em um momento, embora isso o satisfizesse? Ou que Ele não fez este mundo mais extenso, e com mais tipos e espécies de criaturas do que tem e esses Ele não poderia fazer mais numerosos do que são? Nenhuma outra razão pode ser apontada, senão Sua soberana vontade e satisfação.

4g2. A vontade soberana de Deus aparece na providência e em seus vários eventos; como nos nascimentos e mortes dos homens, o qual nenhum deles ocorre pela vontade deles, mas pela vontade de Deus; e há para ambos um tempo fixado pela Sua vontade; e no qual Sua soberania pode ser vista; o que senão poderia ser atribuído a que tal e tal homem deva nascer e vir ao mundo em tal época e não antes? E que eles deveriam sair do mundo no tempo, modo e circunstâncias que lhes conviessem? E que deveria haver diferenças entre os homens, em seus estados, condições e circunstâncias de vida; que alguns deveriam ser ricos e outros pobres?
Riqueza e pobreza são ambas disposições de Deus, como as palavras de Agur demonstram (Pv 30); e Deus é quem faz a ambos, o rico e o pobre, não somente como homem, mas como um estado de rico e pobre homem: e para quem pode esta diferença ser atribuída, senão para a soberana vontade de Deus? Alguns tem surgido para grande honra e dignidade; outros vivem em muito precárias condições, em estado miserável;
Mas mudança de estado não vem nem do leste, nem do oeste, nem do sul; mas Deus derruba uns e levanta outros, como Ele quiser; e essas diferenças e mudanças podem ser observadas nas mesmas pessoas, como em Jó, que foi por muitos anos o homem mais rico da Terra, e de súbito, foi desprovido de todas as suas riquezas, honra e glória; e então, depois de um tempo, restaurou em dobro a saúde e riquezas que antes possuía.
Assim foi com Nabucodonosor, o grande monarca de sua época, quando em sua mais notável e elevada situação de poder foi destituído de sua dignidade, como homem e monarca, e levado a viver entre os animais, vivendo como um deles; e, depois de tudo, restaurado a sua razão, e ao seu trono e sua primeira grandeza; o que forçou dele tal reconhecimento da soberana vontade de Deus como em nenhuma outra parte talvez seja mais fortemente expressa: “E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?” (Dn 4:35)
Alguns são livres de enfermidades e doenças em todos os dias de sua vida; seu vigor é firme e não há moléstia nem na hora da morte, mas morre em seu vigor. Enquanto outros levam uma vida carregada de enfermidades e problemas até ao túmulo; e esta é a figura do homem: para quem pode ser imputado isso senão para a soberana vontade de Deus? E como de outra maneira pode ser considerado os muitos abortos, fracassos, nascimentos precoces, infantes que nunca viram a luz; e outros, que tão logo seus olhos se abriram a este mundo são fechados de novo; enquanto que outros não somente atravessam os estágios da infância, adolescência e juventude, mas alcançam a plenitude da existência e vão à cova como uma pilha de espigas de milho? E uma multidão de outras coisas podem ser observadas na providência; que embora Deus tenha sábios motivos para eles, são inexplicáveis para nós, mas somos obrigados a recorrer a Sua soberana vontade e satisfação, que não deu nenhuma consideração de seus empreendimentos para os filhos dos homens.

