segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A GRAÇA REINANDO NA ELEIÇÃO - por Horatius Bonar


(Reprinted from "Watching and Waiting," August 1933)

“O homem vão seria sábio, entretanto ele nasceu como o filhote de um asno selvagem”. Conseqüentemente, ele acha falha a eleição, como um mero sistema de parcialidade arbitrária e favoritismo; e nos fala que se há tal coisa como a incapacidade total no homem e a soberana eleição de Deus, então o homem não é culpado se ele for um perdido. A total apostasia do homem e morte no pecado é tal que ele não pode salvar a si próprio, e a soberania de Deus, é tal que Ele salva quem Ele quer, são doutrinas excessivamente desagradáveis para o orgulho humano. Mas são Bíblicas.

Por que um ladrão foi salvo e o outro não? “Sim, ó Pai, porque assim te aprouve”. Deus não foi obrigado a salvar um, e Ele teve poder suficiente para ter salvado o outro que nem poderia se salvar. O que fez a diferença? A graça soberana de Deus.

Por que Paulo foi salvo e Judas não? Foi porque o primeiro mereceu ser salvo e o segundo perdido? Não, nenhum mereceu ser salvo. Foi porque um era um recipiente adequado para a graça de Deus e o outro não? Não, nenhum era mais adequado que o outro. Foi porque Paulo escolheu a Cristo, e Judas o rejeitou? Bem, mas como que Paulo escolheu a Cristo? Não foi porque Cristo o escolheu (primeiro)?

Por que a Judéia foi feita uma terra onde resplandeceu a luz e o Egito permaneceu na escuridão? Quem fez a diferença? Homem ou Deus? Deus foi injusto deixando para o Egito as trevas de morte enquanto Ele fez a luz para elevar Israel? O que tinha feito Israel para merecer um privilégio assim?

Por que a Inglaterra é uma terra de luz e a África é uma terra de escuridão? Quem fez a diferença? Quem enviou o evangelho para a Inglaterra e o reteve da África? Deus é injusto deixando esse continente poderoso nas mãos de Satanás, e libertando do jugo dele esta pequena ilha?

Nenhum mereceu salvação. Nenhum homem é mais justo do que outro. Deus não é obrigado a salvar ninguém. Deus poderia ter salvado todos. Contudo, Ele salvou só alguns. Ele é então injusto só salvando alguns quando Ele poderia ter salvado todos? Objetores dizem: “Oh, esses que estão perdidos, estão perdidos porque eles rejeitaram a Cristo.” Mas da mesma maneira que não fez com que todos o rejeitassem no princípio não fez o incrédulo de algum modo? Foi porque a vontade deles era essa, ou porque Deus pôs o Seu poder neles? Seguramente o segundo. Ele não pode então, colocar o Seu poder em tudo e impedir qualquer um de rejeitar o Salvador? Contudo, Ele não fez. Por quê? Porque assim parece bom à Sua vista.

É injusto Deus salvar só alguns quando todos são sentenciados a morrer igualmente? Se não, aqui não há qualquer injustiça em Sua determinação de salvar estes poucos, e deixar de salvar o resto? Eles não puderam se salvar, e era injusto Ele resolver na Sua sabedoria infinita, os salvar? Ou, era injusto Ele não resolver salvar todos? Se todos tivessem perecido não teria havido nenhuma injustiça da parte dEle. Como é possível que então pode haver injustiça em Sua resolução de salvar alguns?

Não pode haver nenhuma graça quando não houver nenhuma soberania. Negue o direito de Deus para escolher quem Ele deseja e você nega o direito dEle em salvar quem Ele quer. Negue o direito Dele para salvar quem Ele quer e você nega que a salvação seja de graça. Se salvação é feita para depender de qualquer merecimento ou aptidão no homem, vista ou prevista, a graça já não é graça.

Um das controvérsias do dia presente é com respeito a vontade de Deus - se a Sua vontade ou a do homem é a que tem o poder regulador no universo, e a causa de obtenção de salvação para as almas. A supremacia da vontade de Deus sobre pessoas individuais e eventos é interrogada. São feitas coisas para colocar o poder da vontade no homem, não em Deus. A Conversão é feita para o homem mudar, não Deus. O desejo do homem, não de Deus, é o de decidir que indivíduos entrarão no céu. A caneta do homem, e não a de Deus é que deve escrever os nomes dos salvos no Livro da Vida do Cordeiro! Muito zelo é mostrado para a liberdade de escolha do homem, pouco parece ser deixado para a liberdade de escolha de Deus. Os homens insistem que é injusto e tirânico Deus controlar as suas vontades, contudo, não vêem nada de injusto, nada de orgulhoso, nada de satânico em tentar acorrentar e dirigir a vontade de Deus. O homem parece, não pode ter o seu próprio desejo insensato satisfeito, a menos que o Deus todo-poderoso consentisse em renunciar o Seu!

Tal é como alguns dos passos da marcha do ateísmo. Tal é como as preparações que faz nestes últimos dias o astuto usurpador que quer destronar o Eterno Deus Jeová.

Homens podem chamar essas coisas de especulações. Eles podem as condenar como improdutivas. À lei e ao testemunho! De tais especulações, a Bíblia está cheia. Lá homem é um verme desamparado e salvação do início ao fim, é de Deus. A vontade de Deus, e não a do homem é a lei do universo. Se nós afirmamos crer no evangelho - se nós nos mantemos firmes na graça, se nós preservamos a honra de Jeová - nós temos que nos agarrar a estas verdades sem mãos fracas. Porque se há mais de um ser tal como o Supremo Jeová predeterminando tudo, então o universo é um caos; e se não há nenhuma tal coisa como a eleição de Deus, todo ministro de Cristo pode fechar os seus lábios, e todo pecador sobre a Terra pode se sentar em mudo desespero.
Traduzido de Providence Baptist Ministries