4g3. A soberana vontade de Deus aparece nas coisas santas, espirituais e religiosas, com respeito tanto a anjos como homens. Que alguns dos anjos foram eleitos e confirmados pela graça de Cristo, no estado em que foram criados e preservados da apostasia, enquanto um grande número deles tornaram-se rebeldes contra Deus e caíram de seu estado original; pelo qual foram lançados fora do céu para o inferno e permanecem até hoje em cadeias nas trevas, aguardando o julgamento daquele grande dia, e não haverá misericórdia para qualquer um deles; como será com muitos da apóstata raça de Adão. Que outra razão poderíamos dar para tudo isso senão à soberana vontade de Deus? Entre os homens, alguns amam a Deus e muitos o odeiam; e isso antes de qualquer bem ou mal feitos por eles; alguns Ele escolhe para eterna bem-aventurança e outros Ele abandona e rejeita; Ele tem misericórdia de alguns e endurece a (muitos) outros; tal como Ele é assim é a Sua soberania, vontade e deleite: alguns são redimidos de entre os homens, por Cristo, mesmo sendo de toda família, língua, povo e nação, quem Ele quiser e decide salvar; enquanto outros são deixados a perecer em seus pecados. O qual não há outra causa a ser admitida do que a soberana vontade e satisfação de Deus. Em conformidade pelo qual também dispensa dons aos homens e esses de diferentes tipos; alguns próprios para serviço público, como para os ministros do evangelho e a outros Ele concede quando lhe apraz e destes, diferentes dons; para alguns grandes, para outros pequenos, para alguns um talento e para outros cinco, dividindo para todos individualmente como lhe apraz, de acordo com Sua soberana vontade: o expediente da graça, o ministério da Palavra e ordenanças, em todas as épocas, tendo se disposto a isto, tal como pareceu bom a Sua vista; por muitas centenas de anos, Deus deu Sua palavra a Jacó e Seus estatutos a Israel, e outras nações não o souberam; e eles foram espalhados entre os gentios, as vezes em um lugar, as vezes em outro; e como é notória a soberania de Deus em favor de nossas ilhas britânicas, essas ilhas foram longe com o evangelho e ordenanças, embora grande parte do mundo o recusou, estando coberto com as trevas do paganismo, catolicismo e islamismo. E ainda é mais manifesto o que isso representa para alguns, “cheiro de morte para morte”, mas para outros, “cheiro de vida para vida”. Os dons especiais da graça de Deus são entregues aos homens de acordo com a soberana vontade de Deus; de Sua própria vontade de regenerar alguns e não outros; chamando-os pela graça, quem Ele deseja, quando e por quais recursos, de acordo com Seu propósito; revelado no evangelho e nas grandes coisas que nele estão, para quem Ele o fez saber; e os ocultou dos sábios e entendidos; “Sim, ó Pai,”, disse Cristo, “porque assim te aprouve.”; nem deu Ele a qualquer outro a razão para tal conduta. A graça do Espírito de Deus é dada a alguns e não a outros; como por exemplo, arrependimento, o qual é uma concessão de Deus, um dom de Cristo, foi entregue a Pedro, que negou o seu Senhor; e negado a Judas, que O traiu. Fé, que é um dom de Deus, nem todo homem a tem; a alguns somente é dado, enquanto que outros tem um espírito de sono, olhos que não podem ver e ouvidos que não ouvem. Em resumo, vida eterna, que é um livre dom de Deus, através de Cristo, é dado somente por Ele, tanto como o Pai tem dado a Ele, e para estes semelhantemente; o dinheiro, que parece significar a felicidade eterna, na parábola, é dado para os que foram chamados para trabalhar na vinha na hora undécima a mesma quantia para os que ficaram no labor durante todo o dia: alguns devem servir a Cristo e outros muito pouco, e ainda todos recebem a mesma porção de glória. O que pode ser determinado disso senão a soberana vontade de Deus? Que diz: “Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?” (Mt 20:15). Mas ainda que a vontade de Deus seja soberana, sempre age sabiamente? Alguns soberanos pensam precipitada e tolamente; mas a vontade de Deus nunca é contrária a Sua perfeição de sabedoria, justiça, santidade, etc, e Sua vontade é portanto chamada de “conselho” e “conselho de Sua vontade” (Is. 25:1, 46:10; Ef. 1:11).

domingo, 14 de dezembro de 2008

AS ASSEMBLÉIAS DE DEUS E ROMA



AS ASSEMBLÉIAS DE DEUS E ROMA

Por David Cloud

As "Assembléias de Deus" foram fundadas em 1914, surgida da primeira onda do movimento pentecostal que explodiu no começo do século passado. Elas tiveram um crescimento fenomenal, de 300 membros por ocasião de sua fundação para uma membresia de aproximadamente 12 milhões espalhadas pelo mundo em mais de 10.500 congregações hoje.

Embora resistentes ao ecumenismo nos seus primeiros anos, as Assembléias de Deus tem sido ativas de forma até radical em favor desse movimento durante as últimas décadas.

De fato, Ray Bullard, o líder carismático responsável pela primeira experiência com os católicos, é um membro de uma Assembléia de Deus em South Bend, Indiana.


Recentemente, Thomas Zimmerman, que deixou a superintendência geral das Assembléias de Deus, deu as mãos com clérigos católicos. Ele foi um homem chave envolvido na conferência de Kansas City de 1977, e esteve na mesma plataforma com o cardeal católico Joseph Suenens, desse modo fingindo a todos que este lobo em pele de cordeiro fosse um genuíno homem de Deus.

Estima-se que 22,500 católicos tenham participado desse encontro em Kansas City.


Zimmerman juntou-se com católicos em muitos outros encontros e projetos ecumênicos, incluindo o "Key 73", o festival americano de evangelismo, e o "Washington for Jesus". Zimmerman esteve entre os 28 líderes cristãos que se encontraram com o Papa João Paulo II por ocasião de sua visita aos EUA em 1987.


A dramática mudança nas Assembléias de Deus em suas relações ecumênicas é vista em seu tratamento por David du Plessis, o "Senhor Pentoscoste". Du Plessis, foi um dos que mais estiveram na vanguarda do desenvolvimento de relações entre os pentecostais e o vaticano.
Ele foi o único pentecostal convidado para participar do concílio vaticano II nos anos 60.



Por causa dessas atividades ecumênicas radicais, du Plessis perdeu suas credencias de ministro
das Assembléias de Deus em 1962. Porém em 1980 suas credenciais foram restabelecidas após ele comparecer diante de um comitê montado por Zimmerman e o corpo executivo de presbíteros das Assembléias de Deus. Roma não mudou nessas últimas décadas, mas os pentecostais de primeira linha certamente sim.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

PARTE 3 DE: A VONTADE DE DEUS E A SUA SOBERANIA POR JOHN GILL

Segue a terceira parte da tradução do capítulo 11 do livro A Body of Doctrinal Divinity de John Gill:
4. A natureza e propriedades da vontade de Deus.
4a. Primeiro, é natural e essencial a Ele; é a Sua verdadeira natureza e essência; Sua vontade é a Sua própria inclinação; e por essa razão pode haver apenas uma vontade em Deus; visto que há um único Deus, de quem a natureza e essência é um; ainda que haja três pessoas na trindade, há apenas uma natureza não dividida, comum a todos os três, e a mesma vontade única: Ele é um, e concorda em um; Deus é um em mente, ou vontade, ainda que possa haver distinções de Sua vontade, e diferentes propósitos dela, e diversos meios no qual Ele concorda, não obstante, é por um único ato eterno da vontade que Ele determina todas as coisas. Conseqüentemente também Sua vontade é incomunicável para uma criatura; a vontade de Deus não pode ser diferente em uma criatura, mas afim de que ela a confirme, concorde e se submeta a ela, foi incomunicável até mesmo para a natureza humana de Cristo, ainda que tendo união com a pessoa do Filho de Deus; porém Sua vontade divina e humana são distintas uma da outra, ainda que uma seja sujeita a outra (Jo 6:38; Lc 22:42).

4b. Segundo, a vontade de Deus é “eterna”, como podemos concluir do atributo de “eternidade”; para Deus ser eterno, como certamente é, mesmo de eternidade a eternidade, então Sua vontade deve ser eterna, desde sua natureza e essência e de Sua “imutabilidade”; que não muda, e em que não há sombra de mudança; mas se qualquer nova vontade surge em Deus, o que não foi na eternidade, haveria uma mudança nEle; Ele não seria o mesmo que foi na eternidade; considerando que Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre e da Sua “presciência”, o qual é eterna; “Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras.”, ou desde a eternidade (Atos 15:18) e como a presciência de Deus surge de Sua vontade, Ele sabe de antemão o que deseja, como tem sido observado, em razão de Ele ter determinado, em Sua vontade o que deveria de ser; assim, se o Seu conhecimento é eterno, Sua vontade deve ser eterna. Do mesmo modo, isto pode ser ilustrado pelo decreto da “eleição”; que foi, certamente, antes do homem ter feito tanto o bem quanto o mal; foi desde o princípio, ou desde a eternidade, mesmo até antes da fundação do mundo (Ef. 1:4) e como o decreto e determinação da vontade de Deus foi assim, o mesmo pode ser concluído de tudo o mais; adicionado a tudo que a vontade de Deus é participante, em “todas as coisas” que tem sido “desde o princípio” do mundo, agora é, ou deve ser para o fim disto; e, portanto, deve ser antes da existência do mundo e se é antes dele, então é antes do tempo; e se é antes do tempo, deve ser eterna; porque nada sabemos antes do tempo, mas o que é eterno.

4c. Terceiro, a vontade de Deus é “imutável”: imutabilidade é expressamente atribuída ao conselho de Deus; que é para a vontade e propósito de Deus (Hb. 6:17) e pode ser estabelecida a partir do atributo de “imutabilidade”; se Deus é imutavelmente o mesmo, e como Ele é, então Sua vontade deve ser a mesma, desde a Sua natureza e essência se uma mudança é feita na vontade de uma criatura, ou por começar a querer o que antes não queria, ou pela interrupção do que tinha propensão agora causa o começo de uma nova vontade; ou desejando o que não queria, supõe prévia ignorância do que agora começou a querer; nem conhecendo a sua aptidão e propriedades, sendo ignorante de sua natureza, excelência e utilidade; por desconhecer algo que não pode desejar e concordar: mas tal como uma mudança de vontade nunca pode ter lugar em Deus, como um fundamento; desde que isso não somente é contrário a Sua eternidade e imutabilidade, mas ao Seu conhecimento, cujo entendimento é infinito: ou uma criatura muda a sua vontade, quando esse querer cessa; o qual é tampouco por escolha, ou por obrigação; de escolher, quando alguma coisa imprevista acontece, qualquer causa pode mudar esta vontade e tomar outro curso. Mas nada deste tipo pode suceder a Deus, antes, em quem todas as coisas estão uma vez juntas, expostas e abertas; mesmo antes da eternidade ou senão pela força, sendo compelida, porque não pode executar esta vontade, e, portanto, a renuncia e toma outro curso: “Mas quem tem resistido a Sua vontade?”, a vontade de Deus, assim como Ele causa a cessação e a interrupção? Se Deus muda Sua vontade, deve ser tampouco para melhor ou para pior; e de qualquer modo isto mostraria imperfeições nEle e carência de sabedoria; Deus pode aparentemente mudar Seus desígnios das coisas, mas Ele nunca muda Sua vontade: arrependimento atribuído a Ele não é prova disto, “Ele é um em mente e quem pode voltar-se para Ele? Sua vontade não pode ser alterada nem mudada, nem pelas orações de Seu povo.

4d. Quarto, a vontade de Deus é sempre eficaz; não há desejos imaginários ou graus ineficazes de volição em Deus; Sua vontade é sempre efetuada, nunca pode ser anulada ou cancelada; Ele faz tudo o que lhe agrada, ou quer, Seu conselho permanece para sempre e Ele sempre faz o que for de Seu interesse, de outro modo Ele não seria onipotente, como Ele é: ela deve ser pela necessidade de Seu poder, se Sua vontade não é cumprida, o que não pode ser dito; como Ele é onipotente, assim é Sua vontade; Austin [3] assim a chama de máxima onipotente vontade: se não foi este o caso, seria até certo grau, ou algo “superior” a Ele; ao passo que Ele é Deus sobre tudo, o Altíssimo, e nunca pode ser contradito por quem quer que seja: e se Sua vontade foi ineficiente Ele seria “frustrado” e desapontado em Seu propósito: mas como nada vai além do que o homem diz, e do que o Senhor não ordena; assim, tudo o que o Senhor diz, quer e ordena deve certamente vir a ocorrer; “O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará.”; “Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?” (Is. 14:24, 27). Além disso, se Sua vontade não foi eficiente, ou falhou no seu cumprimento, Ele não seria feliz: quando a vontade de um homem é ineficiente e não pode ser cumprir algo, isso causa inquietação, o faz infeliz; mas isso nunca pode ser dito de Deus, que é bem-aventurado, o bem-aventurado Deus, bem-aventurado para todo o sempre.

4e. Quinto, a vontade de Deus não tem causa fora de si mesma; por conseguinte seria anterior a Ele e maior e mais excelente do que Ele; como toda causa é antes de seu efeito e mais excelente que essa; e Sua vontade estaria dependente de outra, e assim ela não seria independente: nem poderia ter qualquer impulso ou causa a mover Sua vontade; em razão que nEle não há poder passivo para atuar sobre ela; é puramente um ato, como puro, ativo espírito: se Ele consiste de ato e poder, Ele não seria simples e desapiedado espírito; para ser impulsionado ou movido por qualquer causa, seria contrário a Sua simplicidade, anteriormente estabelecida, Ele pode de fato dizer uma coisa por outra; mas neste caso o que Ele quer para outros não é a causa que move a Sua vontade; essa pode ter a natureza da causa e efeito entre eles mesmos; mas nenhum deles são a causa da vontade de Deus; nem há nisso qualquer causa final do que ele quer e faz, mas a Sua própria glória; e seria loucura buscar uma causa para Sua vontade: e desta propriedade da vontade de Deus, pode ser discernido claramente, que prevendo fé, santidade, e boas obras, não pode ser a causa da vontade Deus na eleição de alguns para vida eterna; e assim o contrário, nenhuma causa de Sua vontade na rejeição de outros.

4f. Sexto, A vontade de Deus, por esta mesma razão, não é condicional; para estar dependente de uma condição a ser executada; e não a vontade de Deus, mas o desempenho da condição é quem seria o princípio e chefe na realização de determinado fim. E, para não dizer mais, se, por exemplo, Deus tivesse o desejo de salvar todos os homens condicionalmente; quer dizer, na condição de fé e arrependimento; e os condenar se estas condições fossem insuficientes; quem não vê que esta vontade condicional, salvar e destruir, são iguais? Destruição é igualmente volitiva como salvação; e onde está o assim tão falado amor geral de Deus ao homem? Não há nada disso indistintamente para todo e qualquer homem.
[3] De Civitate Dei, l. 13. c. 18

domingo, 7 de dezembro de 2008

Sir Isaac Newton: um exemplo de cientista e de cristão


Nos cursos superiores das áreas de exatas, a disciplina de cálculo é a base de todo o ensino matemático que irá conduzir o processo de aprendizagem de futuros engenheiros, contadores, economistas, administradores e profissionais da computação a qual eu me incluo.
Interessante fato aprendi nesta cadeira a respeito de alguns detalhes da vida de Sir Isaac Newton (1642-1727), tido como o pai do cálculo (apesar da controvérsia com o alemão Leibniz de quem teria sido o primeiro a descobri-lo).
Segue abaixo uma pequena biografia sobre Newton, que além de ser considerado um dos maiores, senão o maior de todos os cientistas, também era um cristão.
Que sirva de exemplo de como a ciência e a fé podem sim andar juntas.
Newton nasceu na cidade de Woolsthorpe, Inglaterra. Seu pai faleceu antes de seu nascimento e sua mãe o criou na fazenda da família. Quando jovem mostrou pouca evidência de seu brilho posterior, exceto por um talento não usual com aparelhos mecânicos – aparentemente construiu um relógio de água e um moinho de farinha de brinquedo movido por um rato. Em 1661 ele entrou no Trinity College em Cambridge com uma deficiência em geometria. Felizmente, Newton chamou a atenção de Isaac Barrow, um matemático dotado e professor. Guiado por Barrow, ele mergulhou na matemática e em ciência; todavia, graduou-se sem nenhuma distinção especial. Por causa da Peste que se espalhava rapidamente em Londres, voltou para sua casa em Woolsthorpe, onde ficou de 1665 a 1666. Naqueles dois anos importantes, todo o enquadramento da ciência moderna foi milagrosamente criado na mente de Newton - ele descobriu o cálculo, reconheceu os princípios básicos do movimento planetário e da gravidade e determinou que a luz “branca” do sol era composta de todas as cores do vermelho ao violeta. Por alguma razão, manteve para si mesmo suas descobertas. Em 1667, retornou a Cambridge para obter o grau de mestre e, depois de graduado, tornou-se professor no Trinity. Em 1669, sucedeu seu professor, Isaac Barrow, na cadeira lucasiana de matemática do Trinity, uma das mais honradas posições em matemática do mundo. Daí por diante, o fluxo de descobertas brilhantes foi contínuo. Ele formulou as leis da gravitação e as usou para explicar o movimento da lua, dos planetas e das marés; ele formulou as teorias básicas da luz, e termodinâmica e a hidrodinâmica; planejou e construiu o primeiro telescópio refletor.

Durante suavida, ele hesitou em publicar suas grandes descobertas, somente revelando-as a círculo seleto de amigos, temendo talvez críticas ou controvérsias. Em 1687, somente após intensa persuasão pelo astrônomo Edmond Haley (cometa de Haley), Newton publicou sua obra-prima: Philosophiae Naturalis Principia Mathematica (Os Princípios Matemáticos Filosofia Natural). Este trabalho é, geralmente, considerado como o livro científico mais importante e influente já escrito. Nele, Newton explicou o funcionamento do sistema solar e formulou as leis básicas do movimento, as quais até hoje são fundamentais em engenharia e em física. Entretanto, nem mesmo o apelo de seus amigos convenceu-o a publicar sua descoberta do calculo. Somente após Leibniz ter publicado seus resultados, Newton condescendeu e publicou seus próprios trabalhos sobre calculo.
Após 25 anos como professor, Newton sofreu depressão e um esgotamento nervoso. Ele desistiu da pesquisa em 1695 para aceitar uma posição na casa da moeda de Londres. Durante os 25 anos que trabalhou lá, ele não fez praticamente nenhum trabalho científico ou matemático. Ele foi nomeado cavaleiro em 1705 e, quando morreu foi enterrado na abadia de Westminster com todas as honras que seu país poderia prestar.

É interessante notar que Newton era um teólogo instruído que viu o valor de seu trabalho como sendo o seu apoio à existência de Deus. Por toda a sua vida, trabalhou apaixonadamente para datar eventos bíblicos, relacionando-os a fenômenos astronômicos. Essa paixão o consumia tanto que gastou anos procurando no livro de Daniel por indícios do fim do mundo e da geografia do inferno.
Newton descrevia sua brilhante realização da seguinte forma: “Eu pareço ter sido apenas como uma criança brincando em uma praia e divertindo-me aqui e acolá e descobrir uma pedrinha mais redonda ou uma concha mais bonita do que as outras, enquanto o grande oceano da verdade está todo a ser descoberto diante de mim.”

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A.W. TOZER: UM FALSO PROFETA

A . W TOZER: UM FALSO PROFETA
Tradução de: Pastor Aiden Wilson Tozer — False Prophet
por David J. Stewart (site Jesus is Savior)

A.W. Tozer (1897 -1963) foi um falso profeta! Ele inquestionavelmente ensinou o senhorio na salvação (Salvador, mas não Senhor). Ele declara:
“Na Bíblia a oferta de perdão da parte de Deus está condicionada a uma reforma na parte humana. Não pode haver regeneração espiritual até que se tenha uma reforma moral.” (The Best of A.W. Tozer, Book 2, pg. 115-117; Compiled by Warren W. Wiersbe – O Melhor de A.W. Tozer, Livro 2, pgs. 115-117; Compilado por W. Wiersbe).

Errado! Salvação não é recebida; é concedida. Tozer requer dos pecadores uma “reforma” em si mesmos antes de serem salvos. Isso é ridículo! Isso é contrário ao que a Bíblia claramente ensina. Romanos 4:5, declara: “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.”
O senhor Tozer está ensinando salvação pelas obras!

Assim, de acordo com a teologia de Tozer, um pecador perdido que quer ganhar a salvação, mas que está pouco disposto a se casar com a sua namorada, não o pode. Tozer afirma claramente que uma salvação pessoal é CONDICIONADA a uma intenção de reforma. Esta é a mesma heresia que ensinam John MacArthur e Ray Confort. Salvação não é condicionada sob qualquer coisa além de uma pessoa vir como um pecador em falta diante do Salvador. João 6:29 lê-se: “Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.”
O único pré-requisito para ser salvo é que se venha como culpado diante de Deus (Rm 3:19) e então crendo em Jesus Cristo para limpar esses pecados (At 16:31).

Eu percebo que A.W. Tozer é um homem altamente respeitável pela vasta maioria das pessoas; MAS, devemos seguir os ensinos da Palavra de Deus e não do homem. Salmos 118:8 diz:
“É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem.”
Tozer erra mortalmente quando declara: “Não pode haver regeneração espiritual até que se tenha uma reforma moral.”
Se temos que nos reformar como pré-requisito para sermos salvos onde se encaixa o dom gratuito de Deus nisso tudo? De acordo com Romanos 5:5 e 6:23, a vida eterna é um DOM GRATUITO, pago pelo precioso sangue de Jesus (I Pe 1:18-19).
O senhor Tozer ensinou essa heresia e um falso evangelho, chamado “senhorio na salvação”.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

PARTE 2 DE "A VONTADE DE DEUS E A SUA SOBERANIA": JOHN GILL


Tradução do capítulo 11 do livro A Body of Doctrinal Divinity

Esta é a revelada vontade de Deus no Evangelho; em relação aos tipos de intenções, e graciosas considerações de Deus ao homem, e revelar o que antes era Sua secreta vontade em relação a ele; como Ele tinha escolhido alguns para a vida eterna, e os designou para a salvação por Cristo e nomeado a Cristo para ser o Salvador; e Cristo fazendo a vontade de Deus veio do céu a terra para tal, e isto é a vontade de Deus, que esses deveriam ser regenerados e santificados; e “nunca hão de perecer, mas tem a vida a vida (Ef 1:4,5; Jo 6:38; I Ts 4:3; Jo 6:39,40; Mt 18:14). Mas por conseguinte, tudo isto é a revelada vontade de Deus, no Evangelho, contudo, quanto a pessoas neste ponto, esta é em grande medida, uma secreta eleição de Deus, e dessa maneira o restante, pode ser conhecido pelo Evangelho vindo com poder ao coração e pela obra da graça sobre ele, e o conhecimento deveria ser depois buscado; porém não é alcançado senão por quem é favorecido com uma plena convicção de fé; e quanto a outros, ainda que possam, em um julgamento de obras, pela razão de suas declaradas experiências, seus discursos agradáveis e proceder piedoso, deduzir que são eleitos de Deus.
Porém isto não pode certamente ser conhecido, mas pela divina revelação, como foi pelo apóstolo Paulo, que Clemente e outros de seus companheiros cooperadores, tinham seus nomes escritos no livro da vida (Fl 4:3). Esta é a revelada vontade de Deus, que deve haver uma ressurreição da morte, dos justos e injustos; e que todos devem comparecer no julgamento diante do trono de Cristo; que depois da morte deve vir tal julgamento; e ainda que seja revelado, que há um dia fixado, bem como uma pessoa designada para julgar o mundo com justiça; porém, o dia e a hora ninguém sabe, nem os anjos; mas Deus somente. Assim, que sobre tudo, ainda há algum fundamento para esta distinção da secreta e revelada vontade de Deus, porém isto não é completamente claro; há uma mistura, parte da vontade de Deus é ainda secreta e parte é revelada, em relação ao mesmo propósito, como tem sido observado e plenamente mostrado.
A mais acurada distinção da vontade de Deus está no seu propósito e prescrição; ou as ordens e decretos da Sua vontade.
As ordens de Deus, ou seus mandamentos são os que estão declarados nas Escrituras, que devem ser conhecidos pelo homem e é desejável que ele possa ter conhecimento e estar inteirado disso (Mt 7:21, 12:50; Cl. 1:9, 4:12).
Esta é a regra da obediência humana; o qual consiste do temor a Deus e da guarda de seus mandamentos; isto é feito, mas por alguns apenas, e não de forma perfeita; todo pecado é a transgressão disto; quando essas coisas são feitas corretamente pela fé, provindo do amor e para a glória de Deus, todo homem regenerado deseja fazer da melhor maneira e se puder, perfeitamente; mesmo é feito pelos anjos no céu. Deus, pela declaração de Sua vontade, mostra Sua aprovação, que é aceitável a Ele, quando feito corretamente e torna o homem que não faz inescusável, e resulta na aparição da justiça divina em infligir punição a tais pessoas.
Os decretos da vontade de Deus são propriamente falando, Sua vontade; a outra é a Sua Palavra; esta é a regra de Suas próprias ações, Ele fez todas as coisas nos céus e terra em conseqüência dessa Sua vontade, o conselho dela; e esta vontade é sempre feita, não pode ser resistida, frustrada e cancelada; Ele faz tudo o que desejar; “seus conselhos permanecem e os pensamentos de Seu coração são para todas as gerações”; e isto é as vezes cumprido por esses que não tem consideração pela Sua vontade de propósito, e não tem conhecimento disto, mesmo quando a estão fazendo; como Herodes e Pilatos, os judeus e gentios, que estavam contra Cristo (At 4:27-28) e os dez reis, cujos corações Deus pôs a Sua vontade, para dar seus reinos a besta (Ap 17:17) e esta vontade de Deus deve estar na mente de tudo que intencionarmos fazer; dizendo: “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.” (I Co 4:19, Tg 4:13-15), e isto deve ser de nosso conhecimento e submissão a todo estado e condição de vida, se de prosperidade ou adversidade, ou qualquer coisa que venha a nos acometer, ou a nossos amigos e conhecidos (At 21:14) e isto, propriamente falando, é somente e a única vontade de Deus.
3. Quais são os objetos:
3a. Primeiro, o próprio Deus, não Sua natureza e modo de subsistir; como a paternidade do Pai; a geração do Filho; e a presença do Espírito naturalmente e necessariamente existem e não dependem da vontade de Deus: mas de Sua própria glória; “O SENHOR fez todas as coisas”, que são para Sua própria glória (Pv 16:4). Ele deseja a Sua própria glória em tudo o que faz; como “todas as coisas são feitas por Ele”, como a causa eficiente; e “através dEle”, como sabiamente os distribui; assim é “para ele”, para Sua glória, como a causa final e o derradeiro fim de tudo; e isto Ele necessariamente deseja; Ele não pode mas Sua própria glória; como “Ele não dará Sua glória a outro”; Ele não pode desejar a outro; o que seria negar a Si mesmo.
3b. Segundo, todas as coisas aparte de Deus, se boas ou más, são os objetos de Sua vontade, ou que Sua vontade é de algum modo ou outro interessada em diferenciar, de fato, entre os objetos do conhecimento e poder de Deus e os objetos de Sua vontade; entretanto Ele conhece todas as coisas, em Seu entendimento, e Seu poder alcança tudo o que é possível; porém Ele não quer todas as coisas transmitidas, se a palavra pode ser permitida, ou que possa ter volição, razão do qual, Amesius[1]observa, ainda que Deus seja onisciente e onipotente, não é onivolente (todo-vontade).
3b1. Terceiro, todas as coisas boas.
3b1a. Todas as coisas na natureza; todas as coisas foram feitas por Ele e tudo que foi originalmente bom foi feito por Ele, mesmo “muito bom” e tudo foi feito de acordo com Sua vontade; “tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Ap 4:11), mesmo os céus, terra e mar,e tudo o que neles há.

3b1b. Todas as coisas em Deus.
O Reino de Deus regula a providência sobre tudo, e se estende a todas as criaturas, anjos e homens e tudo o mais e todos os eventos que sucedem a eles; nenhum pardal cai ao chão sem que seja pela vontade de Deus; “e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu”; na celestial habitação dos anjos; “e os moradores da terra” (Dn 4:35) não há nada que venha suceder que Deus não tenha determinado, ordenado e designado. “Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?” (Lm 3:37).

3b1c. Todas as coisas na graça estão de acordo com a vontade de Deus, todas as bençãos espirituais em Cristo, todas as graças dadas aos eleitos em Cristo, antes da fundação do mundo; a escolha deles em Cristo; predestinação para adoção por Ele; redenção pelo Seu sangue; regeneração, santificação e eterna herança; tudo está de acordo com o beneplácito de Sua vontade (2 Tm. 1:9; Ef. 1:3-5, 7, 9, 11; Tg1:18; 1 Ts. 4:3).

3b2. Segundo, todas as coisas más são objetos da vontade de Deus; sendo de dois tipos.
3b2a. A maldade das aflições; quer seja um modo de correção ou de punição: se um modo de correção, como ao povo de Deus, ele está de acordo com a vontade de Deus; não surgiu da terra, nem vem por acaso, mas pela vontade, ordem e desígnio de Deus; em qualidade, quantidade, duração, fins e usos, (Jó 23:14, Mic 6:9, 1Ts 3:3) o qual é consistente com a justiça, santidade, sabedoria, amor e bondade de Deus. Se ele é um meio de punição, é para os homens ímpios e incrédulos; não há razão para queixar-se deles, visto que eles são inferiores ao que realmente mereceriam pelos seus pecados; e não é injusto o que um Deus íntegro infligirá neles (Lm 3:39) todos os julgamentos, calamidades e desastres que vem sobre reinos, nações, cidades e sobre pessoas em particular, são todas de Deus, e estão de acordo com o conselho de Sua vontade (Amós 3:6). Não que Deus faça essas coisas por causa deles; ou que tenha prazer nas aflições ou misérias de Suas criaturas, (Lm 3:33, Ez 18:32) mas com a finalidade de algo superior: as aflições de Seu povo são para o seu bem espiritual, bem como para a Sua própria glória: e a punição dos ímpios é para a glorificação de Sua justiça.

3b1b. Há o mal da falha e da responsabilidade (ou culpa), que é pecado: sobre isto há alguma dificuldade de como a vontade de Deus é participante, consistente com Sua pureza e santidade: que a vontade de Deus é de algum modo ou de outro ocupada com isto é certamente correto; porque Ele determina ou não os acontecimentos: o último não pode ser, em razão de nada suceder sem a permissão dEle (Lm 3:37) ou Ele nem determina, nem permite, quer dizer, que Ele não tem cuidado com isso, nem interesse; e assim os fatos estão fora de Sua área de jurisdição e não estão ao alcance de Sua providência; o que não pode ser admitido e que nenhum cristão dirá, mas os que são inclinados ao ateísmo, sim (veja Ez 9:9, Sf 1:12). Além disso, Beza e outros argumentam que Deus fez uma exceção voluntária em permitir a existência do pecado, não podendo ser mostrado, nem de Sua justiça punitiva, nem de Sua misericórdia: pelo qual pode ser acrescentado, que a presciência de Deus sobre o pecado deva plenamente provar Sua vontade nisso; que a presciência de Deus previra a existência do pecado, é correto; como a queda de Adão, desde que ele fez uma provisão, em Cristo, para a salvação do homem revelado nEle, antes deveria; e assim outros pecados (2 Sm. 12:11, 16:22). Agora certo e imutável pré-conhecimento, tal como o pré-conhecimento de Deus, é criado sobre um certo e imutável motivo; que não pode ser outro do que a vontade divina; a presciência de Deus, certamente, é que tais coisas seriam assim; em razão que Ele determinou em Sua vontade o que deveria de ser.
Para estabelecer esta relação em uma luz melhor, é adequado considerar, o que é o pecado, e o que é relativo a ele: há o ato do pecado, e há a culpa pelo pecado, que é o dever de punir, e a punir própria. Relativo a dois últimos tipos não há dificuldade; que Deus deva querer que o homem por causa do pecado torne-se culpado; seja considerado, julgado, e tratado como tal; ou minta sobre sob a obrigação em punir e punir propriamente; nem que Ele deva puni-lo designando-o e o predestinando para isto (Pv 16;4; Jd 1:4).
A única dificuldade é sobre o ato do pecado; em poder considerá-lo natural ou moral; ou o ato, desordem, irregularidade e viciosidade dele: como em ação, considerando de forma aberta, é de Deus e de acordo com a Sua vontade; sem o qual o discurso de Sua providência, nada pode ser executado; Ele é a fonte e origem de ação e moção; nEle está toda a vida e movimento onde temos a existência (At 17:28) mas então a viciosidade e irregularidade disto, como é uma aberração da lei de Deus e uma transgressão disto, é do homem somente; e não se pode dizer que isso seja a vontade de Deus; Ele proíbe isso, Ele abomina e detesta; Ele não tem prazer nisso; Ele tem olhos puros para até mesmo contemplar isso com aprovação e prazer. Deus não pode se inclinar para o pecado, ou por causa de si mesmo; mas por causa de algum bem que seja provocado por isso; como a queda de Adão, para a glorificação de Sua justiça e misericórdia, em punir em grande extensão a sua posteridade, e salvando outros: o pecado dos irmãos de José, vendendo-o ao Egito, para o bem dele e de seu pai Jacó, e outros; e o pecado dos judeus, em crucificar a Cristo, para a redenção e salvação dos homens. E, além disso, Deus pode permitir um pecado como uma punição para outros; como certamente Ele tem no caso dos Israelitas (Os 4:9, 10,13) dos filósofos pagãos (Rm 1:28) e dos papistas (II Ts 2:9-12). Uma vez mais, ainda que de Deus possa ser dito em tal sentido, desejar o pecado, ainda Ele quer isto em um modo diferente que Ele quer que o seu fim seja bom; Ele não fará isso por si mesmo, nem por outros; mas permite ser feito; e qual não é uma permissão aberta, mas uma permissão voluntária; e é expressada por Deus “dando” ao homem para seu próprio coração luxuriante, e por “sofrimento” ele vai em seu próprio caminho pecaminoso (Sl. 81:12; At 14:16) Ele não deseja isso pela Sua vontade efetiva, mas pela Sua vontade permissiva; e portanto não pode ser imputado como o autor do pecado; desde aqui há uma grande diferença entre Ele fazer e o ser feito por outros, ou ordenar ser feito, somente pode fazê-lo o autor do pecado; e voluntariamente permitindo ou sofrendo isto ao ser feito por outros.

Aguardem para breve a terceira parte...se Deus quiser.